O que fazer ao navegar durante um temporal? Veja


Ondas gigantes? Mar agitado? Raios por todos os lados? Veja o que fazer quando, de repente, o céu vira um inferno.
O céu está azul. O mar acena tranquilo e convidativo. Você, então, parte para navegar, despreocupado. Em poucos minutos a terra fica para trás. Mas, de repente, tudo muda. O mar fica alto, com ondas salientes. O céu oscila entre o cinza-chumbo e o preto; o prazer virou medo; a brisa, vendaval.
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A cena é de provocar arrepios. E agora? O que fazer? o melhor, é claro, seria ter evitado tudo isso, buscando informações meteorológicas bem antes de zarpar. Mas, como agora não adianta mais lamentar, é preciso ter calma mas agir rápido! Fazendo o quê? É o que você vai ver.
Numa tormenta, é melhor navegar a favor do vento e das ondas. Mas em mar muito agitado, deve-se fazer o contrário: ir contra as ondas, em ângulos de 30 a 45 graus.
O que fazer?
Se o seu barco for pequeno:
Uma estrutura frágil e de pequeno porte, como uma lancha de 16 pés, não poderá enfrenta o alto mar agitado. Nesse caso, reza a prudência levá-lo de volta à costa, ainda que correndo riscos de danificá-lo ou encalhá-lo na areia.
Se o seu barco for grande:
Um barco de porte grande deve fazer exatamente o contrário e ficar bem longe da costa. Ocorre que o mau tempo diminui a visibilidade, dificulta o comando das embarcações maiores, e mesmo para navegadores experientes, há o perigo de acidentes nas pedras.
Se o barco adernar demais?
Coloque a bochecha da embarcação (a curvatura do bordo na proximidade da proa) num ângulo de cerca de 45 graus em relação às ondas, porque tal manobra diminui o impacto e ainda cria uma zona calma a barlavento.
Se as ondas forem grandes?
Navegue num ângulo de 45 a 60 graus, tomando cuidado para não embicar. Se tiver de navegar contra elas, a tática é subir e descer em baixa velocidade. ou seja, as ondas vão passar e você permanecerá praticamente no mesmo lugar. Caso contrário, o casco pode não aguentar o tranco ou o motor pode pifar.
Se o barco for um veleiro?
Rize as velas, ou seja, diminua a área velica em ação. Feito isso, decida se vai enfrentar o mar ou optar por um recuo estratégico. Se você não tiver nenhum compromisso inadiável, volte rápido.
Se não der para ver nada?
Antes que a visibilidade piore por completo, defina a sua posição, pois, em más condições de tempo, a navegação poderá ter de ser feita somente pelo GPS e bússola. Por isso, é fundamental uma carta náutica da região, ou, ao menos, conhecê-la muito bem.
Se o mar estiver muito agitado?
No caso dos barcos cabinados, só devem ficar do lado de fora as pessoas indispensáveis ao seu comando — e, assim mesmo, equipadas com coletes salva-vidas e, eventualmente, até cintos de segurança. Não existe perigo maior do que cair no mar durante uma tempestade.
Se estiverem caindo raios?
Alguns barcos possuem para-raios, o que diminui bastante a possibilidade de algum acidente. Porém, durante a tempestade, evite tocar em metais.

O que convém ter no barco?
Tão importante quanto checar o próprio equipamento, é conhecê-lo bem. Portanto, antes de sair para um fim de semana no mar, verifique e teste o estado de todos os instrumentos e objetos a bordo. Comece conferindo os instrumentos de navegação e lembrando sempre que os imprescindíveis são a bússola, o termômetro e o barômetro. Inclua também nos itens básicos um GPS e um rádio ligado nas frequências internacionais de socorro e que funcione mesmo molhado — e isto além dos usuais rádios VHF e HFSSB, com baterias independentes.
Num veleiro, um mastro quebrado pode furar o casco e provocar o naufrágio. Por isso, é necessário ter a bordo pelo menos um alicate especial de corte, com capacidade para partir o maior cabo do barco, caso o mastro quebre. Também não esqueça de levar um conjunto de velas de tempestade (storm jib e trysail), âncora flutuante, leme sobressalente e um refletor de radar.
Já fogos pirotécnicos, coletes salva-vidas, boias circulares e caixa completa de primeiros socorros são obrigatórios e realmente indispensáveis. Convém, porém, ainda levar no barco uma balsa auto inflável, com seu respectivo equipamento de emergência.
Leve também galões de água, mas nunca totalmente cheios, porque assim eles simplesmente afundariam no caso de uma queda na água. Por último, leve roupas quentes. Molhado, todo mundo sente frio.
Previna-se: Assim como o colete salva-vidas, é quase obrigatório ter no seu barco fogos pirotécnicos, boias circulares e uma caixa completa de primeiros socorros.
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Isto ou aquilo?
Algumas boas respostas para dúvidas que podem ser fatais:
Ir contra ou favor do vento?
Em 90% dos casos, navegar a favor das ondas e dos ventos é a melhor opção. Só se o mar ficar muito agitado é que navegar a favor pode ser pior, já que receber as ondas pela popa pode deixá-lo incontrolável. Neste caso, deve-se navegar contra as ondas, mas com ângulos de 30 a 45 graus em relação a elas. Mas tome muito cuidado para o barco não embicar.
Ficar no barco ou abandoná-lo?
Jamais saia do barco — só mesmo se ele estiver afundando! O exemplo da famosa Admiral’s Cup de 1979 ainda permanece como uma grande lição. um furacão varreu a regata e muitos competidores optaram por abandonar seus veleiros. Passada a tempestade, havia mortos, mas a maioria dos barcos estava intacta, como se nada tivesse acontecido.
Ir rápido ou devagar?
No caso de uma lancha, vá devagar. Se for rápido demais, você poderá embicar e encher o barco de água. Já num veleiro, a velocidade não altera muito. Apesar do vento ser normalmente mais forte, as velas estão rizadas, tornando a área velica — e, consequentemente, a velocidade — menores.

