“100 dias” retrata famosa saga de Amyr Klink a remo e instiga impulso para tirar sonhos do papel

Saiba as primeiras impressões do filme dirigido por Carlos Saldanha que estreia nos cinemas em 29 de outubro

Por: Nicole Leslie -
29/09/2026
100 Dias - Filipe Bragança como Amyr Klink. Foto: Fabio Braga / Pivô Audiovisual

Que a decisão de atravessar o Oceano Atlântico Sul a remo em plena década de 1980 foi ousada, já é fato. Não à toa, a saga de Amyr Klink se tornou histórica antes mesmo de ele concluir a viagem de volta à Salvador. Agora, 42 anos depois desse feito, a aventura promete reemocionar os brasileiros em forma de filme.

“100 dias” estreia nos cinemas em 29 de outubro e retrata a primeira grande saga desse aventureiro que hoje tem seu nome cravado na história dos entusiastas da náutica. A Revista Náutica esteve em exibição especial para a imprensa e elenca aqui as impressões do filme em primeira mão.

 

Com direção de Carlos Saldanha, “100 dias” tem um elenco que se resume a cinco personagens além do protagonista. No longa, Filipe Bragança interpreta Amyr Klink; Philippine Leroy-Beaulieu revive Asa Klink (mãe de Amyr); João Vitor Silva é Tymur Klink (irmão de Amyr); Felipe Camargo assume o papel de Jamil Klink (pai de Amyr); Duda Mamberti interpreta o engenheiro Fúria; e Martha Nowill recria a nutricionista Flora.

Carlos Saldanha e Amyr Klink. Foto: Divulgação

Enredos paralelos

O filme retrata os desafios enfrentados para tirar do papel o sonho de atravessar o Oceano Atlântico a remo. Para isso, foi preciso desenvolver uma embarcação do zero, dietas específicas e uma rota estratégica. Afinal, Amyr sabia que quem havia tentado desafios parecidos não sobreviveu para compartilhar conhecimentos.

 

Com poucos recursos, o entusiasta precisou contar com a ajuda de profissionais que abraçaram sua causa sem cobrar pelos serviços. O engenheiro Fúria foi um deles, que apesar de eventuais atritos, manteve o compromisso com Amyr e o ajudou a desenhar o IAT, um barco feito para descapotar bem em alto-mar — porque não capotar não era uma possibilidade.

Amyr Klink e Filipe Bragança como Amyr Klink. Fotos: Laura Falzoni / Divulgação e Fabio Braga / Pivô Audiovisual

Outro desafio surgiu na alimentação para o período de 100 dias, porque tão necessário quanto se nutrir era não levar estoque de água doce exclusivo para cozinhar. Foi a nutricionista Flora, também de bom grado, que entregou a Amyr uma dieta não apenas desidratada, mas dessalgada, que pudesse ser preparada com a própria água do mar.

 

O enredo do filme “100 dias”, porém, não se limita aos desafios práticos enfrentados por Amyr: a trama também mostra obstáculos familiares, especialmente entre o protagonista e seu pai, Jamil Klink.

Amyr e Jamil Klink em “100 dias”. Foto: Fabio Braga / Pivô Audiovisual

O filme segue um paralelismo entre enredos, que cruzam informações em pontos estratégicos e revelam novos detalhes que complementam contextos para o público.

Métodos, regras e força de vontade

O novo longa-metragem dirigido por Carlos Saldanha explicita a importância de criar métodos e seguir regras para atingir objetivos. Isso aparece bastante na rotina de Amyr Klink a bordo do IAT durante os 100 dias de travessia.

Amyr Klink na chegada à Salvador após a travessia de 100 dias no mar. Foto: Divulgação

Foi preciso estabelecer cronogramas e objetivos bem desenhados para traçar novos pontos no mapa e analisar a evolução diária. Afinal, Amyr só podia depender dele mesmo para concluir o plano e era preciso seguir o plano a risca para concluí-lo.

Felizes coincidências e desafios importantes

Além da importância de ser metódico e ter força de vontade, a trama também revela felizes coincidências e desafios importantes que cruzaram o caminho de Amyr Klink.


Entre essas cenas se destacam o primeiro contato com o comandante Aires via rádio, uma conexão profunda com uma baleia através do olhar, uma grave lesão no pé e a tensão para remover cracas do barco durante a travessia.

Rotinas diárias

O filme “100 dias” enfatiza também a rotina compartilhada entre Amyr e a família dele, especialmente sua mãe e irmão, durante o período de travessia a remo. Entre vitórias, desafios e desvios de rota, os familiares mantinham uma rotina específica de contato pelo rádio, para atualizar a condição de saúde do Amyr e sua posição no globo.

Philippine Leroy-Beaulieu interpretou Asa Klink, mãe de Amyr. Foto: Fábio Braga / Pivô Audiovisual

No fim, os 116 minutos do filme não apenas revivem a adrenalina de Amyr Klink nos 100 dias a remo no Atlântico Sul. Eles também reforçam uma das principais mensagens propagadas pelo entusiasta, de que para cumprir qualquer desafio, basta começar. Uma verdadeira pílula de incentivo para tirar os sonhos do papel.

