Garmin recebe prêmios de fabricante e tecnologia do ano

Por: Redação -
26/11/2018

A Garmin Brasil anunciou nesta segunda (26) que foi nomeada Fabricante do Ano pelo quarto ano consecutivo por membros da National Marine Electronics Association (NMEA). Essa honra é dada à empresa mais reconhecida no campo da eletrônica náutica por seu suporte aos produtos em campo, votado pelos membros da NMEA.

A Garmin também recebeu o cobiçado Prêmio de Tecnologia NMEA por seu Panoptix LiveScope™ e quatro Prêmios de Excelência de Produto nas seguintes categorias: telas multifunção (MFD), piloto automático, entretenimento multimedia e aplicativo móvel.  As honras foram anunciadas na Convenção e Exposição NMEA de 2018 realizada em Palm Beach Gardens, Flórida, de 25 a 28 de setembro.

“Estamos extremamente orgulhosos por sermos homenageados pela NMEA por nossa tecnologia líder da indústria, bem como pelo suporte aos nossos produtos a revendedores e clientes no campo,” disse Gabriel Bortoletto, Marine Business Development Manager da Garmin Brasil. “O nosso compromisso de fornecer hardware, software e suporte de primeira classe está mais forte do que nunca, e esses prêmios cobiçados são o resultado dessa dedicação e um verdadeiro testemunho de nossos produtos líderes do setor”.

Um painel de quatro juízes, incluindo dois de mídia e dois técnicos de eletrônicos náuticos certificados NMEA (CMET), avaliaram 16 produtos nominados esse ano antes de premiar o Panoptix LiveSocpe com a exclusiva honra do Prêmio de Tecnologia NMEA. O LiveScope, que também foi recentemente nomeado “Best of Show” na Convenção Internacional de Pesca Esportiva Aliada (ICAST), é o primeiro e único sonar de varredura ao vivo para pesca esportiva que dá aos pescadores imagens com maior resolução e fáceis de interpretar de estrutura, isca, peixes nadando e ao redor do barco.

LiveScope é o primeiro e único sonar de varredura recreativa em tempo real,” disseram os juízes do Prêmio Tecnologia NMEA. “O transdutor tem dois modos—para baixo e para frente. O LiveScope é um Sistema inovador que combina sonar de varredura e sonar ao vivo para fornecer imagens em tempo real fáceis de interpretar da estrutura inferior, iscas e peixes a 60 metros abaixo ou ao redor do barco, mesmo quando a embarcação estiver parada. Quando o barco está em movimento, ela ajusta continuamente os feixes do sonar para compensar o movimento”.

A Garmin também ganhou a categoria MFD pela terceiro ano consecutivo pelo seu GPSMAP® 8624, um chartplotter tudo de um com tela sensível ao toque de 24”, que possui a tela com maior resolução do mercado. O GPSMAP 8624 vem pré-carregado com mapa base mundial e é totalmente compatível com rede para suporte de radar, piloto automático, instrumentos, múltiplas telas, sensores, módulos de sonar remoto, comutação digital, câmeras térmicas e muito mais.

Durante seis anos consecutivos, a Garmin recebeu o primeiro lugar na categoria de piloto automático, esse ano por seu Piloto Automático hidráulico GHP ReactorTM 40 com Smartpump. O GHP Reactor foi o primeiro sistema de piloto automático recreativo da Garmin a utilizar a tecnologia AHRS que possui a facilidade de uso, flexibilidade de instalação e muitos outros recursos que são valiosos para qualquer embarcação.

FUSION®, uma marca Garmin, também recebeu honras consecutivas pelo terceiro ano com uma vitória na categoria de entretenimento multimídia com o sistema de entretenimento náutico Apollo RA770, o primeiro estéreo marítimo touchscreen do mundo com Apple AirPlay® e Wi-Fi integrado.

Finalmente, o ActiveCaptain™ da Garmin foi premiado na categoria de utilitários de aplicativos móveis. ActiveCaptain é um aplicativo móvel gratuito e completo para navegadores que oferece um sistema de gerenciamento de conteúdo contínuo com acesso a cartografia, download automático do software mais recente disponível, serviços conectados e muito mais.

O portfólio da Garmin inclui alguns dos chartplotters mais sofisticados da indústria e telas multifunção sensível ao toque, tecnologia de sonar, radar de alta definição, pilotos automáticos, mapeamento de alta resolução, instrumentação de vela e outros produtos e serviços conhecidos pela inovação, confiabilidade e facilidade de utilização.

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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