Ancorar ou avançar?
Avançar dará maior controle da situação, pois pode-se negociar o melhor rumo e velocidade para passar as ondas. Já quem ficar parado só tomará na cabeça.
Deixar o motor ligado ou desligá-lo?
Ligado, sempre! No caso de um veleiro, o motor ligado pode ser útil para auxiliar as velas quando for obrigado a navegar no contravento. Mesmo se o barco estiver ancorado, o motor poderá ser útil para compensar a intensidade do vento e das ondas na âncora.
Ir para perto da costa ou para alto-mar?
Se o seu barco for pequeno, ele não poderá seguir para o alto-mar. Portanto, leve-o de volta à costa e procure águas mais abrigadas. Já com um barco grande, é obrigatório afastá-lo da costa, porque quanto mais perto mais perigoso.
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É um barco que traz muitas referências internacionais, principalmente no acabamento, que é extremamente fino e difícil de encontrar em embarcações nacionais. Também temos muita tecnologia embarcada, com uma interface própria da Tank Boats - destacou Fábio Bisolatto, fundador da Tank Boats[caption id="attachment_210486" align="alignnone" width="920"]




Barco conta com ‘caixa-preta’
De acordo com Victor Tadano, um dos sócios da Tank Boats, a empresa desenvolveu uma interface própria para centralizar informações que normalmente ficam espalhadas entre diferentes equipamentos e telas da embarcação. A T36 exposta possui sete telas, mas a proposta do sistema é permitir que as informações consideradas essenciais sejam acompanhadas de maneira centralizada. [caption id="attachment_210484" align="alignnone" width="920"]

Temos muita tecnologia e muitas telas no barco, mas não adianta ter sete telas e não conseguir acompanhar todas. Por isso, é importante ter, em pelo menos uma delas, as informações essenciais da embarcação. Não é apenas uma tela: é um sistema que armazena os dados, como uma espécie de caixa-preta que trouxemos para dentro do barco para ajudar no gerenciamento - afirmou Tadano[caption id="attachment_210483" align="alignnone" width="920"]


Manual de instruções
Fábio Bisolatto e Victor Tadano explicaram que o proprietário receberá, junto com a embarcação, um manual de instruções, projeto elétrico e projeto hidráulico, além das especificações e códigos dos componentes utilizados. Segundo eles, os itens empregados durante a fabricação são rastreados para facilitar futuras manutenções e substituições. A empresa também afirma possuir um documento de ensaios de 51 páginas, com os testes realizados durante a fabricação e a entrega da embarcação. [caption id="attachment_210480" align="alignnone" width="920"]



Fundo de investimentos
O estaleiro foi aberto em abril de 2026. Os sócios afirmam que a marca conta com o respaldo de um fundo de investimento e que os recursos previstos permitem sustentar a operação pelos próximos três anos durante a ampliação da linha de produtos, independentemente das vendas. [caption id="attachment_210478" align="alignnone" width="920"]

Estreia no São Paulo Boat Show
O São Paulo Boat Show foi palco da estreia oficial da Tank Boats diante do público, e a empresa montou um estande de aproximadamente 370 m² para apresentar a marca. Para Inara, a recepção superou as expectativas e a Tank Boats já havia fechado vendas antes mesmo da metade do evento. [caption id="attachment_210481" align="alignnone" width="920"]

Próximos lançamentos
Os executivos revelaram que a engenharia da Tank Boats já trabalha em dois novos lançamentos, embora não tenham divulgado modelos, tamanhos ou datas específicas. A intenção é ampliar a linha nos próximos anos e consolidar a empresa no segmento de center consoles.São Paulo Boat Show 2026
O maior salão náutico da América Latina leva seus visitantes para uma verdadeira imersão no universo das águas. Mais de 170 embarcações, passando por botes, lanchas e jets, tomam conta do pavilhão do São Paulo Expo e podem ser vistas de perto. [caption id="attachment_207151" align="alignnone" width="920"]

Anote aí!
SÃO PAULO BOAT SHOW 2026 Quando: de 24 a 29 de setembro de 2026 Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP) Horário: das 13h às 22h; no primeiro dia, abertura às 15h; no último dia, encerramento às 21h Mais informações: no site do evento Ingressos: site oficial de vendasNovo modelo chegará em 2027 para preencher espaço entre as embarcações de 29 e 38 pés
Marca também exibe o Avator 7.5e em tanque de demonstração e um 150 FourStroke cortado ao meio; evento segue até dia 29




