Depois de uma experiência traumática, há quem decida enterrar o passado e seguir sem olhar para trás. No entanto, também quem pense em encarar a realidade e dar a ela um novo significado — mais bonito e mais reconfortante. Pode até não parecer, mas esse é o começo da história de Maria Beatriz, a “Bibi”, e o seu veleiro artesanal, o Albacora 2.
No começo deste ano, a jovem velejadora, no auge dos seus 20 anos, partiu para a construção do seu segundo veleiro artesanal, que, assim como o primeiro, terá 3,5 metros de comprimento e que, quando finalizado, promete desbravar as águas de Itajaí, em Santa Catarina. Tecnicamente, este não difere muito do número 1. Porém, emocionalmente, é um barco vindo do zero.
Acontece que o Albacora 2 é o sucessor do “Albacorinha”, produzido por Bibi em 2021, quando ela tinha 15 anos. Assim como o segundo, o “primogênito” nasceu dentro da oficina de construção naval do projeto Paiol, da Associação Náutica de Itajaí. Por lá, já foram feitos mais de 127 barcos artesanais, todos por alunos que aprenderam, na prática, o processo completo.
Foto: Maria Beatriz/ Arquivo Pessoal
Por mais próxima que fosse sua conexão com o mar desde criança, jamais havia passado pela cabeça dela a ideia de construir um barco, mesmo que de maneira amadora. Sua família tem uma ligação histórica com a pesca de atum e Maria sempre demonstrou um interesse especial pelo mergulho. Mas construção, propriamente, nada.
O convite para participar do Paiol veio como uma surpresa, pois um aluno havia desistido de uma vaga no curso, que já estava em andamento há quase um mês. Um dos professores da iniciativa, que era amigo em comum de sua tia, ofereceu o espaço remanescente para ela. Embora tenha sido completamente inesperado, a adolescente aceitou o chamado.
A minha tia chega de um dia para o outro e fala: ‘Vamos construir um barco’. Tu fala: ‘Calma, espera aí, como assim?– relembrou à NÁUTICA
Já dentro do projeto, a paixão pela vela, que antes era apenas uma sementinha no coração da jovem, começou a geminar. Ao conhecer histórias de velejadores que deram a volta ao mundo, como as de Amyr e Tamara Klink, e a mais recente travessia África-Brasil de Theodora Prado, o interesse ficou mais forte do que nunca.
Foto: Maria Beatriz/ Arquivo Pessoal
“No início foi tudo muito novo. Nos deparamos com um maquinário mais pesado, ferramentas que a gente precisaria usar e um pouco perigosas”, lembrou Maria, sobre o começo dessa jornada. Ela não estava só, pois duas tias e uma equipe de instrutores a acompanhavam durante as aulas da oficina — para ajudá-la quando não estava confortável com algum equipamento.
Depois de passar boa parte de 2021 na construção deste modelo, ele ganhou as águas ainda naquele ano. Com o passar do tempo, o Albacora 1 tornou-se a sua fuga do restante do mundo.
Despedida de um amigo
Estava tudo bem. O Albacora navega perfeitamente pela região, todos os finais de semana, enfrentando qualquer condição climática, segundo Bibi. Para ela, o veleiro era a sua segunda casa e onde exercitava sua paixão pelo mar — principalmente pela vela, que nessa altura, já havia virado um amor permanente.
Foto: Maria Beatriz/ Arquivo Pessoal
Porém, a história do barco terminaria de maneira breve e trágica. Durante uma navegação a bordo do Albacora, em setembro de 2025, um acidente no mar terminou com uma vítima fatal: Davi, um grande amigo de Maria Beatriz, que a ajudou na construção do veleiro.
O barco se foi nesse acidente, assim como Davi. Ela relembra que a embarcação e o amigo foram encontrados pelo resgate, quando seguia à deriva do mar e seu amigo já estava sem vida.
Foto: Maria Beatriz/ Arquivo Pessoal
Veio a fase do luto, onde nada mais relacionado ao barco fazia sentido. Afinal, ele havia sido destruído e o trauma ainda continuava na cabeça. A jovem conta que pessoas próximas até tentaram convencê-la a voltar à rotina do Paiol, mas o choque ainda era bem recente.
Eu falei: ‘Não, vamos para outra história, barcos maiores (…) mas por agora eu não quero nada de vela’. Dei um tempo– contou Bibi
Segundo a velejadora, ela até ajudou um amigo a construir um outro veleiro, mas ainda não havia aquela vontade de retornar para a vela. Na verdade, o mais provável era que a garota desistisse. Até que Edu, seu primeiro professor de vela, jogou a pressão para o lado da garota: “ele me disse ‘se tu desistir, eu desisto também’, só que ele tem a vela como profissão”.
O tempo passou e, alguns meses depois, com incentivo de amigos e da família, ela foi retomando o costume de velejar — com direito à sua primeira Regata Internacional Recife/Fernando de Noronha (Refeno), em 2025. Mas ainda faltava uma motivação maior para Bibi voltar, de fato, a colocar a mão na massa. E ela veio.
Foto: Carolina Copello/ Divulgação
Renato, outro professor e instrutor de vela, falou a Bibi que estava com a vela do Albacora 1, recuperada em meio aos destroços após o acidente, em sua casa. “Eu havia decidido no dia anterior que não voltaria para aula. Estava todo mundo botando pilha para eu fazer outro, mas eu não queria”, afirmou à época. Até que ela mudou de ideia.
Mas quando ele [Renato] me falou da vela, foi que eu decidi fazer o segundo, mas com outro sentido– contou à NÁUTICA
Um novo rumo
O aparecimento da vela de seu antigo barco foi bastante simbólico para Bibi. Foi o sinal que a garota precisava para seguir em frente e voltar a mexer com resina, madeira e aqueles maquinários pesados. Porém, esse novo projeto, uma continuação representativa do Albacorinha, teria um outro significado.
Foto: Maria Beatriz/ Arquivo Pessoal
Como uma forma de processar o luto, ela decidiu recomeçar para dar continuidade a uma história interrompida e homenagear seu amigo. A partir de então, nascia o Albacora 2, que seria produzido com um novo sentido: um tributo a Davi.
Porque, pensando melhor, conversando também com os pais do Davi, ele não iria querer que eu terminasse ali– refletiu a jovem
Sendo assim, a decisão estava tomada. Mas, dessa vez, ela optou por uma “construção compartilhada”, levando convidados toda semana para que mais pessoas “colocassem a mão na massa” e sintam que fizeram parte de cada detalhe do veleiro.
Foto: Maria Beatriz/ Arquivo Pessoal
O parceiro fixo de todas as construções na oficina é seu pai, construtor naval de formação. Juntos, eles trabalham no projeto do Albacora 2 todas as terças e quintas-feiras, das 19h às 21h. Por enquanto, o barco consiste apenas em peças e chapas de compensado, ainda longe do formato de veleiro, mas já com um prazo para ficar pronto: 12 de dezembro.
“É um evento muito bacana o batismo do barco, onde ele vai para a água pela primeira vez. Até me arrepio de falar porque é muito legal. Já participei de 4/5 batismos e todo ano parece que é o primeiro”, confessou sem esconder a empolgação.
Foto: Carolina Copello/ Divulgação
Diferentemente da primeira vez, essa jornada não ficará apenas em algumas fotos. Para que todos acompanhem cada etapa dessa rotina, ela criou plataformas para o projeto “Maria Ao Vento”, com direito a site oficial, perfil no Instagram, no TikTok e canal no YouTube.
Nessas plataformas ela divulga, diariamente, o passo a passo na construção do Albacora 2, com dicas, perrengues e os bastidores do processo. Como explicado na entrevista, a ideia é desmistificar a vela como algo inacessível, mostrando que todos podem começar com um pequeno barco feito à mão.
Foto: Maria Beatriz/ Arquivo Pessoal
No entanto, Bibi relata que é muito difícil realizar as tarefas e gravar ao mesmo tempo, especialmente quando está com as mãos cheias de resina, o que a impede de tocar no celular ou na câmera. Porém, nada que tenha atrapalhado a experiência.
O público tem gostado bastante, tem muita gente curiosa– contou Maria
“A construção comunitária é muito especial. Recebi amigos para ajudar e eles saíram fascinados. O trabalho manual é como uma terapia, tu foca ali e a tua mente fica sem turbulências”, afirmou a velejadora.
Bibi durante as oficinais de fabricação do veleiro. Foto: Carolina Copello/ Divulgação
Não tem uma parte do barco que tu não passe a mão. Tu conhece teu barco de verdade– disse Bibi
O maior objetivo desse projeto é que as pessoas entendam cada processo e trazer gente para a náutica. “Este ano já temos um aluno que veio pelo meu Instagram”, disse Maria. “Decidi documentar tudo na internet para mostrar que a vela não inicia nos 40 pés”, completou.
Apenas o começo
Depois de construído, ela pretende velejar intensamente com o novo barquinho, da mesma forma que fazia com o primeiro. Além do lazer, Bibi planeja participar de regatas próximas em Santa Catarina, como a regata de volta ao mundo The Ocean Race — que acontecerá em 2027 e 2031 em Itajaí.
Foto: Carolina Copello/ Divulgação
Contudo, aqui entra um sonho que transcende os 3,5 metros de comprimento do Albacora. Embora, reconheça o valor da construção naval, seu foco atual é a viagem. Pensando nisso, futuramente, Maria Beatriz sonha em dar uma volta ao mundo em solitário, assim como Amyr e Tamara Klink.
Quero fazer travessias sozinha como a do Atlântico que a Theodora fez há pouco– destacou
“Pretendo comprar um barco maior. Eu tenho uma meta de que tenho que sair para dar minha volta ao mundo até os 30 anos. Então eu tenho 10 anos para me programar”, sonha a velejadora, que conta com o apoio da família nessa missão.
Foto: Carolina Copello/ Divulgação
Enquanto almeja explorar o mundo, a jovem velejadora continua com os pés no chão. No momento, o foco é finalizar o Albacora 2 e, acima de tudo, passar uma mensagem importante por meio da oficina.
Precisamos ser mais ativos e interessados nessas atividades que trazem saúde mental. Hoje não temos tempo de tédio, então acho legal essa parte da construção que me faz esquecer o mundo lá fora– compartilha Bibi
Seja em Itajaí ou nas redes sociais, a jornada continua.
De um lado, a mais pura vegetação de restinga esverdeada. Do outro, as dunas hipnotizantes que parecem cobrir um deserto. É exatamente este grande contraste dos Lençóis Maranhenses (MA), capturado pelo fotógrafo Izaias Silva Santos, que tem encantado nas redes sociais. Não à toa, o destino começou a ser chamado de “oásis brasileiro”.
Reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses esbanja beleza cênica pelo conjunto de paisagens naturais. A unidade de conservação é um fenômeno natural único no mundo e atrai turistas do Brasil e do exterior durante todo o ano. E, convenhamos, motivos para isso não faltam.
Foto: Instagram @izaias.guia/ Reprodução
Quem sabe muito bem disso é Izaias, que, além de fotógrafo, é guia de passeios da região. Natural de Barreirinhas, um dos municípios por onde o território dos Lençóis está distribuído, ele contou em entrevista ao g1 que esse passeio aéreo, sobrevoando o local, é um dos mais requisitados do parque.
Foto: Instagram @izaias.guia/ Reprodução
Do alto, é possível ter uma vista panorâmica e observar a dimensão do local. Além disso, o contraste entre o verde e o branco costuma até mesmo emocionar os visitantes que acompanham a viagem, contou Izaias Silva. Daí surgiu a ideia de fotografar.
Foto: Instagram @izaias.guia/ Reprodução
Os registros foram feitos por um drone de tarde — período esse meticulosamente escolhido pelo fotógrafo. Ele apontou que é necessário ter cuidado para subir o equipamento, por conta das aves, dos ventos fortes e do sobrevoo na região.
Nesse horário, o sol se põe a oeste, criando sombras que ajudam a destacar o contraste e deixam a paisagem ainda mais bonita– explicou Izaias ao g1
No perfil do fotógrafo no Instagram, não faltam internautas encantados com a beleza natural dos Lençóis Maranhenses. “A vegetação tem uma ação muito importante de equilíbrio nessa paisagem! A natureza é perfeita”, comentou uma seguidora. “É surreal de tão lindo!”, escreveu outra.
A publicação teve uma repercussão muito além do esperado pelo profissional, com páginas nacionais e internacionais compartilhando os cliques — até mesmo a conta oficial do Governo do Maranhão postou uma foto tirada pelas lentes de Izaias.
Com uma área de 155 mil hectares, a visita ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses promete ser uma experiência marcante para quem gosta de aventura, paisagens paradisíacas ou busca de sossego. Por lá, não faltam pessoas curiosas em conhecer as lagoas cristalinas, formadas pela água da chuva e que contribuem para o controle da umidade da região.
Foto: Instagram @izaias.guia/ Reprodução
Os sobrevoos por cima da região também são muito requisitados. Porém, se esse destino está aqui é porque ele pode — e deve — ser usufruído pelas águas. Há pacotes de turismo que oferecem tours de lancha e caiaque pelo rio Preguiças, sendo esse o principal roteiro para barcos.
Rio Preguiças nos Lençóis Maranhenses. Foto: Luiza Nunes/ Wikimedia Commons/ Creative Commons/ ReproduçãoPasseio de barco no Rio Preguiças. Foto: Otávio Nogueira/ Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
Outro atrativo náutico fica em Atins, vila de pescadores localizada no município de Barreirinhas. O acesso tradicional ao lugar se dá por barco, e a região tem forte cultura ligada à pesca artesanal e ao kitesurf.
Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Foto: Matheus Hobold Sovernigo/ Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
Para chegar aos Lençóis Maranhenses, três cidades são consideradas como porta de entrada: Santo Amaro do Maranhão, Barreirinhas e Paulino Neves. Além desses caminhos, é possível chegar ao parque pelos munícipios de Primeira Cruz e Humberto de Campos.
Oito de junho marca o Dia Mundial dos Oceanos — uma data oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2008 para ampliar o debate sobre a importância do oceanoe estimular ações de preservação. Em 2026, o convite é direto: reimaginar a forma como a humanidade enxerga e cuida das águas do planeta.
O tema deste ano reforça a ideia central de que, embora os oceanos cubram mais de 70% da superfície terrestre, produzam cerca de metade do oxigênio do planeta e sustentem bilhões de pessoas, ainda existe uma percepção equivocada de que seus recursos seriam inesgotáveis.
Foto: Renee Capozzola via ONU / Divulgação
O Dia Mundial dos Oceanos passou a funcionar como um marco anual para discutir conservação marinha, biodiversidade, impactos ambientais e limites dos ecossistemas. Nos últimos anos, esse esforço também ganhou reforço com as Avaliações Mundiais dos Oceanos (as chamadas WOAs I, II e III), conduzidas pela organização desde 2023 para acompanhar as condições dos oceanos em diferentes regiões do mundo, com relatórios anuais.
Dia Mundial dos Oceanos 2026
Neste ano, a ONU escolheu o verbo “reimaginar” como ponto de partida para a reflexão global. A proposta é pensar novas formas de relação com o oceano diante de desafios como poluição, aquecimento das águas e pressão crescente sobre os ecossistemas marinhos.
Foto: from_withlove / Envato
Em comunicadodivulgado hoje, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que, em tempos turbulentos, o oceano lembra o quanto tudo está conectado — do clima às economias e à segurança alimentar.
Não podemos continuar tratando o oceano como se fosse ilimitado-afirmou
Iniciativas colocam os oceanos em evidência
No Rio de Janeiro, a instalação “A Sereia e o Grito dos Oceanos” marcou a data neste ano com uma escultura construída inteiramente com materiais reaproveitados. A partir de embalagens plásticas, garrafas PET, papelão e jornais, a obra transforma resíduos em reflexão sobre o impacto humano nos mares.
Instalação “A Sereia e o Grito dos Oceanos”, no Rio de Janeiro. Foto: Companhia Municipal de Limpeza Urbana / Divulgação
Do outro lado do mundo, na Inglaterra, o Liverpool FC promoveu a campanha “Reds for Red”, que relaciona a identidade vermelha do clube à coloração vibrante dos corais saudáveis que, quando ameaçados, perdem a cor. A ação, portanto, chama atenção para o branqueamento dos corais, fenômeno associado ao aumento da temperatura das águas e à poluição nos oceanos e mares.
