IPS da Volvo Penta traz tecnologia da Lexus para o mar


A Toyota Motor Corporation — em colaboração com o estúdio italiano de design de iates, Nuvolari Lenard e com a fabricante de barcos, Marquis Yachts — desenvolveu seu primeiro iate de luxo de 65 pés, o elegante LY 650, que está sendo lançado como carro-chefe com a marca Lexus.
Para promover suas ambições de proporcionar uma experiência insubstituível que estimula os sentidos e excede a expectativa do proprietário, mesmo no mar, a montadora de luxo recorreu à Volvo Penta como um nome confiável na indústria marítima.
O IPS da Volvo Penta é um sistema de propulsão marítima totalmente integrado. Esse sistema torna o LY 650 fácil de dirigir e controlar. Proporcionando uma experiência intuitiva a bordo por meio do controle simples de joystick, a navegação não poderia ser mais fácil. As unidades de propulsão IPS individualmente controladas — pelo joystick — prometem um controle responsivo ao manobrar e atracar. Isso permite que os proprietários naveguem em espaços apertados, realizem manobras complicadas e mantenham excelente estabilidade em todas as condições de mar. Além disso, os recursos a bordo são integrados, do leme aos hélices.
“O IPS da Volvo Penta realmente expressa a habilidade excepcional dos que construíram nosso iate”, explicou Kenichi Nishida, da Lexus. “O design compacto cria mais espaço, e a integração perfeita de seus traços realmente traz a sensação de dirigir um carro para a água. Ele foi realmente projetado para oferecer a melhor experiência de condução”.
O pacote IPS da Volvo Penta promete aceleração rápida e altas velocidades máximas, tornando a experiência de condução um verdadeiro prazer. Contribuindo para o desempenho do iate, estão as unidades D13 duplas nas principais especificações disponíveis, cada uma com uma potência equivalente a 1 350 hp. Além disso, o sistema IPS visa, ainda, eficiência de combustível e uma maior autonomia de cruzeiro, dando aos proprietários a liberdade para explorar.
Os níveis de vibração e ruído são reduzidos — em até 50% — em comparação com a propulsão por motor de centro tradicional graças à eficiência dos hélices duplos com rotação contrária e da suspensão do trem de força. Isso proporciona mais conforto no mar. O conforto também é incrementado pelo layout compacto da instalação do IPS da Volvo Penta, que permite uma sala de máquinas menor e cria espaço extra para a embarcação. Esse design avançado permite acomodar três cabines confortáveis e elegantes.
Com uma rede global de revendedores Volvo Penta, este iate é de fácil manutenção. Portanto, o foco pode estar em desfrutar o mais importante: a experiência nas águas. Este iate de luxo foi apresentado no Fort Lauderdale International Boat Show 2019.
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O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
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Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
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Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
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