Alemão vende tudo, compra um jet e cruza 13 países com namorada e cachorro

Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico

26/06/2026
Foto: Kevin Neubeck / Arquivo Pessoal

Quando a vida “convencional” já não encanta mais, algumas pessoas buscam uma nova profissão, um lugar diferente para morar, novos ares. Mas, aos 33 anos, o alemão Kevin Neubeck foi além. Movido pela vontade de conhecer mais do mundo, ele vendeu tudo, comprou um jet, colocou a namorada e o cachorro na garupa e já percorreu mais de dez países. Detalhe: Neubeck só tinha pilotado uma moto aquática três vezes na vida.

Com o Google Maps na mão e um sonho, o rapaz, sua companheira Felipa Costilla, de 23 anos, e o bull terrier Chick começaram sua jornada na Alemanha pelo rio Danúbio — o mais longo da Europa, com cerca de 2.800 km de extensão —, rumo ao Mar Negro.

Foto: Instagram @kevinneubeck / Reprodução

Com nascente alemã, o Danúbio é formado pelos rios Breg e Brigach. Em seu percurso até o Mar Negro, atravessa 10 países: Alemanha, Áustria, Eslováquia, Hungria, Croácia, Sérvia, Romênia, Bulgária, Moldávia e Ucrânia. O trio percorreu todos eles até chegar ao Mar Negro, seguindo então rumo à Turquia e, posteriormente, à Grécia, Albânia e Montenegro.

 

Em seis meses, foram mais de 13 países, cerca de 5 mil quilômetros rodados e mais de 7 mil euros gastos com combustível, o equivalente a R$ 41,3 mil na conversão de junho de 2026.

Todos os dias era assim: checar a rota, o combustível, a previsão do tempo e partir. Rijeka (Croácia) foi mais fácil de certa forma, mais tranquila e previsível, mas as fronteiras eram um obstáculo constante– detalhou Kevin ao portal montenegrino Vijesti

Segundo ele, as blitz policiais eram frequentes e tinham uma característica em comum: o estranhamento. “De onde você é? Da Alemanha? Num jet?”, diziam a ele os policiais, que, não à toa, exigiam, também, uma explicação.

No mar, tudo pode acontecer

Mesmo os grandes barcos não passam batido pelos imprevistos do mar — quem dirá um jet. Ainda ao Vijesti, Neubeck lembrou de quando precisou da ajuda de um pescador na Eslováquia para salvá-lo dos apuros de uma pane no motor.

Foto: Instagram @kevinneubeck / Reprodução

Já na fronteira com a Turquia, sua moto aquática chegou a ser levada por oficiais por conta de um mal-entendido com documentos. Por sorte, tudo foi esclarecido e ele conseguiu recuperar a embarcação.

Ondas, vento, longas distâncias e desgaste físico. Alguns dias eram calmos e rápidos. Outros, lentos e exaustivos. O planejamento de combustível estava sempre na minha cabeça– recordou o alemão

Por outro lado, as águas também podem proporcionar momentos indescritíveis, como quando o trio passou a ter outros companheiros de viagem: os golfinhos.

As paradas do trio, muitas vezes, são em acampamentos. Foto: Instagram @kevinneubeck / Reprodução

Para Neubeck, a beleza está justamente em não ter um “plano perfeito”. Com seu passaporte, o laptop e as roupas em uma bolsa à prova d’água, dormindo em barracas e acomodações do Airbnb, sem roteiro fixo, ele tem vivido dia após dia, sendo surpreendido pelo caminho.

Golfinhos surgindo ao nosso lado em mar aberto, pessoas em pequenos portos nos observando chegar como se não fizesse sentido, navegando juntos, caindo na água, rindo e depois continuando a jornada. Não foi um grande momento isolado. Foi simplesmente dia após dia, navegando e seguindo em frente– destacou

Próximo passo: o Atlântico

Atualmente, Kevin, Filipa e Chicko estão na Croácia, enquanto planejam passar pela Itália e por Malta, até chegarem à França, Espanha e Marrocos.

 

O plano mais ousado, contudo, é atravessar o Atlântico. Kevin tem compartilhado seus passos através de seu perfil no Instagram, em que acumula quase 89 mil seguidores. Por lá, não é incomum encontrar internautas alertando que o próximo objetivo, talvez, seja ousado demais.


Isso porque uma travessia do Atlântico em um jet traz riscos. O principal deles é a autonomia limitada, uma vez que mesmo modelos grandes de jet têm um alcance relativamente curto. Neubeck precisaria de múltiplas paradas para reabastecimento — o que não seria possível — ou apoio de outras embarcações.

 

Além disso, fatores como fadiga, exposição total ao clima e condições imprevisíveis do oceano podem complicar a vida do trio, uma vez que, em mar aberto, localizar uma pessoa ou um jet pequeno é muito mais difícil do que localizar uma embarcação maior.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Tohatsu apresenta novo motor 150 hp pela 1ª vez no Brasil e destaca economia do equipamento

    Modelo é destaque da empresa no São Paulo Boat Show 2026 junto à Kamell, representante da marca no país. Opções de diferentes potências estão disponíveis

    Garda: lancha clássica de madeira da Pelicanno combina visual retrô e tecnologia no Boat Show

    Modelo de 23 pés tem casco de fibra, acabamento em madeira e motorização V8 de 350 hp; estaleiro também levou ao salão a Whitehall e peças que resgatam suas origens

    Sea-Doo apresenta jet inspirado em Ayrton Senna no São Paulo Boat Show 2026

    Produção limitada terá 1.991 unidades em referência ao último título mundial do piloto, com cerca de metade destinada ao Brasil

    3º dia de São Paulo Boat Show: veja as fotos de quem passou no Lounge NÁUTICA!

    Espaço é o ponto de encontro de personalidades do setor durante o salão náutico, que segue até 29 de setembro no São Paulo Expo

    Pontoons em alta: Fluvimar atualiza linha com foco em mais conforto e sofisticação

    No São Paulo Boat Show, marca apresenta três embarcações, incluindo o carro-chefe da linha, que recebeu mudanças na área gourmet, no banheiro e nos acabamentos