Projetos apontam caminhos para proteger os oceanos
Mas Brasil afora também há esperanças: iniciativas no Havaí, por exemplo, transformam plástico retirado do oceano em asfalto, enquanto estudos investigam fungos capazes de degradar resíduos plásticos presentes nos mares e oceanos. Exemplos como esses reforçam que, embora os desafios sejam cada vez mais evidentes, também crescem as iniciativas que tentam reimaginar a relação da humanidade com as águas — justamente o convite proposto pela ONU neste Dia Mundial dos Oceanos.
Reconhecida por lei federal como a Capital da Construção Naval e do Turismo Náutico, Itajaí (SC), no litoral norte de Santa Catarina, transformou o mar em parte de sua identidade. A cidade é a única do Brasil a receber a The Ocean Race, principal competição de vela oceânica do mundo, já confirmada para 2027, além de ser a sede do Marina Itajaí Boat Show, maior evento náutico do Sul do país, marcado para ocorrer entre os dias 2 e 5 de julho.
Entre Balneário Camboriú e Navegantes, a cidade ganhou projeção nacional e internacional ao unir infraestrutura náutica, praias renomadas, gastronomiae eventos ligados ao universo da navegação. Não à toa, segundo Thalita Vicentini, diretora da Boat Show Eventos, a escolha da cidade como sede do salão náutico catarinense é resultado da relação histórica da região com o mar.
Itajaí reúne uma combinação muito forte para o turismo náutico: ligação direta com a náutica, estrutura, segurança e uma beleza natural que transforma a experiência do visitante– explica
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Ainda de acordo com a diretora, em 2026, o Marina Itajaí Boat Show chega à quarta edição com atrações para toda a família. Além de embarcaçõespara diferentes perfis e orçamentos, como ela detalha, o evento terá um desfile inédito ligado à arte e à cultura, espaço para acompanhar os jogos da Copa do Mundo, gastronomia e o privilégio de assistir ao pôr do sol na marina.
É uma oportunidade para conhecer Santa Catarina, viver o universo náutico de perto e, quem sabe, realizar o sonho de adquirir uma embarcação– afirma
Pensando nisso, além da programação do evento, a equipe do Boat Show selecionou três destinos ligados ao mar para quem quer conhecer Itajaí. Confira a seguir.
Praia Brava: surfe, gastronomia e vida noturna
Considerada uma das praias mais conhecidas de Itajaí, a Praia Brava combina natureza e estrutura urbana. Com faixa extensa de areia, mar agitado e cenário cercado por Mata Atlântica, o destino atrai desde surfistas até turistas em busca de beach clubs, bares e restaurantes à beira-mar.
Foto: Alfabile Santana / Prefeitura Municipal de Itajaí / Divulgação
A região concentra parte dos empreendimentos mais valorizados do litoral catarinense e ganhou nos últimos anos uma ampla rede de hospedagem, gastronomia e entretenimento
Cabeçudas une mar calmo, árvores e vista para a orla
Já a Praia de Cabeçudas oferece um cenário mais tranquilo para quem quer conhecer Itajaí sem pressa. Com águas calmas, faixa de areia urbana, árvores, sombra, bancos à beira da praia e opções gastronômicas no entorno, o local é bastante procurado por famílias e visitantes em busca de um passeio ao ar livre.
Foto: Jader Liberal / Divulgação
Atalaia atrai turistas para ver o nascer do sol
Outro ponto tradicional de Itajaí é a região do Atalaia. O local reúne mirantes naturais, áreas de caminhada e vista aberta para o mar. O nascer do sol é uma das atrações mais procuradas por moradores e turistas, principalmente nos meses de verão. A área também é bastante utilizada para prática de esportesao ar livre, pesca e contemplação da entrada e saída de embarcações no canal da Barra.
Foto: Jader Liberal / Divulgação
“Itajaí tem muito a oferecer para quem vem a Santa Catarina. Além da força náutica, a cidade reúne excelentes praias, gastronomia, paisagens naturais e uma localização estratégica, ao lado de destinos como Balneário Camboriú e Beto Carrero World. Quem vem para o Marina Itajaí Boat Show pode aproveitar o evento e estender a viagem para conhecer melhor a região, que é uma das mais procuradas do litoral brasileiro”, conclui Vicentini.
O GP de Mônaco é conhecido por transformar as ruas de Monte Carlo em palco de uma das corridas mais tradicionais da Fórmula 1. Mas, fora da pista, outro espetáculo chama atenção: a concentração de megaiates que ocupam o entorno do Principado durante o fim de semana da prova.
Em 2026, o evento voltou a reunir algumas das maiores embarcações do mundo, reforçando a relação entre automobilismo, luxo e mercado náutico. Entre pilotos, dirigentes de equipes, empresários e bilionários ligados à categoria, Mônaco se transforma em uma verdadeira vitrine flutuante, com barcos que combinam design, inovação, conforto e experiências exclusivas a poucos metros do circuito.
Confira cinco dos maiores megaiates avistados durante o GP de Mônaco.
Kismet – 122 metros
Construído pela Lürssen e entregue em 2024, o Kismet é o maior superiate da lista. Com 122 metros de comprimento, a embarcação se destaca pelo porte e pelos espaços dedicados ao entretenimento.
Entre os diferenciais estão uma piscina de 40 toneladas, centro de bem-estar e um lounge subaquático. O modelo também está disponível para charter por cerca de € 3 milhões por semana.
Breakthrough – 118,8 metros
O Breakthrough, da Feadship, é um dos projetos mais inovadores presentes em Mônaco. Entregue em 2025, o megaiate de 118,8 metros é apontado como o primeiro do mundo movido por célula de combustível de hidrogênio.
Além da proposta sustentável, a embarcação conta com deck exclusivo para o proprietário, biblioteca, cinema, área de bem-estar, lounge Nemo e 14 varandas.
Multiverse – 116,2 metros
Com 116,2 metros de comprimento, o Multiverse foi construído pelo estaleiro norueguês Kleven e entregue em 2018.
Diferentemente de muitos megaiates projetados para navegação costeira, o modelo tem perfil explorador e foi concebido para longas travessias e destinos remotos. O barco dispõe de heliponto, hangar fechado, ampla área para tenders e autonomia estimada em 8 mil milhas náuticas.
Renaissance – 112 metros
Construído pelo estaleiro Freire, o Renaissance chama atenção pelo enorme volume interno distribuído ao longo de seus 112 metros.
A embarcação pode receber até 36 convidados e reúne salão principal com pé-direito duplo, área de spa, cinema, beach club e diversos ambientes de convivência espalhados pelos decks.
Amadea – 106,1 metros
Construído pela Lürssen em 2017, o Amadea mede 106,1 metros e combina exterior assinado por Espen Øino com interiores inspirados no estilo clássico europeu.
Entre os destaques estão jardim de inverno, piscina de borda infinita de 10 metros, cinema, spa e uma área de entretenimento preparada para apresentações ao vivo.
Luxo além da pista
Com embarcações desse porte reunidas no entorno do circuito, o GP de Mônaco reforça sua posição como um dos eventos mais emblemáticos para a cultura dos megaiates.
Mais do que acompanhar a Fórmula 1, proprietários, convidados e marcas utilizam a marina como espaço para networking, eventos exclusivos e demonstrações de algumas das embarcações mais sofisticadas do mercado náutico mundial.
O segundo modelo do processo de renovação da italiana Itama Yachts, conduzido pelo Grupo Ferretti, foi lançado no último dia 21 de maio, na nova unidade produtiva do grupo em Ravenna, no norte da Itália. O lançamento da Itama 70 dá continuidade a um projeto que prevê a modernização dos modelos da fabricante sem renunciar à identidade clássica que tornou a marca referência entre os open yachts esportivos.
Criada na Itália na década de 1960, a Itama foi incorporada ao também italiano Grupo Ferretti em 2004. O processo de renovação começou em abril de 2025, quando o grupo anunciou oficialmente a Itama 54. Dando sequência ao projeto, a Itama 70, de 21,23 metros, introduz soluções de estilo e design voltados a uma experiência de navegação “envolvente”, como destaca o estaleiro.
Entre os destaques estão o amplo solário de proa, integrado ao convés graças a um encosto integrado, e as janelas laterais que percorrem todo o comprimento do casco — dando um toque a mais de elegância à lancha, que detém ainda 5,30 metros de largura.
A área do beach club é capaz de acomodar e lançar um tender de até 3,25 metros, ao passo que o espaço de jantar, em formato de U, é complementado por uma mesa com tampo de teca que pode ser transformado em chaise longue com a adição de uma almofada. Essa área, a propósito, é protegida por um bimini elétricocom iluminação integrada.
O posto de comando, a bombordo, conta com um banco para duas pessoas e console com duas telas touchscreen chartplotter de 16 polegadas. O acesso à área de proa é feito por uma passagem no centro do para-brisa, enquanto a entrada para o convés inferior fica a estibordo.
Os ambientes do convés inferior buscam equilibrar funcionalidade, luz natural e materiais sofisticados, como destaca a Itama. São três cabines, incluindo uma suíte master na popa, todas com banheiros privativos, além de uma cozinhade canto e uma pequena área de refeições.
A primeira Itama 70 está equipadacom motorização opcional composta por dois motoresMAN V12 de 1.550 hp cada. Com eles, o modelo alcança até 40 nós de velocidade máxima (cerca de 74,08 km/h) e 35 nós em velocidade de cruzeiro (aproximadamente 64,82 km/h). O barco também conta com estabilizador giroscópico Seakeeper NG14.
A embarcação é resultado da colaboração entre o Comitê de Estratégia de Produto do Grupo Ferretti e seu Departamento de Engenharia. O design exterior é assinado pela Vallicelli Design e os interiores pela IdeaeItalia.
Anote na agenda: a história da travessia solitária a remo pelo Atlântico Sul de Amyr Klink, realizada em 1984, já tem data para chegar aos cinemas. Na Rio2C, encontro de criatividade da América Latina feito no Rio de Janeiro, foi anunciado que o filme “100 Dias” fará sua estreia nas telonas brasileiras no dia 29 de outubro.
O longa foi dirigido por Carlos Saldanha, cineasta brasileiro já indicado ao Oscar e conhecido por sucessos como Rio, A Era do Gelo e O Touro Ferdinando. O protagonista será interpretado pelo ator Filipe Bragança, que seguirá os passos do lendário navegador durante a travessia. As primeiras imagens do filme podem ser conferidas abaixo.
Inspirado no livro “Cem Dias entre Céu e Mar”, escrito por Amyr em 1985 — best-seller e considerado um marco na literatura náutica brasileira — , o enredo acompanha a jornada do navegador brasileiro, que se tornou a primeira pessoa no mundo a atravessar o Atlântico Sul a remo.
Foto: Ventre Studio/ Divulgação
O percurso de quase 7 mil km partiu de Lüderitz, na Namíbia, até Camaçari, na Bahia — em um único dia, Amyr chegou a remar 110 km. O fiel companheiro do navegador durante a jornada, seu barco, batizado de I.A.T, foi construído por ele mesmo.
À esquerda, foto real de Amyr Klink em 1984; à direita, imagem retirada do filme “100 Dias”. Foto: ingresso.com/ YouTube/ Reprodução
Mais do que relatar a aventura de 100 dias, o título promete explorar camadas mais profundas do protagonista, como a relação complexa de Amyr com seu pai, Jamil Klink — sendo essa uma das principais diferenças do longa em relação ao livro, que não abordava esse tópico.
Amyr Klink e Filipe Bragança, ator que interpretará Amyr Klink. Foto: ingresso.com/ YouTube/ Reprodução
O elenco ainda conta com a francesa Philippine Leroy-Beaulieu como Asa Frieberg Klink, mãe de Amyr Klink; e João Vitor Silva, que interpretou Haroldo em O Agente Secreto (2025), produção brasileira estrelada por Wagner Moura que teve quatro indicações ao Oscar em 2025. As filmagens, iniciadas em 2024, já foram concluídas.
Bastidores do filme “100 Dias”. Foto: ingresso.com/ YouTube/ Reprodução
Além da obra que inspira o filme, o aventureiro possui pelo menos outros quatro livros alçados ao topo da lista dos mais vendidos, como Paratii entre dois polos (1992), As janelas do Paratii (1993), Mar sem fim (2000) e Linha d’água (2006), publicados em seis idiomas.
O Marina Itajaí Boat Show 2026, maior salão náutico do Sul do Brasil, anunciou o Mercure Itajaí Navegantes como hospedagem oficial para sua 4ª edição, que acontece de 2 a 5 de julho. A parceria busca elevar a experiência de visitantes e expositores que precisarão de uma hospedagem digna da experiência do evento.
O hotel disponibilizou tarifas e condições diferenciadas para visitantes e também para expositores do evento. Para garantir a reserva com benefícios exclusivos, basta utilizar os cupons PARTICIPANTES BOAT SHOW 26, no caso de visitantes, ou EXPOSITORES BOAT SHOW 26, para os expositores. As reservas devem ser solicitadas pelo e-mail [email protected].
Mercure Itajaí Navegantes: infraestrutura e atrativos do hotel
Localizado no centro de Itajaí, o Mercure oferece uma localização privilegiada próxima à região portuária e a apenas 4 km do Aeroporto Internacional de Navegantes. O hotel se destaca pelo design moderno e funcional, que promete ser ideal tanto para viagens de negócios quanto para as de lazer.
Foto: All Accor / Divulgação
Entre os principais diferenciais da unidade, estão:
Área completa com piscina aquecida, jacuzzi, sauna, academia e spa;
Restaurante próprio com serviço de buffet, bar e café da manhã;
Quartos climatizados com wi-fi, máquina de café, serviço de quarto e canais infantis de TV;
Salas de reunião equipadas para encontros corporativos;
Total acesso para cadeiras de rodas e não há espaço para fumantes.
Além disso, a localização permite fácil acesso a pontos turísticos como o Beto Carrero World, a cidade vizinha de Balneário Camboriú e as praias de Cabeçudas e Brava. Todos esses destinos ficam a, no máximo, 40 minutos de carro do hotel Mercure Itajaí Navegantes.
Marina Itajaí Boat Show 2026
De 2 a 5 de julho, as águas da Baía Afonso Wippel, em Santa Catarina, receberão a 4ª edição do Marina Itajaí Boat Show. O evento reúne embarcações, motores, acessórios e equipamentos náuticos, além de empreendimentos e outras marcas que conversam com quem vive o lifestyle náutico.
Marina Itajaí Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Os ingressos para a 4ª edição do maior evento náutico do Sul do país estão à venda e disponíveis pelo Sympla e leitores NÁUTICA têm 30% off do ingresso único (entrada inteira): basta inserir o código promocional NAUTICA30 antes de finalizar a compra.
Quer ser expositor?
Para garantir sua participação como expositor nos eventos Boat Show, entre em contato com o Boat Show pelo telefone/WhatsApp (11) 2186-1068 ou pelo e-mail [email protected].
Anote aí!
Quando: de 2 a 5 de julho de 2026;
Horário: quinta e sexta-feira, das 14h às 21h; sábado e domingo, das 11h às 21h; no último dia (5) o evento se encerra às 20h;
O Estado de São Paulo (SP) terá, até o final de 2026, novas cidades com permissão para virarem cenários de filmes, novelas, séries e documentários. A lista, elaborada pelo SP State Film Commission — órgão da Secretaria de Turismo —, elenca destinos que poderão estampar produções cinematográficas. O órgão adiantou à NÁUTICAque, ao final do ano, 87 destinos estamparão essa lista. Destes, 52 oferecem atrativos náuticos — e você, que é fã desse estilo de vida, pode aproveitar para conhecê-los antes que virem febre.
Uma das missões do SP State Film Commission, além de definir as cidades-locação do estado, é fortalecer e aquecer a economialocal ao projetar cidades a nível nacional e internacional a partir de gravações de filmes e outras produções grandes. A popularização de destinosapós estrelarem na sétima arte pode alterar a rotina local — o que aconteceu, por exemplo, na paradisíaca praia de Maya Bay, na Tailândia, que passou a ter fechamentos constantes após o cenário ter ganhado os holofotes em um filme com DiCaprio.
A cidade de Socorro, no interior de SP, tem atrativos náuticos ligados ao Rio do Peixe. Foto: Guilherme Bonelli / Wikimedia Commons
Atualmente, 57 municípios de São Paulo estão entre as opções de cidades-locação para produções cinematográficas, mas outros 30 integrarão essa lista até o final do ano. A seguir, por ordem alfabética, os destinos que separamos para você, nosso leitor, que tem preferência por atrativos náuticos quando o assunto é viajar. Por náutico, consideramos atrativos que envolvem desde embarcaçõesaté a apreciação da água nas suas mais diversas formas.
