Volvo Penta lança o primeiro sistema de atracação assistida totalmente integrado da indústria

Por: Redação -
11/01/2021

A Volvo Penta anunciou a disponibilidade comercial do primeiro sistema de ancoragem assistida totalmente integrado da indústria no cenário da Consumer Electronics Show (CES). O sistema de ancoragem assistida dá ao capitão melhor controle ao atracar um barco, automatizando suas intenções, compensando algumas variáveis ​​dinâmicas, como vento e corrente, e ajudando a embarcação a permanecer no curso pretendido. A tecnologia estará em exibição no estande virtual da Volvo Penta na CES, de 11 a 14 de janeiro de 2021.

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A atracação pode ser um dos aspectos mais estressantes e desafiadores da navegação – mesmo para capitães experientes. As consequências de errar quando você está atracando um barco são caras, na melhor das hipóteses – e quando o tempo está bom. Adicione marinas lotadas, ventos e correntes fortes e o resultado pode ser problemático e até bastante perigoso. Ao contrário de um carro, um barco nunca fica parado sem que sejam necessárias algumas manobras. E mover-se em linha reta, em uma vaga estreita em tempo ruim é muito mais difícil do que dirigir o volante de um carro. Mas a Volvo Penta agora levou sua tecnologia e soluções fáceis de navegação para o próximo nível em seus esforços contínuos para tornar a atracação menos estressante.

O sistema Assisted Docking integra uma camada de software desenvolvida internamente com o Sistema de Posicionamento Dinâmico baseado em GPS da empresa e Sistemas de Desempenho Inboard (IPS) proprietários para um pacote completo incluindo HMI (interface homem-máquina) no leme, eletrônicos através do motor, propulsão sistemas e sensores e poder de processamento de navegação avançado para uma experiência de navegação muito mais fácil, mesmo em condições difíceis.

“Quando lançamos nossa tecnologia de joystick em 2006, a funcionalidade de manobra e controle que ela trouxe para a navegação de lazer sacudiu a indústria naval – entregar inovação revolucionária está em nosso DNA”, explica Anders Thorin, Gerente de Produtos Eletrônicos da Volvo Penta. “Do nosso sistema de Controle Eletrônico de Embarcação (EVC), que conecta e gerencia as comunicações internas entre o motor e a linha de transmissão, joystick e tela de exibição para que o motorista possa controlar tudo, desde o joystick – ao nosso Sistema de Posicionamento Dinâmico (DPS), que mantém automaticamente o rumo e a posição de um barco, mesmo em condições difíceis – até hoje, com o lançamento do sistema de ancoragem assistida, damos o próximo passo na navegação fácil e continuamos nossa ambição de longa data de tornar a ancoragem de um barco mais fácil para uma experiência de navegação mais agradável”.

Como atracar um barco com o sistema de docagem assistida da Volvo Penta

O sistema consiste no joystick que controla a direção e na antena do Sistema de Posicionamento Dinâmico baseado em GPS para saber a posição e o rumo exatos. O capitão manobra a embarcação com o joystick – informando assim o sistema em que direção ele deve seguir e em que velocidade. Se você mover o joystick para frente, o sistema traça um caminho direto do barco e o barco começa a seguir uma linha reta com a velocidade indicada. O sistema de ancoragem do barco também leva em consideração certas forças externas (ou seja, vento, correnteza) e o sistema EVC – atualizado com software desenvolvido internamente – compensa para garantir que o barco siga as intenções do capitão. Ele faz isso calculando os ângulos de propulsão e o empuxo e, em seguida, atua na deriva e move o barco de volta ao curso pretendido.

As principais características do sistema de ancoragem de barcos são: movimentação em linha reta sem compensação manual, parada, funcionalidade de manobra lenta, rotação em torno de um ponto fixo, micro reposicionamento e alinhamento e impulso lateral para ancoragem lateral.

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É um feito técnico dar ao motorista uma experiência de navegação mais fácil com direção e controle mais precisos. O capitão ainda é necessário no leme, mas o sistema de docagem assistida da Volvo Penta está constantemente compensando a entrada do motor e a saída do motor e da direção para ajudar a garantir que o barco se mova conforme ele ou ela pretende. Tudo foi projetado para funcionar em conjunto. É a interação homem-máquina no seu melhor.

“O acoplamento assistido é um híbrido entre o acoplamento automatizado e o acoplamento manual”, afirma Ida Sparrefors, diretora de soluções autônomas e novos modelos de negócios da Volvo Penta. “Embora, de certa forma, fosse mais fácil implementar a automação total, a beleza desse sistema é que ele dá ao capitão um controle aprimorado. Com nossa equipe de especialistas – de desenvolvedores de software a drivers de teste – fizemos com que ele se comportasse intuitivamente em todas as situações, para que todos se sentissem como um capitão experiente”.

Upgrades facilitados

A filosofia ‘Easy Boating’ da Volvo Penta é tornar a navegação mais simples, agradável e acessível a mais pessoas. O sistema de ancoragem assistida estará disponível na primavera de 2021 para instalação em novos modelos de barco, como uma opção atualizável para iates a motor equipados com Volvo Penta IPS de 35 pés a 120 pés de comprimento e como um retrofit – que exigirá uma atualização de software e uma nova antena – para barcos existentes com motor Volvo Penta IPS. O sistema de ancoragem assistida será vendido diretamente aos fabricantes de equipamentos originais.

“Nosso objetivo é há muito tempo tornar as coisas mais fáceis para nossos clientes existentes e atrair mais pessoas para aproveitar a experiência de navegação”, diz Thorin. “Os clientes atuais da Volvo Penta poderão desfrutar do sistema de ancoragem assistida com uma atualização relativamente simples, que pode ser realizada por um distribuidor local. Para aqueles que são novos na navegação, será o primeiro passo para o mundo da navegação moderna e, esperamos, a primeira de muitas novas aventuras que virão”.

P&D interno

Em 2018, a empresa revelou seu protótipo de iate self-docking por meio de um evento de demonstração ao vivo na Volvo Ocean Race em Gotemburgo, Suécia. Desde então, a Volvo Penta tem trabalhado incansavelmente reunindo informações dos principais interessados ​​e clientes, evoluindo e testando o conceito com sua equipe de pesquisa e desenvolvimento para entregar um produto que atenderia melhor às necessidades tanto do navegador experiente quanto daqueles novos no passatempo. Isso levou ao desenvolvimento da doca assistida, a próxima etapa na navegação moderna e fácil.

“Estamos realmente em uma posição única na Volvo Penta”, explica Thorin. “A maioria dos especialistas em P&D de tecnologia requer apenas contribuições externas, mas temos uma equipe interna de desenvolvedores de software. Eles conhecem os produtos – na verdade, eles ajudaram a projetar o DPS e muito mais – eles sabem o que os velejadores querem e como integrar o software para fornecer a experiência perfeita”.

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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