Volvo Penta anuncia Sistema IPS Híbrido no São Paulo Boat Show 2026

Solução terá apresentação conceitual ao lado de destaques como o IPS Professional e os Planos de Manutenção da marca. Evento ocorre de 24 a 29 de setembro

20/09/2026
Foto: Volvo Penta / Divulgação

A febre dos sistemas de motorização híbridos está chegando, também, no mercado náutico. Não à toa, um dos destaques da sueca Volvo Penta durante o São Paulo Boat Show 2026 será a apresentação conceitual do IPS Hybrid, solução voltada aos barcos de lazer recém-lançada na Europa e que deve chegar ao Brasil em 2027.

O salão náutico, considerado o maior do setor na América Latina, ocorre de 24 a 29 de setembro, no São Paulo Expo. Para Leandro Barbosa, head de motores marítimos da Volvo Penta, a novidade que será apresentada no evento “permite navegar e ancorar quase em silêncio total, com alto desempenho e baixíssimas emissões.”

Foto: Volvo Penta / Divulgação

A marca explica que o equipamento foi desenvolvido a partir do consagrado Volvo Penta IPS, nas versões com motores de 13 litros – IPS900 a IPS1350 (515 kW – 735 kW), com um sistema composto por motor a combustão e motor elétrico totalmente integrados. Além dos propulsores, a Volvo detalha que a solução combina baterias, gerenciamento de energia e controles em um único sistema, do leme ao hélice.

Essa integração, com todos os componentes projetados e produzidos pela Volvo Penta, reduz a complexidade na instalação e operação desse pacote híbrido– assegura Barbosa

O sistema permite alternar entre os modos elétrico, combustão e híbrido. No modo elétrico, a embarcação navega e atraca silenciosamente, enquanto as baterias também alimentam os equipamentos a bordo sem necessidade de gerador. Todos os recursos são integrados pelo sistema EVC da Volvo Penta, incluindo Joystick Driving, Assisted Docking, Autopilot e Glass Cockpit.

IPS Professional

Outro destaque da marca no São Paulo Boat Show 2026 é o IPS Professional, outra versão do IPS destinada a embarcações de até 180 pés, atendendo a barcos de lazer e comerciais.

Foto: Volvo Penta / Divulgação

Patenteado pela Volvo Penta, o sistema IPS (Inboard Performance System) posiciona os hélices voltados para a frente do barco, o que, segundo a marca, garante maior controle, velocidade e facilidade de uso. Por ser mais compacto, o IPS libera espaço no casco, resultando em mais área de lazer, cabine extra ou plataforma de mergulho.

Foto: Volvo Penta / Divulgação

No São Paulo Boat Show, os visitantes poderão visualizar o funcionamento do IPS Professional por meio de um simulador de realidade aumentada.

Planos de Manutenção

A Volvo ainda aproveitará o salão náutico para reforçar a oferta dos Planos de manutenção para o setor marítimo. Por meio de contrato direto com a marca, os serviços podem ser feitos em qualquer um dos Centros Autorizados Volvo Penta, distribuídos nas principais marinas do território brasileiro.


Barbosa explica que nessa modalidade o cliente pode ter suas manutenções contratadas e planejadas, realizadas por técnicos especializados e treinados pela Volvo Penta, utilizando peças genuínas.

Basta solicitar o atendimento ao Centro Autorizado de preferência para que a manutenção seja realizada com a qualidade e o suporte esperados– assegura Leandro Barbosa

No estande da Volvo Penta no São Paulo Boat Show haverá um simulador interativo do Plano de Manutenção, em que será possível calcular o investimento e receber uma proposta com valor para manter as revisões em dia, com respaldo da marca.

São Paulo Boat Show 2026

O maior salão náutico da América Latina leva seus visitantes para uma verdadeira imersão no universo das águas. Mais de 170 embarcações, incluindo botes, lanchas e jets, tomam conta do pavilhão do São Paulo Expo e podem ser vistas de perto.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

O público ainda encontra uma ampla variedade de equipamentos, motores, acessórios e serviços náuticos das principais marcas do mercado. Veículos off-road, projetos inovadores e atrações para toda família, como o NÁUTICA Talks, complementam o evento, que traz ainda o Espaço dos Desejos, área de luxo que expõe carros esportivos, helicópteros, relógios de alto padrão e até obras de arte.


Desconto para leitores NÁUTICA

Você sabia que leitores NÁUTICA têm vantagem na hora de comprar ingresso para o São Paulo Boat Show? Para isso, basta inserir o código promocional NAUTICA30 na hora de selecionar as entradas e, assim, garantir 30% de desconto no valor. Os ingressos estão disponíveis no site oficial da Sympla.

Anote aí!

SÃO PAULO BOAT SHOW 2026

Quando: de 24 a 29 de setembro de 2026
Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP)
Horário: das 13h às 22h; no primeiro dia, abertura às 15h; no último dia, encerramento às 21h
Mais informações: no site do evento
Ingressos: site oficial de vendas

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Conesul e Vale do Ivinhema: o novo horizonte do turismo náutico brasileiro

    Com planejamento e cooperação regional, rios do Mato Grosso do Sul abrem caminho para novos destinos náuticos e oportunidades de desenvolvimento sustentável

    Contagem regressiva! Salvador Boat Show chega à 3ª edição

    Maior evento náutico da Bahia movimenta a Baía de Todos-os-Santos dos dias 5 a 8 de novembro; Saiba o que esperar do salão

    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

    Formando novas gerações: Mubadala Brazil SailGP Team treina jovens mulheres para o futuro da vela

    Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!

    Pirelli 44 Ducati Edition: nova lancha de alta performance tem DNA de MotoGP

    Projeto lançado em Cannes promete casco esportivo, 1.500 hp de potência e fabricação limitada a 26 unidades