Cidades em SP com atrativos náuticos que podem virar filme
Águas de Lindóia
Também conhecida como a capital termal do Brasil, Águas de Lindóia, no interior do estado, oferece piscinas termais, fontesde água mineral e o Grande Lago como principais atrativos náuticos. Este último é, na verdade, uma represa que permite passear de caiaque, jete até se aventurar no wakeboard. Por lá, a Represa Cavalinho Branco também permite contemplar a natureza e alugar pedalinhos, sem contar com fazendas que oferecem atividades de pesca.
Águas da Prata
A interiorana Águas da Prata abriga mais de 50 cachoeiras, das quais a maioria é aberta à visitação. Entre as mais populares estão a Cachoeira Cascatinha e o complexo Sete Cachoeiras. A cidade também tem fontes de água mineral que vale aproveitar para conhecer, já estando lá.
Águas de São Pedro
Assim como as anteriores, Águas de São Pedro é outra estância hidrotermal dessa lista. Embora seja a menorcidade do estado de SP em área territorial (cerca de 3,6 km²), suas principais atrações são spas naturais e o Parque das Águas.
Agudos
Apesar de não possuir infraestruturas náuticas para embarcações, a cidade de Agudos tem em rios, nascentes e cachoeiras um forte braço turístico. Entre os destaques estão a Cachoeira da Glória, o circuito turístico olho d’água e o Rio Turvo.
Atibaia
Os fãs da náutica que visitam Atibaia encontram um prato cheio no que diz respeito a passeios de lancha. Represas e lagos da cidade têm empresas que oferecem atividades sobre as águas em diferentes tipos de embarcação, como pontoons, jets e barcos infláveis.
Passeios em pontoons são um dos atrativos náuticos em Atibaia. Foto: Instagram @gabrielnilo_fpv e @passeios.atibaia / Reprodução
Bananal
Uma das cidades que faz fronteira com o estado do Rio de Janeiro, Bananal tem como ponto forte suas fazendas históricas. No entanto, por lá também é possível aproveitar ecoturismo de contemplação em cachoeiras, rios e represas em meio à Mata Atlântica.
Botucatu
Em linha reta, Botucatu fica a aproximadamente 230 km do mar e nem por isso deixa de oferecer atrativos náuticos. A cidade interiorana guarda o bairro Rio Bonito, um dos braços do Rio Tietê, onde há píeres que permitem tanto atividades calmas quanto as mais agitadas sobre as águas. Como exemplos estão passeios de barco a motore a vela, caiaquee jet.
Bragança Paulista
Bragança Paulista possui um leque recheado de atividades náuticas graças à Represa do Jaguari, formada pelos rios Jaguari e Jacareí. As possibilidades de atividades por lá vão desde passeios de lancha, trawler, escuna, veleiroe catamarã até turismode pesca.
Caconde
Quem é fã do universo náutico encontra em Caconde, no interior de SP, uma estância que guarda praias fluviais, como no Parque Prainha. O local funciona em uma represa e permite atividades como esportes náuticos e pesca, além da sensação de estar no litoral, mesmo a muitos quilômetros de distância do mar.
Campina do Monte Alegre
Banhada pelos rios Itapetininga e Paranapanema, a cidade possui um portifólio recheado quando se trata de atrativos náuticos. Além de oferecer passeios de barco, o destino sedia o Campesca, um dos principais torneios de pesca no interior de São Paulo, que movimenta as águas da lagoa municipal com cerca de 500 competidores em cada edição.
Tradicional torneio Campesca é um dos atrativos náuticos em Campina do Monte Alegre. Foto: Prefeitura de Campina do Monte Alegre / Divulgação
Cananéia
Um prato cheio para quem curte destinos náuticos é Cananéia, cidade litorânea que reúne atrativos como passeios de lancha, escuna ou veleiro, travessias para ilhasvizinhas e até observação de golfinhos. A cidade também guarda parques estaduais abertos à visitação que só podem ser acessados por barcos, onde é possível se encantar com natureza preservada e mar calmo.
Caraguatatuba
Também conhecida como Caraguá, a cidade é famosa pelas praias paradisíacas que, apesar de urbanizadas, têm boas condições de banho. Em se tratando de litoral, também é um destino com potenciais náuticos como mergulhoe passeios de barco. Caraguatatuba ainda guarda cachoeiras e trilhas ecológicas que prometem surpreender até quem acredita já ter visto as mais belas paisagens.
Charqueada
A interiorana cidade de aproximadamente 16 mil habitantes tem trilhas para quem gosta de unir a paixão náutica com a aventura off road. Um exemplo é a rota da corredeira da Cachoeira do Caidô que, após um percurso que pode ser feito a pé ou de bicicleta, leva a quedas d’água preservadas, que mais lembram lagos com chuveirinhos naturais.
Cubatão
Embora seja a única cidade da Baixada Santista sem acesso ao mar, Cubatão ainda oferece atrativos náuticos como passeios ecológicos por rios e manguezais. O Parque Ecológico do Perequê, aberto ao público, possui trilhas que levam à Cachoeira Véu da Noiva — que tem 70 metros de queda d’água — e acesso à piscinas naturais.
Descalvado
Descalvado é uma boa opção de destino para quem busca aproveitar cachoeiras. A cidade guarda fazendas centenárias que têm rotas de ecoturismo até o Córrego do Gasoso, a Represa Rosária e a Cachoeira Salto do Pântano. Embora não sejam atrações que envolvam barcos, há bastante água no percurso — e muitas paisagens naturais.
Cachoeira Salto do Pântano, em Descalvado. Fotos: Instagram @viagensa1000 / Reprodução
Eldorado
Também conhecida como a Amazônia Paulista, Eldorado tem uma biodiversidade com paisagens de tirar o fôlego, a exemplo da Caverna do Diabo. No mais, muitas das trilhas envolvem percursos e atrações aquáticas, como a trilha do Lamarca, que é possível concluir pelo boia-cross, que se resume a “navegar” pelo Rio Batatal a bordo de uma boia e, ao final do passeio, ainda aproveitar um toboágua natural.
Guarujá
A cidade é famosa pelas praias que atendem desde banhistas que buscam destinos com águas mais calmas até os que desejam surfar ondas mais radicais. As praias da Enseada, da Pitangueiras, do Tombo e de Pernambuco estão entre as mais conhecidas de Guarujá, que também conta com infraestrutura náutica para embarcações e ainda oferece passeios de barco, escuna, jet, caiaque e stand up paddle.
Iguape
Conhecida como Princesa do Litoral, a cidade de Iguape tem na Praia da Juréia um dos principais atrativos náuticos. Isso porque o destino guarda uma natureza intocada pela civilização e que mantém contato com comunidadestradicionais. Além disso, em Iguape também é possível aproveitar travessias de balsa e passeiosde lancha.
Ilha Comprida
O nome não é à toa: são mais de 70 km de orla, com dunas e paisagens preservadas. Ilha Comprida é uma boa pedida para quem quer visitar o litoral com tranquilidade e limpeza, sob a garantir de toda a cidade ser uma Área de Proteção Ambiental (APA). O principal atrativo náutico está na contemplação do mar, mas por lá também é possível pescar, realizar passeios de barco e até percursos com veículos off road à beira-mar.
Ilhabela
A Capital da Vela no Brasil não poderia estar de fora dessa lista. Além de sediar grandes campeonatosde vela, como a SIVI, que acontece em julho, o destino é um prato cheio quando o assunto são atrativos náuticos. Por lá, não faltam nem passeios de lancha, jet, veleiro, caiaque e stand up paddle, assim como mergulhos com cilindro ou snorkel, e muito menos belíssimas paisagens.
SIVI é um dos tantos atrativos náuticos em Ilhabela. Foto: Fred Hoffmann / SIVI / Divulgação
Iporanga
Mesmo distante do litoral, Iporanga, conhecida como a Capital das Cavernas, abriga uma boa parte do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR). Nele, além de visitar cavernas e grutas com ecoturismo guiado, também é possível descer rios pela prática de boia-cross e se encantar com cenários preservados do parque estadual.
Itapira
O cenário predominante é o de serra, mas entre os morros de Itapira ficam cachoeiras e corredeiras. Com acesso pela rodovia Itapira-Lindoia, a Cachoeira das Duas Pontes e a Corredeira do Rio do Peixe são atrativos para quem curte água, adrenalina e contato com a natureza.
Itu
A famosa cidade dos exageros, onde é possível “esbarrar” em abelhas, orelhões ou semáforos gigantes, também guarda atrativos náuticos escondidos em complexos de lazer e pesca esportiva. Além da pesca, há oferta de passeios em barcos infláveis e de pedalinho.
Jaguariúna
A interiorana cidade de Jaguariúna é palco de um vasto parque voltado para a prática de esportes aquáticos como Wakeboard, Wakeskate, Kneeboard e Ski Aquático. Em suas águas também há brinquedos aquáticos e espaços para aproveitar como se estivesse no litoral — ainda que a cerca de 180 km, em linha reta, do mar.
Joanópolis
Joanópolis entra para essa lista pelas cachoeiras, que representam, inclusive, seu principal atrativo turístico. Por lá, fica a Cachoeira dos Pretos, considerada a 2ª maior queda d’água de SP, com 154 metros de águas caindo. Trilhas, restaurantes e o ecoturismo local foram desenvolvidos com o foco nesta e em outras cachoeiras da cidade.
Cachoeira dos Pretos, em Joanópolis, é tida como a 2ª maior queda d’água de SP. Foto: João Batista Shimoto / Wikimedia Commons
Mairiporã
Em meio à Serra da Cantareira também é possível encontrar atrativos náuticos e Mairiporã é prova disso. Por lá, o estilo de vida náutico pode ser aproveitado na Represa Paiva Castro, que oferece passeios de barco a motor, à vela, caiaque, jet, stand up paddle, pedalinho e até a prática de esportes aquáticos mais radicais, como wakeboard.
Mococa
Se distanciando do centro de Mococa, as regiões passam a ter rios, lagos e cachoeiras. Assim, hotéis-fazenda e agências locais oferecem passeios e acompanhamento para ecoturismo, por onde é possível aproveitar o dia a bordo de um barco ou caiaque, pescando e até em trilhas de águas rasas.
Mongaguá
Apesar dos mais de 10 km de orla, a cidade de Mongaguá tem o principal atrativo náutico em sua plataforma de pesca, que avança 400 metros mar adentro e, ao final, forma um “T” com plataformas que esticam mais 86 metros para cada lado. Ali, a pesca vira um prato cheio de peixes e ainda permite observar o mar caiçara por um ângulo único e cercado por água.
Monte Alegre do Sul
Monte Alegre do Sul é outra estância hidrotermal do Circuito das Águas Paulistas. Por lá, o Balneário Municipal oferece hidromassagem com águas termais e fontes de água natural com propriedades medicinais, enquanto o Rio Camanducaia oferece rafting (descer corredeiras em botes infláveis) e rotas até a Cachoeira das Andorinhas — a mais procurada na cidade pela típica revoada do bando de andorinhas.
Monte Mor
Embora não ofereça lagos grandes o suficiente para passeios de lancha, em Monte Mor é possível aproveitar atividades de pesca esportiva e passeios de caiaque, stand up paddle e pedalinho. A cidade conta com alguns empreendimentos pesqueiros, que são um dos pilares do turismo local.
Nazaré Paulista
A pequena cidade de Nazaré Paulista guarda um leque recheado de atrativos náuticos graças à Represa e ao Rio Atibainha, que permeiam o município. Há marinas e estruturas náuticas, oferta de passeios de barco, jet e caiaque, espaço para pesca esportiva e até a Praia de Lava Pés, uma praia de água doce e limpa que, apesar do acesso gratuito, tem regras rígidas quanto à consciência ambiental.
Praia de Lava Pés, em Nazaré Paulista. Foto: YouTube Fernandinho Produções / Reprodução
Paraibuna
Paraibuna é um dos destinos interioranos com maior aspecto litorâneo no Vale do Paraíba. A cidade é banhada por rios e represase tem mais de 200 ilhas para chamar de vizinhas. Por lá, é possível aproveitar o dia em embarcações, pescar, se envolver em esportes náuticos, visitar cachoeiras e se alimentar em restaurantes estilo à beira-mar, só que beirando rios.
Peruíbe
Cidade mais ao Sul da Baixada Santista, Peruíbe tem aproximadamente 13 km de faixa de areia contínua. Mas, além de todo o atrativo náutico que o mar permite por si só, a cidade ainda oferece navegação por manguezais, mergulho assistido, praias desertas e cachoeiras. Alguns dos destaques são as praias do Guaraú, do Costão, do Caramborê e Desertinha, a Barra do Una e a Cachoeira do Perequê.
Piracaia
Banhada por dois rios, que formam três represas e várias cachoeiras, a cidade de Piracaia é uma boa pedida quando se busca destinos para praticar esportes náuticos e atividades ligadas à natureza que priorizam a água. Nesse sentido, na Cachoeira do Pião é possível praticar boia-cross e, ao realizar a Rota do Atibainha, o visitante navega pela represa Piracaia e pode observar a tradicional criação de truta, que depende da água fria e corrente do Rio Atibainha.
Piracicaba
O destino oferece atrativos náuticos graças ao rio homônimo, Piracicaba, que oferece passeios de barco e de boia, além de atividades para pesca. Naquelas águas também acontece, anualmente, o tradicional Passeio de Boia no Rio Piracicaba, que reúne dezenas de entusiastas que “navegam” juntos, cada um a bordo de sua boia, rumo à cidades vizinhas.
Tradicional Passeio de Boia no Rio Piracicaba é um dos atrativos náuticos da cidade. Foto: Edijan Del Santo / EPTV / Reprodução
Pirapozinho
Pirapozinho guarda um eco resort que oferece mais de 10 piscinas — incluindo uma temática de vulcão com águas quentes —, um lago para andar de caiaque ou stand up paddle e áreas para aproveitar banhos de sol. Fora do parque, outro atrativo náutico de Pirapozinho é a Cachoeira Noite Negra, que fica próximo à divisa com Anhumas.
Porto Feliz
Cortada pelo Rio Tietê, a cidade de Porto Feliz tem o apelido de Terra das Monções — no sentido de grandes expedições fluviais. Foi a partir do Rio Anhemby (atual Tietê) que um povoado começou a formar a cidade nos anos 1690. Hoje, os principais atrativos náuticos no município envolvem a pesca esportiva e a mera contemplação do Rio Tietê.
Registro
Embora também interiorana, é a partir de Registro que se inicia um tradicional passeio de rio: a rota Registro-Iguape, em que se navega pelo Rio Ribeira de Iguape partindo de Registro rumo ao litoral. Isso é possível porque esse é um dos poucos rios que cruzam o estado de SP e desaguam no mar. O passeio rumo a Iguape leva cerca de duas horas e costuma ser ofertado por agências de turismo.
Ribeirão Pires
Uma das cidades banhadas pela Represa Billings — e que aproveita essa oportunidade para incluir atrativos náuticos no portifólio turístico — é Ribeirão Pires. Por lá, um dos passeios mais famosos é a travessia para a Torre de Miroku, feita por barco. Todavia, no entorno da Billings também há oferta de canoagem, passeios de stand up paddle e a bordo de outras embarcações.
Santa Bárbara d’Oeste
Esse destino guarda cachoeiras praticamente intocadas que prometem experiências únicas para quem busca aproximação com a natureza e suas águas. Os destaques vão para as cachoeiras Cristalina e do Sapezeiro.
Lago da Cachoeira Cristalina, em Santa Bárbara d’Oeste. Foto: Fakrieger via Wikiloc / Reprodução
Santa Branca
Margeada pelo Rio Paraíba do Sul, a cidade conta com uma represa homônima, a Represa Santa Branca, que oferece a prática de esportes aquáticos, passeios de barco e estruturas para pesca. Outro ponto turístico bem visitado é a Cachoeira do Putim, a 15 km da área urbana, que conta com queda d’água de 50 metros ao todo, mas distribuídas em lajes de pedra. Na prática, a paisagem se parece com um grande tobogã natural, com queda d’água em diferentes níveis.