 

“100 dias” foi produzido pela Ventre Studio, com coprodução da Buena Vista International, Boipeba Filmes, Trema Filmes, O2 Post e Total Post. A distribuição é da Buena Vista International, selo da The Walt Disney Company. Assista nos cinemas a partir de 29 de outubro de 2026.

 

Clipe oficial:

 

 

‘100 dias’: imagens relacionadas

Amyr Klink e Filipe Bragança. Foto: Fabio Braga / Pivô Audiovisual
Filipe Bragança e Philippine Leroy-Beaulieu. Foto: Fábio Braga / Pivô Audiovisual
Amyr Klink e Filipe Bragança. Foto: Divulgação
Asa Klink e Amyr Klink. Foto: Agliberto Lima
Amyr Klink. Foto: Divulgação
Amyr Klink e Filipe Bragança. Foto: Divulgação
Amyr Klink e Filipe Bragança. Foto: Divulgação
Carlos Saldanha, diretor de ‘100 dias’. Foto: Fábio Braga / Pivô Audiovisual

 

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    O São Paulo Boat Show 2026 foi a estreia oficial da Tank Boats. O estaleiro levou para o salão seu primeiro modelo, a T36, uma lancha de 36 pés que combina conforto e desempenho.

    Recém-chegada ao mercado, a Tank Boats foi inaugurada em abril, e escolheu o evento para o lançamento de sua embarcação primogênita, do tipo center console, com referências internacionais.
    É um barco que traz muitas referências internacionais, principalmente no acabamento, que é extremamente fino e difícil de encontrar em embarcações nacionais. Também temos muita tecnologia embarcada, com uma interface própria da Tank Boats - destacou Fábio Bisolatto, fundador da Tank Boats
    [caption id="attachment_210486" align="alignnone" width="920"] Fábio Bisolatto. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption] Segundo Inara Bisolatto, gerente de marketing da marca, a T36 pode ser configurada tanto para pescadores quanto para quem busca passeios, lazer e uso familiar.   A lancha  tem casco construído por infusão a vácuo, motorização de popa e uma cabine considerada pelo estaleiro uma das maiores da categoria. Na unidade exposta no salão, a motorização é composta por três motores Mercury de 425 hp, totalizando 1.275 hp. [caption id="attachment_210485" align="alignnone" width="920"] Motores da T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption]

    Barco conta com ‘caixa-preta’

    De acordo com Victor Tadano, um dos sócios da Tank Boats, a empresa desenvolveu uma interface própria para centralizar informações que normalmente ficam espalhadas entre diferentes equipamentos e telas da embarcação.   A T36 exposta possui sete telas, mas a proposta do sistema é permitir que as informações consideradas essenciais sejam acompanhadas de maneira centralizada. [caption id="attachment_210484" align="alignnone" width="920"] Center console da T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption] O executivo ainda destacou que o software armazena dados sobre o funcionamento da embarcação e acompanha parâmetros dos sistemas ao longo do tempo. Assim, a partir desses registros, é possível identificar desvios em relação ao padrão de funcionamento e indicar possíveis problemas.   Alterações de rotação, temperatura ou consumo do motor podem gerar alertas antes que uma falha efetivamente aconteça.
    Temos muita tecnologia e muitas telas no barco, mas não adianta ter sete telas e não conseguir acompanhar todas. Por isso, é importante ter, em pelo menos uma delas, as informações essenciais da embarcação. Não é apenas uma tela: é um sistema que armazena os dados, como uma espécie de caixa-preta que trouxemos para dentro do barco para ajudar no gerenciamento - afirmou Tadano
    [caption id="attachment_210483" align="alignnone" width="920"] T 36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption]

    Manual de instruções

    Fábio Bisolatto e Victor Tadano explicaram que o proprietário receberá, junto com a embarcação, um manual de instruções, projeto elétrico e projeto hidráulico, além das especificações e códigos dos componentes utilizados.   Segundo eles, os itens empregados durante a fabricação são rastreados para facilitar futuras manutenções e substituições.   A empresa também afirma possuir um documento de ensaios de 51 páginas, com os testes realizados durante a fabricação e a entrega da embarcação. [caption id="attachment_210480" align="alignnone" width="920"] T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_210479" align="alignnone" width="920"] Canine da T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption]

    Fundo de investimentos

    O estaleiro foi aberto em abril de 2026. Os sócios afirmam que a marca conta com o respaldo de um fundo de investimento e que os recursos previstos permitem sustentar a operação pelos próximos três anos durante a ampliação da linha de produtos, independentemente das vendas. [caption id="attachment_210478" align="alignnone" width="920"] Center console da T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption]

    Estreia no São Paulo Boat Show

    O São Paulo Boat Show foi palco da estreia oficial da Tank Boats diante do público, e a empresa montou um estande de aproximadamente 370 m² para apresentar a marca.   Para Inara, a recepção superou as expectativas e a Tank Boats já havia fechado vendas antes mesmo da metade do evento. [caption id="attachment_210481" align="alignnone" width="920"] T36. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

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