“100 dias” retrata famosa saga de Amyr Klink a remo e instiga impulso para tirar sonhos do papel
Saiba as primeiras impressões do filme dirigido por Carlos Saldanha que estreia nos cinemas em 29 de outubro


Que a decisão de atravessar o Oceano Atlântico Sul a remo em plena década de 1980 foi ousada, já é fato. Não à toa, a saga de Amyr Klink se tornou histórica antes mesmo de ele concluir a viagem de volta à Salvador. Agora, 42 anos depois desse feito, a aventura promete reemocionar os brasileiros em forma de filme.
Planejamento, coragem e humildade: veja lições de Amyr Klink
Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar
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“100 dias” estreia nos cinemas em 29 de outubro e retrata a primeira grande saga desse aventureiro que hoje tem seu nome cravado na história dos entusiastas da náutica. A Revista Náutica esteve em exibição especial para a imprensa e elenca aqui as impressões do filme em primeira mão.
Com direção de Carlos Saldanha, “100 dias” tem um elenco que se resume a cinco personagens além do protagonista. No longa, Filipe Bragança interpreta Amyr Klink; Philippine Leroy-Beaulieu revive Asa Klink (mãe de Amyr); João Vitor Silva é Tymur Klink (irmão de Amyr); Felipe Camargo assume o papel de Jamil Klink (pai de Amyr); Duda Mamberti interpreta o engenheiro Fúria; e Martha Nowill recria a nutricionista Flora.


Enredos paralelos
O filme retrata os desafios enfrentados para tirar do papel o sonho de atravessar o Oceano Atlântico a remo. Para isso, foi preciso desenvolver uma embarcação do zero, dietas específicas e uma rota estratégica. Afinal, Amyr sabia que quem havia tentado desafios parecidos não sobreviveu para compartilhar conhecimentos.
Com poucos recursos, o entusiasta precisou contar com a ajuda de profissionais que abraçaram sua causa sem cobrar pelos serviços. O engenheiro Fúria foi um deles, que apesar de eventuais atritos, manteve o compromisso com Amyr e o ajudou a desenhar o IAT, um barco feito para descapotar bem em alto-mar — porque não capotar não era uma possibilidade.


Outro desafio surgiu na alimentação para o período de 100 dias, porque tão necessário quanto se nutrir era não levar estoque de água doce exclusivo para cozinhar. Foi a nutricionista Flora, também de bom grado, que entregou a Amyr uma dieta não apenas desidratada, mas dessalgada, que pudesse ser preparada com a própria água do mar.
O enredo do filme “100 dias”, porém, não se limita aos desafios práticos enfrentados por Amyr: a trama também mostra obstáculos familiares, especialmente entre o protagonista e seu pai, Jamil Klink.


O filme segue um paralelismo entre enredos, que cruzam informações em pontos estratégicos e revelam novos detalhes que complementam contextos para o público.
Métodos, regras e força de vontade
O novo longa-metragem dirigido por Carlos Saldanha explicita a importância de criar métodos e seguir regras para atingir objetivos. Isso aparece bastante na rotina de Amyr Klink a bordo do IAT durante os 100 dias de travessia.


Foi preciso estabelecer cronogramas e objetivos bem desenhados para traçar novos pontos no mapa e analisar a evolução diária. Afinal, Amyr só podia depender dele mesmo para concluir o plano e era preciso seguir o plano a risca para concluí-lo.
Felizes coincidências e desafios importantes
Além da importância de ser metódico e ter força de vontade, a trama também revela felizes coincidências e desafios importantes que cruzaram o caminho de Amyr Klink.
Entre essas cenas se destacam o primeiro contato com o comandante Aires via rádio, uma conexão profunda com uma baleia através do olhar, uma grave lesão no pé e a tensão para remover cracas do barco durante a travessia.
Rotinas diárias
O filme “100 dias” enfatiza também a rotina compartilhada entre Amyr e a família dele, especialmente sua mãe e irmão, durante o período de travessia a remo. Entre vitórias, desafios e desvios de rota, os familiares mantinham uma rotina específica de contato pelo rádio, para atualizar a condição de saúde do Amyr e sua posição no globo.


No fim, os 116 minutos do filme não apenas revivem a adrenalina de Amyr Klink nos 100 dias a remo no Atlântico Sul. Eles também reforçam uma das principais mensagens propagadas pelo entusiasta, de que para cumprir qualquer desafio, basta começar. Uma verdadeira pílula de incentivo para tirar os sonhos do papel.
“100 dias” foi produzido pela Ventre Studio, com coprodução da Buena Vista International, Boipeba Filmes, Trema Filmes, O2 Post e Total Post. A distribuição é da Buena Vista International, selo da The Walt Disney Company. Assista nos cinemas a partir de 29 de outubro de 2026.
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