Santa Maria da Serra
Próxima à Represa de Barra Bonita, a cidade de Santa Maria da Serra tem diversos atrativos náuticos. No Condomínio Tamanduá acontece o tradicional Passeio de Barco de Nossa Senhora dos Navegantes, que une os estilos de vida náutico, religioso e ecológico em um percurso guiado pela imagem da padroeira dos navegantes. Na cidade também há oferta de passeios de barco a motor e à remo, regatasrecreativas e atividades para pesca esportiva.
Santa Rita do Passa Quatro
Os principais atrativos náuticos de Santa Rita do Passa Quatro envolvem especialmente veículos não motorizados, como passeios de caiaque, canoa e boia-cross. As atividades acontecem principalmente na Represa Cara Preta e na bacia do Rio Bebedouro, onde há água límpida cercada por mata. Na cidade as cachoeiras São Valentim e Três Quedas também são atrativos para quem aprecia o universo náutico.
Santos
A cidade que batiza a Baixada Santista, tem o maior jardim litorâneo do Brasil e os famosos prédios tortos na orla é Santos — uma bela pedida quando se trata de destinos com atrativos náuticos. Além de museustemáticos, como o do Mar e o de Pesca, por lá é possível passear de lancha, escuna, catamarã, canoa havaiana e barquinhas, que realizam o trajeto até praias vizinhas em Guarujá, como Góes, Cheira Limão e Sangava.
Jardim da orla de Santos é o maior jardim litorâneo do Brasil. Foto: Jornal A Tribuna / Reprodução
Santos também guarda o maior complexo portuário da América Latina e é possível visitá-lo a partir de agências de turismo locais, que realizam um tour completo e anda contam a história desse ecossistema logístico que movimenta produtos pelo mundo inteiro. Por fim, na cidade também há bastante oferta de esportes na orla, como surf, vôlei, futebol e badminton, além de corridas e caminhadas em grupos, ginástica e outras atividades físicas.
Porto de Santos. Foto: Autoridade Portuária do Porto de Santos / Divulgação
São José do Barreiro
No clima serrano de São José do Barreiro, as cachoeiras são destaques para os fãs do universo náutico. As mais recomendadas por agências de turismo local são as cachoeiras da Mata e de Santo Isídro e o Cachoeirão. A cidade também tem acesso a um braço da Represa do Funil, que costuma ter peixes diversos para quem gosta de pescar.
São José do Rio Pardo
Uma cidade que leva Rio em seu nome não poderia deixar de ofertar atrativos náuticos. É o caso, por exemplo, de São José do Rio Pardo, que é cortada pelo rio homônimo e guarda também uma represa de mesmo nome. Nesse destino é possível navegarcom barcos a motor e à vela, passear de caiaque, stand up paddle ou jet e ainda pescar. Como bônus está o ambiente calmo e tranquilo de um destino que fica a mais de 3 horas de São Paulo (por estrada).
São Pedro
Em São Pedro há atrativos náuticos para quem busca lazer, aventura ou contato com a natureza. Por lá funciona o empreendimento Thermas de São Pedro, um parque aquático com programação para toda a família, mas também há cascatas, cachoeiras e lagos pela cidade que atraem turistas. Como destaques, a prefeitura aponta a Cascata Dorigon, a Cachoeira São José, o Castelinho Pesca e Lazer e o Pesqueiro dos Angicos.
São Sebastião
Ampliando o leque de cidades-locação litorâneas em São Paulo está São Sebastião, que fica próximo à Ilhabela. Além da praia e da possibilidade de remar e praticar stand up paddle, também há oferta de passeios de barco com diferentes propostas. Entre os mais populares estão os que visitam ilhas próximas, o percurso pelo Canal de São Sebastião e o passeio para avistamento de cetáceos — que, na alta temporada de migração das baleias, pode render experiências muito memoráveis.
Barcos em São Sebastião. Foto: Ivano Gutz / Wikimedia Commons
São Vicente
A primeira cidade do Brasil também integra essa lista, com praias tão típicas quanto históricas e o Mirante da Ilha Porchat, que permite uma vista panorâmica de São Vicente, Santose até um pouco do Guarujá. Na cidade há estruturas náuticas especialmente no bairro Japuí e há oferta de passeios de barco, escuna, caiaque e stand up paddle, que costumam partir das praias do Gonzaguinha e do Itararé.
Sete Barras
Assim como Registro, outra cidade do Vale do Ribeira que integra essa lista é Sete Barras, que guarda águas cristalinas em cachoeiras e no Rio Ribeira Iguape, que permeia o município. No caminho do rio, inclusive, é possível pescar, passear de barco e realizar atividades mais radicais, como rafting. Já mais distantes do centro, após trilhas de 6 km a até 20 km, há cachoeiras praticamente intocadas, como as do Quilombo, do Ribeirão Branco, do Saibadela e da Forquinha.
Socorro
A cidade de Socorro é cortada pelo Rio do Peixe, que permite diferentes atividades náuticas a depender da condição da água em cada trecho. Nos mais agitados, o rafting e o boia-cross são mais frequentes. Por outro lado, em trechos mais calmos é possível andar de caiaque e até mesmo de stand up paddle. As atividades são ofertadas por agências de turismo, hotéis fazenda ou parques que margeiam o rio.
Taubaté
O centro de Taubaté conta com lagose empreendimentos que tornam o destino um atrativo quando se fala em pesca esportiva. Há empreendimentos pesqueiros na modalidade pesque e pague e também com estruturas para toda a família, como restaurantes e áreas de lazer. Já na parte rural da cidade há cachoeiras que também atraem turistas, como as do Caipira e do Macuco. A Prefeitura de Taubaté recomenda que visitas às cachoeiras sejam feitas com apoio de guias turísticos.
Lista completa de cidades-locação para filmes em SP
Um festival de esporte e cultura que atravessa gerações na China acontecerá no Brasil, pela primeira vez, ao final do mês. Trata-se do festival do barco-dragão, que chega ao país tropical como Dragon Boat Brasil. O campeonato agitará a Lagoa Rodrigo de Freitas, na capital do Rio de Janeiro, nos dias 20 e 21 de junho.
A competição temática acontece a bordo de barcos em formato de dragão, em que as equipes — formadas por dez remadores, um tamborista e um timoneiro — completam um percurso de 200 metros com o objetivo de cruzar a linha de chegada primeiro.
Foto: Instagram @dragonboatbrasil / Reprodução
Sobre o festival do barco-dragão
O Dragon Boat é um esportecoletivo que exige sincronia de equipes e ainda carrega uma série de rituais tradicionais da China. As embarcações são canoas em formato de dragão conduzidas por dez remadores que seguem o ritmo marcado pelo tamborista e a direção orientada pelo timoneiro. Por isso que, para tudo correr bem, os integrantes devem estar alinhados e em sincronia.
Fora d’água, a cultura chinesa também é percebida no festival a partir de pratos típicos, artesanatos e celebrações. Na edição brasileira haverá ainda um intercâmbio cultural entre Brasil e China, com a oferta de comidas, itens feitos à mão e atividades tipicamente brasileiras no entorno do Estádio de Remo da Lagoa Rodrigo de Freitas.
Dragon Boat Brasil
No Dragon Boat Brasil, pessoas acima de 18 anos podem se inscrever e o time é fechado ao completar dez remadores. As inscrições são feitas pelo site oficial da competição e custam R$ 150 por pessoa no 1º lote (até 6 de junho), depois passam a custar R$ 210 por pessoa. Os pagamentos são feitos via Pix. Além da vaga no time, as inscrições garantem um kit de atleta com camisa, mochila e garrafa personalizadas.
Fotos: Instagram @dragonboatbrasil / Reprodução
Importante ressaltar que os timoneiros e tamboristas de cada equipe serão fornecidos pela organização do evento, assim como os barcos em formato de dragão e os equipamentos necessários para competir. A entrada do público é gratuita, mas os ingressos devem ser retirados via Sympla com base no dia e horário de visita.
Os times competem nas categorias masculina, feminina, mista e sobreviventes do câncer de mama. Nesta última, as competidoras têm isenção da taxa de inscrição, mas precisam apresentar relatório que comprove o diagnóstico e atestado de aptidão para a prática esportiva.
Como uma das propostas do evento é unir pessoas e culturas através do esporte, os integrantes das equipes podem ser realocados pela organização para garantir que nenhum interessado fique de fora — e que nenhuma equipe fique de fora.
O estaleiro paranaense Victory Yachts, conhecido pelas embarcações insubmergíveis (que não afundam), acaba de entregar suas primeiras lanchas voltadas aos serviços de segurança, na chamada linha Work. Dois modelos compuseram o maior pacote de investimentos da história da segurança pública do Paraná, anunciado no início do mês de maio pelo governador do estado, Carlos Massa Ratinho Júnior.
Ao todo, R$ 338 milhões foram investidos no fortalecimento das forças policiais e de resgate, divididos entre 3.200 armamentos, 1.245 viaturas e 29 embarcações— três delas da nova linha Work do estaleiro Victory Yachts: duas W300 e uma W398, que ainda será entregue.
Duas W300, embarcações de trabalho da Victory, foram entregues à Polícia Militar do PR. Foto: Victory Yachts / Guilherme Kodja / Divulgação
A marca paranaense já soma mais de 700 barcos entre 23 e 42 pés produzidos, todos por um processo construtivo 100% por infusão a vácuo. Segundo a marca, o estaleiro é o único no Brasila operar totalmente nesse sistema, conhecido por reduzir a quantidade de resina desnecessária na fabricação. Na prática, a redução gera menos peso e, consequentemente, aumenta a eficiência dos barcos ao passo que reduz seus gastos operacionais e de manutenção.
Linha Work: os barcos de trabalho da Victory Yachts
A linha Work da Victory Yachs é voltada aos barcos de trabalho, pensados para atender a diversos setores da segurança, como a própria Polícia Militar, os bombeiros ou outros serviçosde salvamento. Nesta categoria, inaugurada com as entregas feitas no Paraná, as embarcações possuem reforços estruturais exclusivos em toda a área do casco e costados, como as chamadas longarinas, presentes nos modelos de 30 pés que agora serão usados pela Polícia Militar paranaense.
O recurso foi pensado para permitir abordagens táticas e rápidas, de modo a suportar contatos diretos com outras embarcações durante operações policiais ou de resgate. As embarcações da Victory são insubmergíveis (ou seja, não afundam) — não só na linha Work como também nas divisões de lazer Sport, Ride e Open Sea.
Todas as áreas do barco são customizáveis, com design que prioriza a área operacional e a circulação dos agentes com armamentos e equipamentos, facilitando o posicionamento tático e o desembarque.
No caso da W300, o barco conta ainda com um sistema desenvolvido para evitar colisões durante interceptações e abordagens, além de duas telas de 12 polegadas que integram carta náutica, radar e imagens da câmera térmica Flir ao sistema de navegação.
Na prática, caso a patrulha identifique algo suspeito no radar durante a noite, o policial pode selecionar o ponto na tela para que a câmera localize automaticamente o alvo com visão noturna. O modelo também dispõe de sistemas especiais para acomodação de munições e armamentos.
Em termos de desempenho, as embarcações Victory entregues ao governo do Paraná são equipadas com uma parelha Mercury de 300 hp cada (totalizando 600 hp). Graças à leveza do casco infundido a vácuo, o barco ultrapassa 54 milhas de velocidade (cerca de 100 km/h), permitindo interceptações eficientes mesmo quando carregado com pessoal e equipamentos pesados.
A tecnologia também coloca os barcos Victory Work em um nível que supera até mesmo modelos utilizados por polícias de Miami e da Flórida (EUA), conforme destacou Guilherme Kodja, embaixador do estaleiro. Segundo ele, sem a redução de peso gerada pelo trabalho de infusão a vácuo, esses modelos costumam ser mais pesados e consumir mais combustível.
Isso faz com que o operacional não seja tão eficiente– concluiu
Existem histórias em que a jornada vale mais até do que o próprio resultado. Este é o caso do projeto do veleiro BIGA J24, um barco de 24 pés que será rebocado de carro de Salvador, na Bahia, até Ilhabela, em São Paulo, apenas para participar da 53ª edição da Semana Internacional de Vela de Ilhabela (SIVI), que ocorrerá de 24 de julho a 1º de agosto.
A proposta ousada veio do velejador Adriano Quintella, que havia adquirido o veleiro e decidiu levá-lo da Bahia até São Paulo, em uma travessia terrestre, para disputar a famosa competição. Para acompanhá-lo nessa aventura, ele convidou outros três velejadores: Wallace Wicks, Roberto Santiago e José Nigro.
Adriano Quintella, Roberto Santiago, Wallace Wicks e José Nigro. Foto: Agatha Wicks
O desafio começa em Salvador: de lá, a equipe sairá rebocando o BIGA pela estrada até São Paulo, em uma viagem de aproximadamente dois dias e quase 1.900 km, seguindo depois de balsa para Ilhabela. Por mais difícil que pareça, a tripulação não esconde o ânimo de conduzir esse projeto.
Estamos levando um sonho, uma história e a coragem de viver uma aventura inesquecível– contou Quintella
Mais do que buscar bons resultados nas raias mais disputadas do país, o veleiro BIGA J24, segundo Wicks, “representa a essência da vela: amizade, estratégia, superação e paixão pelo mar” em uma das maiores regatas do Brasil.
Toda essa jornada poderá ser acompanhada pelas redes sociais do grupo. Na segunda-feira (1º de junho), inclusive, foi postado um vídeo sobre o estado do casco da embarcação — que claramente precisará de uma reforma.
Durante o desafio, serão produzidos diários de bordo e bastidores da jornada até Ilhabela. Porém, para transformar esse sonho em realidade, o projeto busca empresas parceiras e apoiadoras, que terão visibilidade nas velas, cascos, uniformes e outros materiais da equipe, segundo o projeto.
Vem aí: Semana de Vela de Ilhabela 2026!
Organizado pelo Yacht Club de Ilhabela (YCI), a 53ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela reúne os maiores nomes da vela do Brasil e do mundo, que competem nas classes ORC, BRA-RGS, C30, Clássicos, RGS Cruiser (categoria que o veleiro BIGA J24 disputará) e HPE 25, sendo que esta última retornará para as raias em 2026 após dois anos.
Foto: Fred Hoffmann / SIVI / Divulgação
As inscrições para competir no evento já estão no segundo lote, que seguirá disponível até o dia 28 de junho. O terceiro lote começa no dia 29 do mesmo mês e está previsto para continuar até 17 de julho ou até que as vagas, que são limitadas, se encerrem.
A venda é feita pelo site oficial da competição e tem valores a partir de R$ 300 por tripulante. Vale destacar que, a partir do terceiro lote, esse custo sobe para R$ 500. O aviso de regata, que traz informações essenciais para quem deseja participar do evento, também já foi divulgado e pode ser conferido na página de avisos da SIVI.
Entrou em vigor na última segunda-feira (1º) a chamada Taxa de Turismo Sustentável (TTS) para o município de Angra dos Reis (RJ), parte do Sistema Digital do Turismo (SDT). A medida, segundo a prefeitura, visa gerar recursos para investimentos em infraestrutura e preservação ambiental. Na prática, para visitar as ilhas ou o continente, turistas passarão a pagar um valor fixo de R$ 50, ao passo que moradores podem pedir isenção.
A medida vem gerando dúvidas entre turistas, moradores e no setor náutico. A cobrança será centralizada em um sistema (o Viva Angra) e deixa de estar diretamente ligada apenas ao passeio náutico e passa a ser associada à entrada e permanência do visitante no destino.
O que muda para as embarcações?
Operadores de escunas, lanchasde passeio e táxis náuticos passam a atuar dentro do Viva Angra, como parte do sistema de controle de visitantes, uma vez que a prefeitura pretende usar a TTS para monitorar o fluxo turístico e organizar a ocupação das áreas mais concorridas da região.
Até o momento, a nova taxa não se direciona somente a embarcaçõesparticulares, pois o foco da cobrança está no visitante/turista.
Para o turista, a taxa agora é mais evidente
Se antes a taxa era pouco percebida pelo turista, uma vez que ficava “embutida” na operação marítima, agora, ela é mais evidente. Isso porque o visitante precisa realizar um cadastro para fazer o pagamento de forma digital, via QR Code e voucher. O não pagamento pode ocasionar multas.
Quanto custa a taxa?
Os valores variam conforme o perfil da visita. Turistas em passeios bate-volta pagam uma taxa menor, enquanto visitantes hospedados ou sem comprovação de hospedagem podem desembolsar valores mais altos.
