Formando novas gerações: Mubadala Brazil SailGP Team treina jovens mulheres para o futuro da vela
Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa


“Espero que, em alguns anos, já seja natural uma mulher dirigir um barco“. A fala da bicampeã olímpica e atual estrategista do Mubadala Brazil, Kahena Kunze, reflete o objetivo do Driving Change. A iniciativa do time brasileiro no SailGP treina jovens mulheres para o futuro do esporte ser mais feminino.
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Em sua 3ª edição, o Driving Change reúne sete jovens velejadoras em uma jornada de 56 horas de formação, entre mentorias com integrantes da equipe profissional e treinamentos intensivos de foil no Rio de Janeiro.
3ª edição do Driving Change
Na primeira fase do programa, os mentores foram especialistas do Mubadala Brazil que compartilharam conhecimentos, técnicas e mindset de alta performance às jovens velejadoras. Os mentores foram Mateus Isaac (grinder, campeão mundial e atleta olímpico), Rasmus Köstner (flight controller), Richard Mason (head coach) e Mariana Britto (diretora de Comunicação, Marketing e Impacto).


Já na segunda fase, que acontecerá de 12 a 16 de outubro, as jovens terão treinamento intensivo, com preparação física, aprofundamento na mecânica do hydrofoil, protocolos de segurança, treinos de equilíbrio com tow-in, prática de Wing Foil focada em tempo de voo e sessões diárias de análise de vídeo e desempenho.
As alunas dessa edição são Catarina Glashester, Duda Serrão, Chiara Lopes Nogueira, Valentina Ruiz Vianna, Maria Clara Theobald Araújo, Sam Clarkson Watson e Sophia Osthoff.


Ao final da iniciativa, as atletas que se destacarem poderão ser direcionadas a programas de desenvolvimento de longo prazo, podendo dar continuidade à carreira na vela para além da clínica do Mubadala Brazil SailGP Team.
Além do objetivo de trabalhar por um futuro com mais mulheres na vela, a iniciativa compactua com a frente Better Sport do SailGP, que avalia iniciativas voltadas à inclusão, igualdade e desenvolvimento do esporte. Também há a Better Planet, dedicada a temas como saúde dos oceanos e energia limpa.


De aluna à atleta
A história do Driving Change começou em 2025, com a 1ª clínica que reuniu seis velejadoras. Entre elas estava Marina Arndt, que passou a integrar a equipe do Mubadala Brazil. A esportista destaca a importância de iniciativas como essa para a mudança no cenário esportivo da vela.


Acho muito valioso existir esse olhar para o futuro, criando oportunidades para que outras meninas também possam se aproximar do SailGP e da vela de alta performance e enxergar novas possibilidades no esporte-disse Marina Arndt
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Mubadala Brazil no SailGP 2026
A presença feminina na vela é realidade no Mubadala Brazil desde o início da equipe, que já estreou com Martine Grael como capitã — a primeira equipe a contar com uma mulher nessa posição. Após uma trajetória de desafios e superações, a bicampeã olímpica optou por não concluir a temporada de 2026 com a equipe brasileira.


Pouco depois desse anúncio, outra atleta brasileira integrou a equipe na competição: a também bicampeã olímpica Kahena Kunze, que deixou a equipe dinamarquesa para retornar ao time brasileiro como Strategist nas etapas finais.


O Mubadala Brazil ocupa atualmente a 13ª colocação da temporada do SailGP, com 8 pontos acumulados. Na 11ª etapa do circuito, disputada em Genebra, na Suíça, o time estreou sua nova formação e alcançou dois resultados de destaque em regatas de grupo: um 2º lugar e um 3º lugar.
O resultado trouxe 1 ponto na etapa e serviu como início do processo de adaptação e entrosamento da tripulação para a reta final do campeonato, que terá mais duas etapas: em Dubai e em Abu Dhabi.
Mais do que buscar resultados na água, o Mubadala Brazil SailGP Team prova, com sua equipe e iniciativas sociais, que investir na equidade de gênero e no desenvolvimento de talentos femininos no esporte é uma forma de construir um futuro em que ver mulheres liderando equipes seja cada vez mais comum.
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