Robert Scheidt decide até fevereiro se inicia mais um ciclo olímpico na Laser

Por: Redação -
11/12/2018

Robert Scheidt encerrou a temporada 2018 no lugar onde se habituou a frequentar ao longo da carreira, o pódio. Após o vice-campeonato da Star Sailors League Finals, em Nassau, nas Bahamas, o bicampeão olímpico faz um balanço positivo do ano e começa a pensar nos desafios para 2019. A principal decisão será sobre iniciar ou não um novo ciclo para lutar por uma vaga na equipe do Brasil na Olimpíada de Tóquio, em 2020.

“Neste final de ano, vou pensar se encaro novamente a Laser para tentar disputar mais uma Olimpíada. Vou conversar com a família, amigos e pessoas que me conhecem bem para pesar todas as possibilidades. Até fevereiro decido se faço essa loucura”, revela o maior medalhista olímpico da história do Brasil, com cinco pódios, que tem patrocínio do Banco do Brasil e Rolex e apoio do COB e CBVela.

Scheidt tem bons motivos para considerar a possibilidade de encarar mais uma campanha olímpica. Aos 45 anos, segue velejando em alto nível tanto na Star como na Laser. No final de novembro, conquistou a medalha de prata na Copa Brasil de Laser em seu retorno à classe que o consagrou com dois ouros em Jogos Olímpicos. Sem uma preparação específica para a competição (estava no Brasil para o Sul-Americano que Star, o qual foi campeão), bateu atletas até 20 anos mais jovens.

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“Estou muito feliz com os resultados de 2018. Foi um ano bom, pois fiz de tudo um pouco. Velejei em várias classes e, embora não tenha ganhado tudo que disputei, fiz bons resultados. Por tudo isso, quero planejar bem os passos para a próxima temporada. Não sou mais um garoto e uma campanha para a Olimpíada exige dedicação e planejamento”, completa ele, lembrando que competiu na Star, Laser e na Vela Oceânica em 2018.

Caso aceite o desafio de lutar por um lugar nos Jogos de Tóquio/2020, Scheidt colocará fim à aposentaria olímpica pouco menos de um ano após decidir que não mais disputaria a competição. No dia 17 de dezembro de 2017, no Yacht Club Santo Amaro, em São Paulo, o iatista anunciava que não manteria o ciclo para estar no Japão na classe 49er.

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