O valor mínimo começa em 5 Ufirs (R$ 24,80), podendo chegar a 9 (R$ 44,64), além de uma taxa de 12% sobre o total pela emissão da autorização. Confira os valores arredondados:
Visita à cidade de Angra ou às ilhas: R$ 50 (emissão válida por 30 dias);
Day use nas ilhas saindo de Angra dos Reis: R$ 28 (até 31 de maio de 2027);
Day use nas ilhas saindo de outra cidade: R$ 50 (até 31 de maio de 2027);
Pernoite nas ilhas vindos de outras cidades com comprovação de pagamento no mínimo duas diárias em hospedagem regularizada no portal: R$ 50;
Pernoite nas ilhas sem comprovante de hospedagem: R$ 100.
O controle é feito digitalmente, por meio do sistema “Viva Angra”, com vouchers, QR Codes e totens instalados em pontos de acesso da cidade e da Ilha Grande.
Ainda permanecem dúvidas sobre a aplicação da taxa para proprietários de embarcações de lazer que não residem em Angra dos Reis, mas mantêm seus barcos em marinas da região. Como frequentam a região regularmente para utilizar suas embarcações, ainda não há esclarecimentos sobre a aplicação da taxa a esse público. A dúvida é se esses proprietários serão considerados turistas a cada acesso ao município, mesmo mantendo seus barcos de forma permanente em marinas da região e utilizando a infraestrutura local ao longo de todo o ano. NÁUTICA procurou a Prefeitura de Angra dos Reis, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
Edição traz ainda destaques como a 6ª volta ao mundo de Aleixo Belov, a circunavegação de uma tripulação 100% feminina e o teste de cinco embarcações. Confira!
A edição de número 398 da Revista Náutica já está navegando pelas bancas do Brasil! Entre os destaques do material estão a aventura de Aleixo Belov em sua 6ª volta ao mundo, os testesde cinco embarcações de grandes estaleiros brasileiros, a estreia do JAQ H1 (embarcação movida a hidrogênio) na COP 30 e muito mais.
Para conferir tudo basta visitar a banca mais próxima ou acessar gratuitamente o app de NÁUTICA na loja de aplicativos do seu celular — App Store (iOS) ou o Google Play (Android). Lembrando: pelo aplicativo, assinantes têm acesso antecipado às matérias e as edições podem ser adquiridas de forma avulsa.
Veja os destaques da edição 398 de NÁUTICA
Seis vezes Aleixo Belov
Uma matéria especial apresenta os detalhes da surpreendente 6ª volta ao mundo do comandante meio ucraniano, meio baiano, Aleixo Belov, de 83 anos. Desta vez, ele navegou pelo Ártico, uma das rotas mais desafiadoras do planeta.
Foto: Revista Náutica
JAQ H1: o barco que navega no futuro
Primeiro barco-escola movido a hidrogênio do mundo, o JAQ H1 nasce no Brasil e transforma a descarbonização da navegação em realidade, unindo a tecnologia da Itaipu Parquetec, GWM e MAN à visão ambiental do Grupo Náutica. A estreia da embarcação aconteceu em novembro de 2025, durante a COP 30.
Foto: Revista Náutica
A costa que o Brasil quase não vê
Em um livro para ver e pensar, o artista visual João Farkas documenta em Costa Norte um litoral invisível aos cartões-postais — e decisivo para o futuro do país.
Foto: Revista Náutica
Rumo ao céu com a Ross Mariner
A bordo de uma Ross 190, navegamos da Marina Verolme até o restaurante Coqueiro Verde, no Saco do Céu, em Angra dos Reis — e a pequena lanchamostrou que navegar bem está ao alcance, também, de quem está dando os primeiros passos na náutica.
Foto: Revista Náutica
A nova vitrine dos seminovos
Em novembro de 2025, mais de 80 barcos foram expostos e muitos negócios ganharam forma no primeiro Salão de Usados Náutica, transformando Angra dos Reis em um verdadeiro palco de oportunidades para impulsionar o mercado.
Foto: Revista Náutica
Uma volta ao mundo só delas
A 398ª edição da Revista Náutica ressalta o feito histórico de uma tripulação 100% feminina que completou uma circum-navegação sem escalas a bordo de um trimarã em 57 dias, 21 horas e 20 minutos.
Foto: Revista Náutica
Testes Náutica da edição 398
A edição 398 da Revista Náutica chega com nada mesmo que cinco dos tradicionais testes NÁUTICA, com modelos dos estaleiros Triton Yachts, Ventura Marine, Evolve Yachts, Victory Yachts e Azov Yachts.
Triton 44 Flyer
Projetada para navegar em águas tropicais, a Flyer 44 se destaca por unir o desempenho de uma esportiva pura a um nível de conforto digno de embarcações maiores. Apesar de chegar a 42,2 nós, impulsionada por uma trinca de motores de popa Mercury V10 de 400 hp cada, o modelo oferece bom aproveitamento do cockpit e uma cabine completa, com três camarotes e dois banheiros.
Foto: Revista Náutica
Ventura V550 Crossover
Maior modelo do estaleiro, a Ventura 550 Fly aposta em conforto, aproveitamento de espaços e design elegante para atender aos clientes que desejam subir de categoria sem deixar a marca. Na metragem, são 16,50 metros de comprimento por 4,40 metros de boca. Já a motorização a diesel Volvo Penta é versátil: podem ser três motores D6 de centro-rabeta e 440 hp cada ou dois motores de centro IPS de até 600 hp cada (IPS 800).
Foto: Revista Náutica
Evolve Titanium Flybridge
O primeiro modelo fly da Evolve Yachts, de 50 pés, chega com um layout de popa diferenciado, que traz a cozinha voltada para a praça de popa e totalmente fora do salão. Apesar de seus 15,25 metros de comprimento, ela pode usar motores a diesel de centro-rabeta, com a exigência de menos cavalos em relação a motorização com linha de eixo e pé de galinha — configuração que promete melhorar o aproveitamento interno, simplificar a manutenção e favorecer a navegação em águas rasas.
Foto: Revista Náutica
Victory 348 Ride
Com casco oceânico, autonomia tida como acima da média e foco no uso familiar, a Victory 348 Ride entrega um conjunto equilibrado, desempenho empolgante e boa posição de pilotagem com o comando central. O conceito é de um barco de console central versátil, capaz de cumprir com eficiência tanto o lazer como a navegação de maior alcance, como um verdadeiro SUV náutico.
Foto: Revista Náutica
Azov Z290C
Com 9 metros de comprimento e 3,11 metros de boca, a Z290Cchama atenção pelo bom aproveitamento de espaços, tanto na cabine como no cockpit. Na motorização, o desempenho é quase esportivo, graças a dois motores de popa de 200 hp cada.
O maior iate a vela do mundo saiu do papel e já está navegando — antes mesmo do que se imaginava. Depois de dois anos de construção, ficou pronto, dois meses antes do previsto, o Orient Express Corinthian, um veleiro de 220 metros de comprimento (cerca de 721 pés) que opera como cruzeiro e, atualmente, se encontra nas águas do Mediterrâneo.
Com a promessa de redefinir a experiência de viajar a bordo, a embarcação marca a estreia da Orient Express (OE) no mundo náutico — mais especificamente no ramo dos cruzeiros. Aclamada pelo lendário trem homônimo, fundado ainda em 1883, a empresa esteve em parceria com o renomado estaleiro francês Chantiers de l’Atlantique, que construiu o iate.
O lançamento ocorreu no dia 29 de abril, na comuna francesa de Saint-Nazare, onde fica a sede da Chantiers, em uma cerimônia marcada por muita festa e champagne — com direito a garrafa estourada no casco. Pouco depois, em 2 de maio, OE Corinthian partiu para sua temporada inaugural no Mediterrâneo rumo à Riviera Francesa, carregando a bandeira da França.
Segundo a Marine Traffic, plataforma que monitora a localização de várias embarcações pelo mundo, o iate se encontra no mar da Ligúria, parte do mar Mediterrâneo entre a Riviera Italiana e as ilhas da Córsega e Elba. O cruzeiro seguirá pelo Mediterrâneo até o meio de julho, em seguida, partirá para o Adriático, onde ficará até outubro. Por fim, o iate cruzará o Atlântico durante o outono europeu — que corresponde à primavera no Brasil — para passar o inverno do Hemisfério Norte no Caribe.
Cada rota leva a portos de escala cuidadosamente escolhidos, de cidades históricas a costas mais tranquilas, onde cultura, artesanato e paisagens compõem uma experiência completa. De acordo com a OE, uma nova seleção de itinerários ampliará sua atuação no Mediterrâneo em 2027.
Feito para impressionar
Entre tantos detalhes, o tamanho deste iate não pode e nem deve passar batido. São três mastros de 1500 m² e mais de 97 metros de altura, com um sistema de vela totalmente automatizado e capaz de fornecer propulsão 100% eólica em condições favoráveis, conforme destaca a marca.
Foto: Orient Express/ Divulgação
Além disso, os mastros de carbono se inclinam até 70 graus, fazendo com que a embarcação da Orient Express passe sem dificuldade pelas principais pontes do mundo.
Foto: Orient Express/ Divulgação
Ele ainda possui um sistema de detecção assistido por IA, que monitora continuamente a presença de mamíferos marinhos e objetos na água para reduzir o risco de colisões.
Segundo a marca, os testes de mar foram realizados em fevereiro deste ano, com desempenho de até 12 nós (cerca de 22km/h) navegando apenas à vela em ventos de 20 nós (37 km/h) — resultado que a OE define como “um feito inédito para um barco desse porte”. O sistema ainda é complementado por propulsão híbrida a gás natural liquefeito (GNL) e outras características de eficiência energética.
Por dentro do maior iate a vela do mundo
A ideia é que os interiores remetam à era de ouro das viagens — marcada pelo trem Oriente Express e pelos grandes transatlânticos — reinterpretada em uma linguagem minimalista e contemporânea.
Foto: Orient Express/ Divulgação
A embarcação acomoda 54 suítes, com áreas que variam de 45 a 230 m², distribuídas em quatro decks. Cada suíte possui uma janela panorâmica de 3,60 metros, enquanto couros, folheados de madeira nobre e mármores compõem um interior de requinte discreto. Além disso, há um mordomo dedicado para atender cada cabine.
A suíte “Agatha Christie” é a mais luxuosa do OE Corinthian. Foto: Orient Express / Divulgação
Os hóspedes do OE Corinthian terão à disposição comodidades de alto padrão, como cinema, um anfiteatro inspirado nos cabarés franceses, sala de jogos, duas piscinas, spa, salão de beleza, esportes aquáticos, biblioteca, estúdio de música, entretenimento ao vivo e vários restaurantes, incluindo um comandado por Yannick Alléno, chef francês com 16 estrelas Michelin.
Foto: Orient Express/ Divulgação
O spa Guerlain, uma raia de natação de 16,5 metros, uma piscina e uma marina estão à disposição dos passageiros durante toda a viagem.
A missão está longe de ser fácil: encarar uma regata solo, sem escalas, sem tecnologia moderna e sem assistência ao redor do mundo. Sabendo disso, a norueguesa Helga Marie (conhecida como “Mara”), de 35 anos, não só topou o desafio mais difícil da sua vida, como será a única mulher a competir na famosa Golden Globe Race na edição de 2026, que começa em 6 de setembro.
Até o momento, esta que é uma das principais regatas de volta ao mundo soma 23 participantes, tendo Mara como a única representante feminina. Entretanto, a decisão da norueguesa não surpreende quem conhece seu estilo de vida — na verdade, parece até o caminho natural.
Foto: Classic Mara/ Divulgação
Capitã licenciada, ela acumula mais de 25 mil milhas náuticas de experiência em navegação e é ex-atleta de crossfit competitivo. Sua personalidade, marcada principalmente por sua independência e pela busca por desafios fora dos padrões, parece ter se encaixado perfeitamente com a proposta da competição.
Durante muito tempo, a vela neste nível teve uma determinada aparência. […] Quero desafiar isso discretamente, simplesmente sendo eu mesma– escreveu em seu site
Foto: Golden Globe Race/ Divulgação
Em seu site oficial — que está colhendo apoio financeiro para a regata –, Mara conta que possui interesse por “experiências extremas e desconfortáveis”. A velejadora é defensora da chamada “diversão tipo 2”: tarefas difíceis no momento, mas recompensadoras depois. Para quem tem uma vida moldada no mar, solidão e paciência, pode ser algo, no mínimo, interessante.
Como é a Golden Globe?
Não se trata de “qualquer” regata de circunavegação. Inspirada na edição original do Sunday Times Golden Globe Race, de 1968, a competição busca o estilo de navegação tido como tradicional. Sendo assim, os participantes não podem utilizar tecnologia moderna, tendo como únicos recursos apenas o sextante e a navegação astronômica.
Foto: Instagram @classicmara_/ Reprodução
As regras principais seguem a mesma linha: a navegação precisa ser solo, sem paradas e sem assistência externa. Serão aproximadamente 30 mil milhas náuticas durante cerca de 270 dias no mar. Na prática, Mara estará totalmente solitária a bordo de seu veleiro, sendo guiada pelas estrelas.
Travessia oficial da Golden Globe Race 2026. Foto: Classic Mara/ Golden Globe Race/ Divulgação
Além disso, as exigências não se resumem apenas à navegação. Para os barcos, todos os modelos devem ter sido projetados antes de 1988 e medirem entre 32 e 36 pés. A largada, marcada para 6 de setembro, acontecerá em Les Sables-d’Olonne, na França, com o percurso rumo ao leste. Vence a Golden Globe Race quem completar primeiro a volta ao mundo respeitando todas as regras da competição.
Mais pessoas estiveram no espaço do que completaram uma volta ao mundo dessa forma– salienta a norueguesa
Ela reconhece a natureza solitária da corrida como um dos maiores obstáculos, principalmente pela falta de alguém para consultar durante momentos críticos de tomada de decisão. Outra preocupação é a gestão da água — que a velejadora admite beber muita.
Foto: Golden Globe Race/ Divulgação
Mara é bastante ativa no Instagram, plataforma em que acumula mais de 90 mil seguidores e costuma compartilhar todas as suas experiências náuticas — o que contrasta com a natureza clássica da Golden Globe, já que a disputa proíbe o uso de celulares e outros aparelhos tecnológicos. A lista completa de restrições pode ser conferida aqui, no artigo B.6. Sobre isso, a velejadora já está ciente da necessidade de preservar o espírito único da corrida.
Seu companheiro de corrida
Veleiro Showgirl. Foto: Classic Mara/ Divulgação
O barco de Mara, batizado por ela de Showgirl, é um Saltram Saga 36, pensado para enfrentar o mar aberto e travessias longas. Por isso, possui um casco robusto, estável e previsível mesmo em condições difíceis.
Escolhi-a porque ela combina duas características que nem sempre andam juntas: robustez real em mar aberto e uma velocidade de casco surpreendentemente boa– explicou a velejadora
Conforme ela descreve em seu site, o veleiro entrega uma distribuição eficiente de peso e ainda é confortável (dentro do possível) para permanência prolongada a bordo.
Confira alguns detalhes técnicos do Showgirl
Tipo: Saltram Saga 36;
Comprimento: 10,6 m;
Boca: 3,23 m;
Calado: 1,6 m;
Deslocamento: 11,4 toneladas;
Quilha: Quilha completa.
Segundo as últimas atualizações publicadas em seu canal no YouTube, no dia 27 de maio, a velejadora chegou em Les Sables, na França, no dia 24 de maio. Ou seja, a partir de agora, definitivamente, começa à vera a preparação para a Golden Globe Race 2026. Confira a transmissão ao vivo da chegada de Mara no vídeo a seguir.
Mesmo com uma infância na Praia das Cigarras, em São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo, Deborah Moraes, hoje aos 41 anos, demorou a perceber que as respostas que tanto buscava estavam no mar. Hoje ela enche os pulmões para dizer “o mar me curou”, mas tudo isso só veio depois de uma grande virada de chave em sua vida, que envolveu a venda de sabonetes artesanais, uma transição de carreira e muitos sinais da imensidão azul.
Ex-servidora pública e mãe de uma criança autista, o pequeno Felipe Samuel, de 8 anos, Deborah precisou superar desafios pessoais e financeiros ao transitar da estabilidade do trabalho como secretária em uma escola para o comando de sua própria empresa de passeios de lancha.
Deborah e o filho, Felipe Samuel. Foto: Deborah Moraes / Arquivo Pessoal
Em entrevista à NÁUTICA, ela contou essa história e relembrou que via as revistas da editora na mesa dos patrões na juventude, época em que atuava como caseira junto à propria mãe. Hoje, olhando para trás, ela percebe com clareza que esse já era um dos sinais de que as águas eram, mesmo, o seu destino.
Acredito que não existam coincidências na vida– ressaltou
Da licença maternidade ao pedido de passagem para o mar
Era 2019 quando Deborah realizou o sonho de ser mãe. À época, a licença-maternidade garantida pelo trabalho lhe caiu como uma luva. Mas os seis meses, aos poucos, começaram a parecer “muito tempo parada”, como ela define, para alguém tão ativa.
Sempre criativa e dedicada no que se propunha a fazer, ela decidiu que abriria uma saboaria artesanal — habilidade que adquiriu através de vídeos no YouTube. Com os primeiros sabonetes em mãos, passou a vendê-los em um condomínio e sua habilidade como vendedora logo foi notada por um dos condôminos, Erick Turcato.
Deborah se aventurou na produção de sabonetes artesanais durante a licença-maternidade. Foto: Deborah Moraes / Arquivo Pessoal
Turcato tinha nada menos que um barco parado na praia do Lázaro, em Ubatuba, um dos destinos mais visados do Litoral Norte de São Paulo. Sua ideia era utilizar a embarcação para proporcionar passeios turísticos na região. Faltava, porém, alguém para tocar as vendas. Foi observando a lábia de Deborah com os sabonetes que ele a viu como pessoa ideal para assumir o trabalho.
Ele me deu uma oportunidade incrível. Me apresentou nas marinas, me apresentou aos marinheiros e o negócio foi acontecendo– relembra Deborah
Aos poucos, ela, que nunca tinha entrado em uma lancha antes, foi imergindo nesse universo, chegando a aprender até sobre a manutenção dos barcos. “Eu embarcava, fazia drinks. Eu gosto mesmo. Me sinto viva com isso”, detalha. Seu alto astral, aliado ao trabalho feito com excelência, foi atraindo novos clientes para os passeios turísticos — tudo isso enquanto ainda conciliava o cargo como secretária.
Foto: Deborah Moraes / Arquivo Pessoal
Esse agito se estendeu por anos, entre altos e baixos. Equilibrar os dois trabalhos não era fácil — e renunciar a um deles ainda não podia ser uma opção. Na escola, Deborah era tão querida quanto entre os barcos. Ela, aliás, detém uma facilidade muito grande em se estabelecer em seus meios, criando laços verdadeiros.
Deborah (à dir.) com colega do trabalho na escola. Foto: Deborah Moraes / Arquivo Pessoal
Durante um ano, ela acabou cedendo e se afastando das águas, mas, ao mesmo tempo, o trabalho na escola parecia não ter mais o mesmo brilho de antes, ainda que fosse feito com muito gosto. As peçasnão estavam se encaixando. Faltava algo.
A estabilidade foi essencial para eu ter meu filho, mas não tinha um futuro ali– explicou à NÁUTICA
O maior dos sinais
A virada de chave veio em um dos momentos mais delicados de sua vida, quando seu filho, à época com 5 anos, passou por uma fase crítica em que se recusou a comer por cinco dias. Ainda que afastada das águas, Deborah continuava muito requisitada para tocar os passeios. Foi naquele cenário de dificuldades financeiras que um novo convite “caiu do céu”.
Foto: Deborah Moraes / Arquivo Pessoal
Chegando à marina junto do pequeno, para entender a proposta que acabara de receber, o proprietário surgiu com um lanche em mãos — e os olhos de seu filho brilharam. Depois de dias se recusando a comer qualquer coisa, ele fazia, ali, uma refeição. Era o sinal que faltava. O mar a chamava mais uma vez e, ali, ela o agarrou como seu destino.
Uma vida nova
“Eu queria aprender a navegar”, relembra. Durante a pandemia, Deborah tirou sua tão sonhada habilitação de Arrais. Sua maior experiência prática veio ao navegar por 30 dias seguidos com um mentor experiente, o capitão Valdecir Ribeiro (o Val), em uma lanchade 33 pés.
Hoje eu sou mais conhecida no mar do que em terra– pontua
A perda da mãe de forma inesperada, há pouco mais de dois anos, a colocou em xeque novamente. O trabalho, de novo, seria sua válvula de escape — mas, agora, somente um deles. Deborah retomou contatos, abriu seu CNPJ e deu início a novos projetos. Trocou um terreno por uma lancha, a Twister, de 23 pés, que chegou como um verdadeiro furacão.
Deborah trocou um terreno pela Twister, uma Real de 23 pés. Foto: Deborah Moraes / Arquivo Pessoal
O barco colecionava “gambiarras” no motore na rabeta. Ela foi ajudada por figuras como Val e o mecânico aposentado Roberto Francisco, que, sensibilizado por sua história, deu a manutenção da rabeta de presente.
Desde novata até se tornar dona da própria empresa de passeios, a “Sinta o Mar”, Deborah destaca que nunca lhe faltou socorro sobre as águas e que até mesmo as “concorrentes” sempre a apoiaram com parcerias e auxílio técnico.
Deborah e alguns clientes em um dos passeios de lancha. Foto: Deborah Moraes / Arquivo Pessoal
Não à toa, ainda que agora tenha o próprio barco, ela destaca que segue “vendendo experiências”. Na prática, ela conecta seus clientes a embarcações que fazem sentido para o que procuram, seja um pedido de casamento ou um cafézinho em um fim de tarde na Ilha Anchieta — sua “estrelinha dos olhos” —, o que nem sempre casa com a proposta do seu barco, mas sim com os de colegas.
Foto: Deborah Moraes / Arquivo Pessoal
Ainda sendo levada pelas ondas e confiando no que o mar a pode proporcionar, Deborah passa por uma fase de reestruturação. Seu objetivo agora é consolidar sua empresa de passeios de lancha com qualidade e confiança, mas também sonha com conquistas ainda maiores, que logo devem marcar os próximos capítulos de sua trajetória.
Em agosto, a Real Powerboats completará 40 anos de mercado, com números que consolidam sua trajetória de sucesso e uma filosofia de valorização humana, que mantém colaboradores com mais de 10 anos de casa e clientes fiéis por décadas. Para comemorar, em setembro, durante o São Paulo Boat Show, o estaleiro apresentará sua mais nova aposta: a Real 44 Fly, que chega para cobrir uma lacuna estratégica no portfólio da marca — e NÁUTICAconseguiu informações antecipadas em primeira mão.
A nova Real 44 Fly entra na família Real Powerboats como uma “irmã do meio” entre a Real 40 Fly e a Real 60 Fly — modelos que, segundo Thadeu, apresentam uma grande diferença de tamanho e valor. O lançamento ocupará esse espaço enquanto a Real 53 Fly, projeto mais complexo e demorado, segue em desenvolvimento (atualmente com o casco pronto e moldes de convés e flybridge em produção).
Real 44 Fly. Foto: Real Powerboats / Divulgação
Embora a 44 Fly seja numericamente mais próxima da 40 Fly, Thadeu explica que ela entrega atributos de barcos maiores. Alguns exemplos são o layout com duas cabines, dois banheiros e uma sala com conceito de “casa flutuante”, focada no aconchego. O design é moderno, marcado por um vidro inteiriço na frente e amplas áreas envidraçadas laterais.
A escolha do motor “pé de galinha”
Diferente dos modelos menores do estaleiro, como as novas Real 37 e 38 (projetadas especificamente para motorização de popa), a Real 44 Fly utiliza o sistema de motorde centro com eixo direto, o popular motor “pé de galinha”. Paulo Thadeu explica que essa escolha foi estratégica para o perfil da lancha, já que o objetivo não é a velocidade extrema, mas a confiabilidade, a estabilidade e a facilidade de manutenção.
Foto: Real Powerboats / Divulgação
O sistema permite que a embarcação “more na água” com mais segurança e ofereça uma navegaçãomais dócil para a família, mantendo um cruzeiro confortável em até 26 ou 27 milhas. Além disso, segundo Thadeu o custo de manutenção desse sistema é significativamente mais baixo, o que atrai quem busca previsibilidade e robustez.
Sucesso de vendas antes mesmo do lançamento
Outro destaque da Real 44 Fly é a sua plataforma submergível exclusiva. Ao contrário de sistemas que deixam o barco sem área de popa quando abaixados, o projeto da Real é dividido em duas partes (uma fixa e uma móvel), garantindo que o usuário sempre tenha uma área seca e segura para circular, independente de optar pelo adicional da plataforma submergível.
Plataforma submergível da Real 44 Fly promete não impactar no espaço do deck quando aberta. Foto: Real Powerboats / Divulgação
Segundo Paulo Thadeu, o sucesso do modelo já se tornou Real antes mesmo do lançamento oficial, que acontecerá em setembro: seis unidades já foram vendidas, sendo duas delas com entrega programada para este ano.
Mercado brasileiro e motores de popa
Durante a entrevista, Thadeu também comentou sobre a crescente tendência dos motores de popa no mercado brasileiro. Essa mudança, segundo ele, é impulsionada por dois perfis de clientes: aqueles que buscam baixo custo de manutenção devido ao uso intensivo dos barcos; e aqueles que utilizam pouco o barco e preferem a segurança do motor externo a gasolina, evitando o alto investimento inicial em motores a diesel.
Real 42 Cabriolet. Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica
Para os perfis que preferem motorização de popa, a Real desenvolveu o Special Deck, uma plataforma que envolve os motores e permite a instalação de solários e áreas gourmet. A solução elimina a perda de espaço de lazer na popa e ainda entrega barcos sem motores ou hélices visíveis. A Real 42 Cabriolet (vista acima) é um exemplo de lancha com o Special Deck.
Na íntegra: entrevista exclusiva de Paulo Thadeu à NÁUTICA
Mais imagens da nova Real 44 Fly
Real 44 Fly. Foto: Real Powerboats / DivulgaçãoFoto: Real Powerboats / DivulgaçãoPlataforma submergível é um dos opcionais na nova Real 44 Fly. Foto: Real Powerboats / DivulgaçãoFoto: Real Powerboats / DivulgaçãoFlybridge da Real 44 Fly terá teto retrátil. Foto: Real Powerboats / DivulgaçãoImagem ilustra flybridge da nova Real 44 Fly. Foto: Real Powerboats / DivulgaçãoSolário de proa da Real 44 Fly. Foto: Real Powerboats / DivulgaçãoFoto: Real Powerboats / Divulgação
Era 2023 quando a velejadora brasileira Tamara Klink navegou da França à Groenlândia com um objetivo: invernar sozinha no Ártico — ou seja, passar a estação congelante dentro de seu barco, preso no gelo. Agora, todos os detalhes dessa jornada serão apresentados em um documentário produzido pela Netflix em parceria com a com a produtora Maria Farinha Filmes.
A plataforma global de streaming anunciou a novidade pouco antes do Rio2C 2026 — um dos maiores encontros de criatividade da América Latina —, junto de outras produções nacionais que devem chegar à plataforma em breve. Em sua jornada solitária, aos apenas 27 anos, Tamara passou três meses sem ver o sol, quatro meses sem ver humanos e um semestre inteiro presa no gelo, com temperaturas na casa dos -40ºC — totalizando oito meses de expedição.
Foto: Tamara Klink / Divulgação
Ainda sem data de estreia, a produção da Netflix promete revelar imagens inéditas feitas pela própria Tamara Klink durante essa aventura, que a consagrou como a primeira mulher velejadora a passar o inverno sozinha no Ártico. Com o feito, a jovem se tornou ainda a primeira latino-americana a navegar sozinha pela Passagem Noroeste.
Foto: Tamara Klink / Divulgação
Em entrevista exclusiva à NÁUTICA ainda na Groenlândia, a primeira após a invernagem, a jovem revelou que durante a expedição precisou derreter pedaços de icebergs para beber água e descobriu uma alergia de pele ao frio extremo. No mais alarmante de seus imprevistos, ela ainda viu seu maior medo virar realidade quando caiu na água congelante.
O que mais me surpreendeu foi não ter sentido medo, aflição ou raiva. Eu estava simplesmente absolutamente concentrada em sobreviver e em sair do mar– detalhou à época
O documentário promete destrinchar esses e outros desafios físicos e emocionais enfrentados pela velejadora durante a travessia, marcada pelo isolamento e suas implicações em uma das condições mais gélidas do planeta.
Além de documentário da Netflix, a invernagem de Tamara Klink virou livro
Enquanto a produção não chega às telas, vale destacar que Tamara Klink recentemente lançou um livro sobre esse feito. Batizado de Bom dia, inverno, a obra traz detalhes do período nas palavras da velejadora, que também é escritora.
De suas mãos, já nasceram outras produções literárias como resultado de suas vivências no mar. Em 2020, aos 23 anos, ela navegou sozinha cerca de mil milhas entre a Noruega e a França a bordo do pequeno Sardinha, seu veleiro de 7,9 metros de comprimento.
A viagem, além de ter sido a inspiração para o Mil milhas, seu primeiro livro como autora solo, ainda retratou a ousadia e a coragem da jovem para construir a própria trajetória na vela. Aos 24, em 2021, Tamara, novamente só, cruzou o Oceano Atlântico da Noruega ao Brasil. Ela concluiu a viagem de mais de 11,2 mil quilômetros em 90 dias e a experiência virou o livro Nós: o Atlântico em solitário.
No mesmo ano, Um mundo em poucas linhas, sua terceira obra literária, ganhou vida com poemas e textos sobre suas viagens e experiências de crescimento pessoal desde a adolescência.
Principais players do mercado se reuniram nesta quarta-feira (27) para garantir presença na 29ª edição do maior salão náutico da América Latina. Evento acontece de 24 a 29 de setembro
Grandes nomes do mercado náutico se reuniram na capital paulista nesta quarta-feira (27) para o lançamento do São Paulo Boat Show2026, considerado o maior salão náutico da América Latina. Durante o chamado “coquetel de lançamento”, foram revelados os detalhes da 29ª edição do evento, promovido pelo Grupo Náutica por meio da Boat Show Eventos. A premissa, neste ano, girará em torno de uma palavra: pertencimento.
Celebrado no restaurante Assador, no Itaim Bibi em São Paulo, o encontro contou com apresentações de Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica, e Eduardo Colunna, presidente da Acobar (Associação Brasileira de Construtores de Barcos e seus Implementos).
Foto: Nicole Leslie/ Revista Náutica
Além de reunir os principais nomes da indústria náutica do país, o coquetel consolida o momento em que as marcas definem seus espaços no disputado salão náutico. A 29ª edição acontecerá de 24 a 29 de setembro de 2026, no São Paulo Expo.
“Pertencimento”: a palavra do São Paulo Boat Show 2026
Cerca de 50 marcas, entre estaleiros, fabricantes de motores e distribuidores de equipamentos, acessórios e serviços para barcos, estiveram presentes no coquetel, que bateu a marca de 89% das áreas disponíveis comercializadas em um único dia.
Foto: Nicole Leslie/ Revista Náutica
Durante seu discurso, a diretora do Grupo Náutica ressaltou que a participação das marcas em um evento como o São Paulo Boat Show 2026 transcende a exposição física de embarcações, enfatizando que o salão náutico oferece a elas um posicionamento de mercado contínuo, apoiado pelo vasto alcance digital e pela autoridade do Grupo Náutica antes, durante e depois do evento.
Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica. Foto: Otto Aquino/ Revista Náutica
Quando uma marca decide estar no São Paulo Boat Show, ela não está apenas escolhendo um espaço dentro de um pavilhão, ela escolhe onde quer ser vista, como quer ser lembrada e qual posição deseja ocupar dentro do mercado náutico– ressaltou Vicentini
O ponto chave apresentado pela diretora aos expositores é que, na 29ª edição do evento, o foco central é priorizar o sentimento de pertencimento. “Quando a gente consegue gerar o pertencimento no outro, ele entende com a gente um mesmo propósito, olhando para a mesma coisa”, detalhou.
Foto: Nicole Leslie/ Revista Náutica
Estamos lançando uma nova forma de olhar para esse projeto, um São Paulo Boat Show que continua sendo o maior salão náutico da América Latina, mas que também se consolida como uma plataforma de presença, conteúdo, audiência, relacionamento, dados e negócios. Um evento que não apenas acompanha o mercado, mas ajuda a movê-lo– detalhou a diretora do Grupo Náutica
Já Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, destacou a importância do Boat Show no mercado náutico brasileiro. “Vi o setor mudar, crescer, se profissionalizar, enfrentar desafios e se reinventar. E em todos esses momentos, o Boat Show esteve presente como uma ferramenta de desenvolvimento, de visibilidade e de união”, recordou.
Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica. Foto: Nicole Leslie/ Revista Náutica
O São Paulo Boat Show se tornou o maior evento náutico da América Latina porque o mercado acreditou e caminhou com a gente– ressaltou Paciornik
Em 2027, o maior evento náutico da América Latina chegará à sua 30ª edição ininterrupta. “Poucos projetos atravessam tantos ciclos e continuam relevantes”, comentou Paciornik, que fez questão de relembrar algo fundamental: nada disso, durante quase três décadas, foi feito sozinho.
Cada expositor, cada parceiro, cada estaleiro, cada fabricante, cada lançamento e cada cliente atendido ajudou a construir essa história– enfatizou o presidente do Grupo Náutica
Por fim, Eduardo Colunna, presidente da Acobar, também subiu ao palco do coquetel de lançamento do evento e destacou que, assim como o São Paulo Boat Show está próximo de celebrar três décadas de história, a Acobar completará 50 anos em 2026, atuando especialmente em prol do desenvolvimento do setor náutico.
Eduardo Colunna, presidente da Acobar. Foto: Nicole Leslie/ Revista Náutica
Colunna ressaltou ainda a vocação dos Boat Shows como eventos de negócios, em que a edição paulista se destaca por acontecer no principal polo econômico do país. Por fim, enfatizou o trabalho de bastidores realizado pela associação nas negociações de tributos e taxas junto ao setor público, com o objetivo de incentivar o mercado náutico.
Marcas que já garantiram uma área no evento, por ordem alfabética
Planta parcial do São Paulo Boat Show 2026. Foto: Revista Náutica
O São Paulo Boat Show 2026
O principal evento náutico da América Latina está marcado para acontecer de 24 a 29 de setembro de 2026, no São Paulo Expo. Tradicionalmente, o salão reúne as principais marcas do setor, que fazem do evento seu principal palco para lançamentos e outras novidades. Na edição de 2025, o salão paulista registrou uma marca histórica: mais de 750 barcos vendidos e 40 mil visitantes.
Pavilhão do São Paulo Expo durante o São Paulo Boat Show 2025: Foto: Victor Santos / Revista Náutica
É a chance do público conferir de perto as principais tendências entre lanchas, iates, jets, motores, equipamentos, acessórios e serviços do setor, sendo que o salão ainda reserva atrações especiais que contemplam muito mais do lifestyle náutico pelos extensos corredores de um dos principais pavilhões de São Paulo.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Marcas interessadas em garantir sua área como expositor no maior salão náutico da América Latina devem entrar em contato com a equipe Boat Show pelo telefone (11) 2186-1068 ou e-mail [email protected].
Veja mais fotos do São Paulo Boat Show
Momento em que uma Focker 188 Joy, da Fibrafort, foi sorteada durante o São Paulo Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista NáuticaFoto: Victor Santos / Revista NáuticaFoto: Victor Santos / Revista NáuticaFoto: Victor Santos / Revista Náutica
Não, isso não é uma lancha totalmente alagada. Este barco da Yacht Tubs, que opera no rio Willamette, em Oregon (EUA), conseguiu unir duas propostas tentadoras: o relaxamento de uma piscina — recurso geralmente reservado a iates — e a leveza de navegar. Nasceu assim o que podemos chamar de “barco-banheira”, uma espécie de spa flutuante que faz sucesso no país norte-americano.
Disponíveis para aluguel durante o ano inteiro, os barcos da companhia contam com uma banheira de hidromassagem embutida, que torna o passeio ainda mais especial — transformando a embarcação em uma extensão do mar. A empresa dispõe de algumas lanchas desse modelo, com 5,5 metros de comprimento, e realiza serviços regularmente, não operando com uma única embarcação.
Foto: Instagram @yachttubs/ Reprodução
Conforme explica a Yacht Tubs, o barco-banheira é preenchido com água doce, pré-aquecida conforme a temperatura ideal para o clima. Depois de cada aluguel, a água antiga é drenada e a limpa é adicionada. Confira o vídeo abaixo que mostra bem este processo.
O modelo ainda inclui um toldo bimini retrátil para os dias de chuva ou sol intenso. Para que o passeio seja tranquilo e livre de barulhos, a embarcação é equipada por um motor elétrico quase silencioso, conforme detalha a Yacht Tubs. Cada barco-banheira suporta até seis pessoas, capacidade que promete ser o suficiente para que todos tenham espaço de sobra.
Quem reserva a embarcação pode pilotá-la por meio de um controle joystick que a companhia descreve como “fácil de usar”. Segundo a organizadora, os hóspedes devem ter mais de 21 anos para alugar e operar o barco e são ensinados a usar o aparelho. De acordo com a companhia, não é necessário ter experiência prévia em navegação nem carteira de habilitação náutica.
Foto: Instagram @yachttubs/ Reprodução
Como funciona o passeio de barco-banheira?
O serviço não envolve “apenas” o barco e sua banheira de hidromassagem flutuante. Os clientes podem, após o check-in, desfrutar do exclusivo Yacht Tub Club, que inclui vestiários, armários, sala de estar, banheiros e brindes especiais da empresa.
Foto: Yacht Tubs/ Divulgação
Para o passeio, os clientes partem da Marina Riverplace, na orla de Portalnd, à noroeste de Oregon. De lá, navegam pelo rio Willamette e descobrem o motivo do estado ser conhecido como a “Cidade das Pontes” nos EUA — afinal, são nada menos que 11 delas, boa parte neste rio. Como não podia deixar de ser, a paisagem ainda reserva vistas incríveis do horizonte.
Foto: Yacht Tubs/ Divulgação
Para um clima ainda mais descontraído, a embarcação conta com um sistema de som Bluetooth integrado, ideal para desfrutar das melhores músicas durante a sessão de relaxamento flutuante.
O aluguel padrão de duas horas, para até seis pessoas, custa US$ 399 (aproximadamente R$ 2 mil na conversão de maio de 2026), sendo que os valores podem variar em eventos especiais. A idade mínima para navegar é de 3 anos, ao passo que crianças de até 13 anos devem, obrigatoriamente, usar colete salva-vidas durante o passeio. Mais informações podem ser conferidas no site oficial.
Marca já aguardada nos principais salões náuticos do Brasil, a Ventura Experience é mais uma confirmada para o Marina Itajaí Boat Show, que acontece de 2 a 5 de julho em Santa Catarina. No maior eventonáutico do Sul do país, o estaleiro fará a estreia da nova Ventura V370 Crossover ao público sulista. A embarcação foi lançada em setembro durante o São Paulo Boat Show e atraiu novos olhares no Rio Boat Show, em abril.
A V370 é definida pela Ventura como o destaque premium da linha Marine que promete “marcar época“. O principal diferencial é carregar duas cabines fechadas, algo raro de se encontrar na categoria, segundo a marca. Espaços otimizados e acabamentos sofisticados também são destaques do modelo, de acordo com a fabricante.
V370 Crossover. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Além da V370 Crossover, a Ventura apresentará as lanchasV195 Comfort, V250 Comfort, V300 Daycruiser e V300 Crossover no maior salão náutico do Sul do país. A proposta é oferecer barcos de entrada desde os 19 até os 30 pés, provando também a diferença que modelos de mesmo porte podem ter, com duas V300.
Em 2025, Ventura exibiu as V300 Crossover e Day Cruiser na água, além da V400 Crossover, no Marina Itajaí Boat Show. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
A Ventura exibirá três dos cinco barcos na água — os outros dois estarão no estande seco na Marina Itajaí, onde off-roads da linha Ventura Adventure prometem atrair olhares. Por lá, os visitantes encontrarão os ATVs M250, 500 Pro Max, Landforce 550 e Landforce 650. Os barcos na água, por sua vez, poderão passar por test-drive mediante agendamento com o próprio estaleiro.
Marina Itajaí Boat Show 2026
De 2 a 5 de julho, as águas da Baía Afonso Wippel, em Santa Catarina, receberão a 4ª edição do Marina Itajaí Boat Show. O evento reúne embarcações, motores, acessórios e equipamentos náuticos, além de empreendimentos e outras marcas que conversam com quem vive o lifestyle náutico.
Marina Itajaí Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Os ingressos para a 4ª edição do maior evento náutico do Sul do país estão à venda e disponíveis pelo Sympla e leitores NÁUTICA têm 30% off do ingresso único (entrada inteira): basta inserir o código promocional NAUTICA30 antes de finalizar a compra.
Quer ser expositor?
Para garantir sua participação como expositor nos eventos Boat Show, entre em contato com o Boat Show pelo telefone/WhatsApp (11) 2186-1068 ou pelo e-mail [email protected].
Anote aí!
Quando: de 2 a 5 de julho de 2026;
Horário: quinta e sexta-feira, das 14h às 21h; sábado e domingo, das 11h às 21h; no último dia (5) o evento se encerra às 20h;
Bilionário Tilman Fertitta trocou o antigo Boardwalk, de 76 metros, por embarcação de 117 metros equipada com spa, cinema, piscina e “galeria” de motores. Conheça!
Se o que é ruim pode piorar, o que é bom também pode melhorar. Foi nessa linha que o norte-americano Tilman Fertitta — CEO da Landry’s, proprietário do time de basquete Houston Rockets e embaixador dos Estados Unidos na Itália — trocou de barco. Ele, que já era proprietário de um megaiate Feadship de 76 metros, acaba de receber seu novo Lürssen, que supera o modelo anterior em 41 metros e outras comodidades de luxo.
Embora tenha trocado a marca holandesa pela alemã, seu novo megaiate de 384 pés (117 metros) foi batizado com o mesmo nome, “Boardwalk”, se tornando o sexto do empresário com o título (não à toa, o anterior, colocado à venda por Fertitta, agora é chamado de Boardwalk V).
Com um patrimônio acumulado de 11,7 bilhões de dólares(cerca de R$ 56 bilhões em conversão de maio de 2026), Fertitta não foi modesto nos recursos da embarcação, da qual esteve “pessoalmente envolvido em todo o processo de design”, conforme destacou a Lürssen.
São 11 cabines ao todo, sendo que a suíte principal, à proa, traz banheiro revestido em ônix e um lounge privativo com vista para a parte frontal do barco. As demais suítes também receberam a atenção do proprietário, e contam com acesso direto aos conveses laterais por meio de portas de vidro. Com o recurso, a sensação que se cria é que todas detém seu próprio terraço particular.
Já na popa estão uma piscina embutida e uma jacuzzi. Por ali, o acesso ao salão principal é feito por portas de vidro retráteis, que ampliam a sensação de espaço a bordo. Ainda na popa está uma novidade do estaleiro alemão: uma seção retrátil. Instalada sobre a escada (com degraus que se desdobram automaticamente) que dá acesso ao beach club, a área, quando fechada, se mantém completamente selada e certificada.
Outro grande destaque está na casa de máquinas e faz do espaço uma espécie de “galeria” para quem ama o coração dos barcos. Isso porque a área conta com paredes de vidro, que deixam os motoresà vista, como se estivessem expostos.
Por ali também está uma garagem grande o suficiente para abrigar três embarcações auxiliares Hodgdon de 12 metros de comprimento, um barco auxiliar anfíbio, veículos 4×4 e outras opções de mobilidade terrestre. Não bastasse tudo isso, o Boardwalk dispõe ainda de cinema, putting green (para golfe), um amplo spa e academia.
Além da dedicação do proprietário para deixar o barco a seu gosto particular, o megaiate contou com o design de Frank Woll e interiores de uma colaboração entre Amy Halffman, Suzanne Glover e Teresa Francis. A equipe deu ao modelo cerca de 3 mil pontos de iluminação externa (um terço a mais do que o convencional para um barco desse tamanho) que, à noite, formam “uma constelação de luzes”, como destacou Woll.
Tilman Fertitta é um amante do mundo náutico
Embora Fertitta não tenha sido anunciado oficialmente como dono do Boardwalk, ele é amplamente considerado o proprietário pela mídia internacional. Isso porque, conforme dados disponíveis no SuperYacht iQ e repercutidos pela Forbes, o norte-americano já teve ao menos cinco iates com mais de 80 pés chamados Boardwalk.
Tilman Fertitta. Foto: NBA / Houston Rockets / Divulgação
De acordo com o veículo, as primeiras versões foram construídas nos EUA por estaleiros como Westporte Westship. Em 2021, ele passou para um iate de 250 pés (76,5 metros) construído pela Feadship. Atualmente, o modelo ocupa a 9ª posição entre os iates mais caros do mundo, avaliado em 149 milhões de euros, cerca de R$ 868 milhões.
Em operação integrada, hóspedes poderão aproveitar embarcações usufruindo das comodidades do Fasano Al Mare Hotel & Beach Club em destino italiano paradisíaco
O conjunto de alta gastronomiae hotelaria de luxo da Fasano, tida como uma das marcas mais prestigiadas do setor, se estenderá ao universo náutico. Isso porque a JHSF, controladora da operação, acaba de anunciar o lançamento do Fasano Yachts, uma iniciativa que mira integrar os já consolidados serviços da marca a uma frota de 12 iatesno Fasano Al Mare Hotel & Beach Club, nas águas italianas da Sardenha.
Na prática, os hóspedes poderão optar em se hospedar em iates privativos de luxo, ancorados em uma área exclusiva na Ilha de Tavolara e com as instalações do hotel — como spa, beach club e quadras esportivas — à disposição.
O Fasano Al Mare Hotel & Beach Club, que receberá a operação Fasano Yachts. Foto: Fasano / Divulgação
Segundo a JHSF, as primeiras embarcações foram desenvolvidas em uma parceria entre a marca e o estaleiro italiano Azimut. Inclusive, nas imagens de divulgação da novidade, o iate em evidência é um Seadeck 9, de 84 pés (25,60 metros).
Se os barcos— especialmente os de maior porte — já são considerados uma extensão das casas de seus proprietários, a integração do Fasano Al Mare Hotel & Beach Club ao Fasano Yachts segue uma outra tendência: a de integrar as embarcações à hotelaria de luxo.
Foto: Fasano / Divulgação
Nessa linha, a experiência de hospedagem ganha o mar como protagonista mais perto do que nunca. Além de poderem contar com as comodidades de embarcações de luxo aliadas às instalações do Fasano, os hóspedes terão acesso a roteiros personalizados para explorar os destinos mais requisitados da Costa Esmeralda.
A operação Fasano Yachts começa já neste verão europeu. Segundo a JHSF, as reservas tiveram início em 25 de maio, ao passo que a operação deve começar entre 1º de julho e 15 de setembro. A operação náutica e os serviçosa bordo serão realizados pela BYS International, empresa da JHSF especializada em serviços marítimos.
Um barco de combate autônomo, rápido e com uma tecnologia extremamente avançada. Este é o USV Comet (o “Cometa”), veículo de superfície não tripulado que foi apresentado em Miami, nos Estados Unidos, durante a SOF Week 2026, uma das maiores feiras e conferências militares do mundo voltadas às Forças de Operações Especiais.
O evento, conhecido por reunir militares, empresas de defesa, governos e desenvolvedores de tecnologia militar, aconteceu de 18 a 21 de maio, na cidade de Tampa. Ao longo dos quatro dias, a BlackSea Technologies, empresa por trás da embarcação, pôde mostrar ao mundo toda a tecnologia em volta do moderno barco, que promete responder às ameaças atuais e emergentes.
Foto: BlackSea Technologies/ Divulgação
De acordo com a companhia, o barco de 13,1 metros de comprimento (cerca de 42 pés) foi projetado para preencher a lacuna entre as pequenas embarcações táticas de superfície não tripuladas e veículos de combate não tripulados maiores — isso sem abrir mão da velocidade e da manobrabilidade, características imprescindíveis para esse tipo de barco.
Foto: BlackSea Technologies/ Reprodução
Este modelo, preparado para condições marítimas exigentes, pode ultrapassar os 45 nós (aproximadamente 83 km/h) e transportar uma carga útil de 4.536 kg, incluindo combustível. Confira no vídeo abaixo uma pequena demonstração do Comet durante a feira — repetimos, sem nenhum tripulante.
Como era de esperar, ele também suporta cargas úteis avançadas para uma ampla gama de missões, incluindo contra-drones, contramedidas de minas, guerra de superfície, guerra antissubmarino, escolta de unidades de alto valor e muitas outras.
Acima de tudo, autônomo
Sim, o Comet não precisa ter ninguém a bordo para funcionar, pois é totalmente autônomo — embora a BlackSea não tenha dado mais detalhes sobre o nível de autonomia do barco no uso de armamentos ou como essa tecnologia decide o momento de atirar, por exemplo.
Foto: BlackSea Technologies/ Divulgação
Como um bom barco de combate, ele precisou da contribuição de diversas marcas do setor para integrar seu arsenal. Um exemplo é o sistema de mísseis BRAWLR, o sistema de canhão de 30 mm da EOS Defense Systems USA e o radar de matriz RPS 42 MHR. Fora do ambiente bélico, o Comet ainda possui propulsão da Volvo Penta.
Segundo a empresa, a embarcação “incorpora sistemas de autonomia, controle de missão e percepção de ponta a ponta”, sendo projetada para operar remotamente e compartilhar dados com estruturas militares de comando e controle, permitindo atuação integrada com outras plataformas de defesa.
Foto: BlackSea Technologies/ LinkedIn/ Reprodução
Além disso, sua arquitetura aberta e modular permite a rápida integração de cargas úteis e alterações de configuração conforme os requisitos da missão evoluem. Outros destaques deste barco de combate incluem:
Velocidade elevada e constante com estabilização Seakeeper, permitindo o máximo desempenho de sensores e atuadores;
Autonomia de longo alcance para operações distribuídas;
Casco de alumínio robusto, reparável e com desempenho comprovado em operação, de acordo com a empresa.
Para Bob Pudney, presidente da BlackSea, o lançamento chega em “um momento em que as forças marítimas precisam ser mais rápidas, mais distribuídas e mais adaptáveis”. Por isso, mais do que um conceito futurista, o Comet mostra como embarcações autônomas já começam a ocupar espaço real nas estratégias navais modernas.
Tetracampeão das 500 Milhas de Indianápolis e um dos grandes nomes do automobilismo mundial, o ribeirão-pretano Hélio Castroneves também gosta de acelerar — ou melhor, desacelerar — sobre as águas, a bordo de uma Mestra 212. Lançada em 2018, a lanchada Mestra Boats, estaleiro de Pederneiras, no interior de São Paulo, foi a escolhida pelo piloto para navegar em águas brasileiras, com recursos que vão do lazer em família aos esportes aquáticos.
Seu tamanho compacto, de 21 pés (pouco mais de seis metros de comprimento), aliado a um layout funcional com recursos como targa, vaso sanitário, banco reclinável, pia com torneira, ducha de popa e capacidade para até nove pessoas, fazem do modelo um verdadeiro sucessode vendas do estaleiro.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Não à toa, durante o Rio Boat Show 2024, a Mestra 212 ganhou uma nova versão. E após o São Paulo Boat Show — o maior salão náutico da América Latina — do mesmo ano, Hélio Castroneves garantiu a sua. Confira mais de perto:
Acostumado às altas velocidades do asfalto, nas águas, o piloto aproveita uma lancha pensada para navegações diurnas em águas calmas. Apesar disso, o modelo conta com bom desempenho, proveniente de uma motorizaçãoque vai dos 100 aos 220 hp, conforme a configuração escolhida.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
E se a ideia for relembrar a emoção das pistas com um pouco mais de adrenalina, a lancha também está preparada. Isso porque entre os opcionais do modelo estão torre inox para ski e boia, assim como uma estrutura voltada aos esportes aquáticos.
Ideal para quem está começando a contar as primeiras milhas no mar, a Mestra 212 é comercializada na faixa dos R$ 200 mil. Em seu perfil no Instagram, Hélio Castroneves, que também navega sobre as águas de Miami, na Flórida (EUA), compartilhou um pouco de como aproveita os momentos a bordo. Confira:
Um raro registro feito em abril deste ano flagrou, pela primeira vez, um cardume de peixes mero em Alagoas, no Nordeste do país. A espécie, considerada criticamente ameaçada de extinção, foi flagrada em um grupo com cerca de 15 peixes adultos durante um mergulho científico.
Pesquisadores do Projeto Meros do Brasil (PMB) e da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) registraram o momento. Segundo eles, foram identificados aproximadamente 15 meros adultos de grande porte em uma área a 35 m de profundidade. Os animais mediam entre 1,6 m e 2,3 m de comprimento.
Foto: UFAL/ Divulgação
O grupo estudava a ocorrência da espécie há seis anos no estado. O achado ganha ainda mais importância porque existem pouquíssimos registros desse peixe no Nordeste do Brasil. Marcio Lima, supervisor de pesquisa do PMB, disse ao g1 que os encontros de cardumes dessa espécie são mais comuns em Santa Catarina e no Paraná.
Geralmente observamos só um indivíduo nos recifes. Eles costumam se agregar para reprodução– explicou Lima
Foto: UFAL/ Divulgação
Segundo os cientistas, a alimentação e reprodução dos peixes mero são momentos sensíveis no ciclo de vida da espécie. Isso porque são quando eles ficam mais vulneráveis à pesca ilegal e a outros impactos humanos. Tanto é que, além dos meros, foram registradas redes fantasmas e outros materiais de pesca no local onde o cardume foi visto.
De acordo com os pesquisadores, a área onde o cardume foi encontrado em Alagoas não está protegida por nenhuma unidade de conservação — o que preocupa os cientistas.
Conheça o peixe mero
O peixe mero (Epinephelus Itajara) foi descrito pela primeira vez em 1822 a partir de um exemplar coletado no Brasil, segundo o PMB. A espécie também é conhecida como bodete, canapú, badejão, merote ou “senhor das pedras” na tradução tupi-guarani — haja apelido!
Peixe mero encontrado pelos pesquisadores. Foto: UFAL/ Divulgação
O animal pode alcançar 2,5 m de comprimento e pesar mais de 400 kg, mas apesar do grande porte, os meros são considerados dóceis, mansos e curiosos por se aproximarem de mergulhadores com frequência. É justamente essa postura calma e receptiva que o torna um alvo fácil para pescadores e caçadores.
Inclusive, fica uma curiosidade: segundo o Meros do Brasil, este peixe nasce fêmea e, após a primeira reprodução, por volta dos 6 a 8 anos, algumas se transformam em machos para garantir a continuidade da espécie.
O animal atualmente está classificado como “Vulnerável” na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN, a União Internacional para a Conservação da Natureza.
Para ajudar na conservação, a recomendação é não pescá-lo, comprá-lo e nem consumi-lo — aliás, a pesca e o transporte de peixes mero são proibidos por lei. Além disso, a orientação é que qualquer pessoa que encontre o animal, vivo ou morto, registre em imagem e informe ao Projeto Meros do Brasil ou à UFAL Penedo por meio das redes sociais.
Diretamente da Itália, um estaleiro de luxo lançou o projeto de um iate de 24 metros leve, sustentável e rápida que promete superar 60 nós de velocidade, ou seja, navegar a mais de 111 km/h. Batizado de Aria (“ar” em italiano), o modelo carrega uma série de atributos que o diferencia no mercado.
A embarcaçãode 78 pés foi desenvolvida para ter pouco impacto ambiental, consumo de combustível estratégico e peso entre os mais leves da categoria. A Centouno Navi, responsável pelo projeto, detalha que a Aria terá peso 30% mais leve que a média dos barcos desse tamanho. O compromisso ambiental, por sua vez, vem desde o formato do casco— que promete ser eficiente — até a escolha dos materiais.
Foto: Centouno Navi / Divulgação
Aria: iate de luxo e de velocidade
Com design inspirado no automobilismo, esse iate de luxo tem o flybridge esportivo, com espaço aberto, linhas aerodinâmicas e assentos do centro de comando em formatos que lembram os de carros. Os demais estofados, por exemplo, têm recortes geométricos irregulares, que aumentam a sensação de movimento e velocidade.
Flybridge do Aria. Foto: Centouno Navi / Divulgação
Descendo um pavimento, o convés principal faz bom uso da boca de 6 metros (19 pés), que prioriza tanto ambientes internos quanto externos — com isso, somente os corredores de acesso à proa e ao flybridge foram um pouco comprometidos, com alguns trechos estreitos.
Proa do Aria é destinada a banhos de sol. Foto: YouTube / Centouno Navi Shipyard / Reprodução
Ainda no convés principal, a proa é destinada a banhos de sol: solários em formato de espreguiçadeira e de sofá, com mesa de apoio, tomam conta do espaço. Ao centro ficam o outro posto de comando, cozinha com bancadas, vários sofás em “L” e a possibilidade de mesa para até 8 pessoas. Os interiores, contudo, podem ser totalmente personalizados, segundo o estaleiro.
Área central e coberta do convés principal. Foto: YouTube / Centouno Navi Shipyard / Reprodução
Caminhando rumo à popa, há mais uma ampla área de convivência que pode vir equipada também com mesa para 8 e solários que acomodam pessoas deitadas. Além de uma plataforma mais próxima da linha d’água — que inclusive guarda a entrada de uma garagem para barcos de apoio de até 3 metros — há duas plataformas laterais retráteis que, quando abertas, ampliam ainda mais o espaço a bordo.
Plataformas laterais retráteis à popa. Foto: YouTube / Centouno Navi Shipyard / ReproduçãoPlataforma na popa se abre em garagem para barcos de até 3 metros de comprimento. Foto: YouTube / Centouno Navi Shipyard / Reprodução
No convés inferior ficam as cabines e a casa de máquinas. A suíte máster ocupa a boca máxima do iate e tem banheiro, closet, sofás, penteadeira e mesa de escritório. Saindo dela, a bombordo fica uma suíte individual, a boreste uma suíte dupla e, mais à proa, uma outra suíte de casal. O banheiro da suíte dupla também é acessível pelo corredor, servindo como lavabo. Na extrema proa deste pavimento ainda fica a cabine do marinheiro, com cama de solteiro e banheiro completo.
Os equipamentosresponsáveis por permitir que tudo isso atinja — e supere — 60 nós de velocidade são sistemas de propulsão separados. O modelo foi desenhado para carregar, simultaneamente, 2 ou 3 motoresMAN de 2200 hp e outros 2 ou 3 jatos d’água Marine Jet Power (MJP), sistema de propulsão de alta performance conhecido pela eficiência. O resultado são cruzeiros em 42 ou 56 nós, com máximas de 46 ou 62 nós (a depender de os motores estarem em parelha ou trinca).
A 4ª edição do Marina Itajaí Boat Show, considerado o maior salão náutico do Sul do país, se aproxima com promessas de novidades ao público. Uma delas será a apresentação na água da Ross SLR 340 Legend, lançada pela Ross Mariner durante o Rio Boat Show 2026, onde esteve no pavilhão seco. O evento acontecerá de 2 a 5 de julho, na tradicional Marina Itajaí (SC).
Agora, o barcofará sua primeira exibição na água em Santa Catarina. Ao lado da SLR 340 Legend, o estaleiro exibirá as lanchas Ross SR 220 Icon, SLR 260 Fusion e SR 240 Aventus — esta última também apresentada no Rio de Janeiro e exibida pela primeira vez na água no evento catarinense.
Ross SR 240 Aventus. Foto: Ross Mariner / Divulgação
Durante o salão, as embarcações poderão ser testadaspelos visitantes mediante agendamento prévio com o estaleiro. A possibilidade de experimentar os barcos na água é um dos diferenciais do evento, que reúne as lanchas em seu habitat natural para navegação.
SLR 340 Legend no Rio Boat Show 2026. Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
A SLR 340 Legend é a maior lanchajá produzida pela Ross Mariner. O modelo marca a entrada do estaleiro na categoria de 34 pés, após uma trajetória iniciada com embarcações de 19 pés voltadas ao segmento de entrada. Desde então, a marca tem ampliado gradualmente sua linha para barcos de maior porte.
Solário de proa da SLR 340 Legend. Foto: Erik Barros Pinto/ Revista NáuticaCabine da SLR 340 Legend. Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
A chegada à faixa acima dos 30 pés também representa uma mudança na proposta da fabricante, com foco maior em permanência a bordo. Tanto é que, em cerca de 10 metros de comprimento, a SLR 340 Legend conta com dormitório fechado, sala e banheiro com box separado, vaso sanitário e pia — detalhes que poderão ser vistos de perto pelos visitantes do Marina Itajaí Boat Show 2026.
Essa lancha tem tudo o que você precisa para pernoitar em um barco de 34 pés– afirmou Márcio Ishikawa, fundador da Ross
Márcio Ishikawa, fundador da Ross Mariner. Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Mesmo ao lado de outras três lanchas — sendo uma delas um recém-lançamento — , a apresentação da nova 34 pés na água deve concentrar a maioria das atenções no estande do estaleiro durante o salão náutico catarinense.
Marina Itajaí Boat Show 2026
De 2 a 5 de julho, as águas da Baía Afonso Wippel, em Santa Catarina, receberão a 4ª edição do Marina Itajaí Boat Show. O evento reúne embarcações, motores, acessórios e equipamentos náuticos, além de empreendimentos e outras marcas que conversam com quem vive o lifestyle náutico.
Marina Itajaí Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Os ingressos para a 4ª edição do maior evento náutico do sul do país estão à venda e disponíveis pelo Sympla e leitores NÁUTICA têm 30% off do ingresso único (entrada inteira): basta inserir o código promocional NAUTICA30 antes de finalizar a compra.
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Quando: de 2 a 5 de julho de 2026;
Horário: quinta e sexta-feira, das 14h às 21h; sábado e domingo, das 11h às 21h; no último dia (5) o evento se encerra às 20h;
Recém-inaugurada em Balneário Camboriú, concessionária é a única autorizada a executar o Sistema Modular de Customização do estaleiro, que configura o barco conforme perfil de uso
A WS Náutica, concessionária com 12 anos de atuação no mercado náutico, acaba de inaugurar uma nova loja em Balneário Camboriú, Santa Catarina. A estrutura, marcada pelo alto padrão, passa a atuar, também, como loja de fábrica da paranaense Victory Yachts. Mais do que apresentar os barcos da marca, a WS se consolida como a única loja de fábrica autorizada a realizar diretamente o trabalho com o Sistema Modular de Customização (CMS) da Victory Yachts.
Tido como um dos diferenciais do estaleiro, o CMS permite que um mesmo barco possa receber diferentes configurações de popa e mobiliário. Na prática, o sistema possibilita que o cliente configure a embarcação conforme seu perfil de uso, como nas versões Ride, voltada ao passeio e ao lazer em família; Sport, que combina pescae convivência a bordo; e OpenSea, com foco na pesca oceânica e esportiva.
Sergio Quezada, gerente comercial da Victory Yachts, durante a inauguração da WS Náutica em Balneário Camboriú. Foto: Victory Yachts / WS Náutica / DivulgaçãoSergio Quezada e a esposa, Lorena Macías. Foto: Victory Yachts / WS Náutica / Divulgação
Na nova loja da WS Náutica, essa customização passa a ser apresentada de forma mais prática e visual: o cliente pode conhecer os módulos, entender os espaços, visualizar diferentes configurações e definir a montagem de acordo com seu estilo de navegação. Segundo a concessionária, a equipe da WS passou por treinamento de fábrica e já contava com estrutura técnica capacitada para executar esse trabalho diretamente na unidade de Balneário Camboriú.
O cliente ganha, a loja ganha, a fábrica ganha. Pra gente foi muito fácil porque já tínhamos equipe técnica e pessoal capacitado. A gente enfrentou [esse desafio] com muita tranquilidade. Capacidade já tínhamos, só aprendemos a parte da Victory– destacou Wyllian em entrevista a Guilherme Kodja, embaixador Victory
Guilherme Kodja, embaixador da Victory, e Wyllian Sabino, fundador da WS Náutica. Foto: Instagram @victoryyachts / Reprodução
Dessa forma, a ideia é reduzir prazos e tornar o processo de compra mais dinâmico. Ainda de acordo com a WS Náutica, em determinados casos a configuração pode ser realizada em cerca de 15 dias, dependendo da disponibilidade e da composição escolhida.
Para a Victory, mais do que um novo ponto comercial, a nova WS Náutica em Balneário Camboriú nasce como uma experiência de compra e relacionamento que permite ao cliente compreender melhor as possibilidades de cada embarcação, especialmente dentro do conceito de barcos versáteis e oceânicos proposto pelo estaleiro.
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