Barcos da Volvo Ocean Race entram no momento mais decisivo da sexta etapa da Volta ao Mundo

Por: Redação -
16/02/2018

Momento de decisão na sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18. Os seis barcos que disputam a Regata entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia) se aproximam de cruzar a Linha do Equador e descer com velocidade ao sul.

A maior dificuldade para as equipes será entrar na calmaria dos Doldrums, que são complicados de atravessar bem no limite entre os hemisférios.

Pelo terceiro dia seguido, o team AkzoNobel, que tem a campeã olímpica Martine Grael a bordo, segue mais rápido que os demais.

Para o comandante do AkzoNobel, Simeon Tienpont, a regata será um perde e ganha nos proximos dias. “É um grande desafio para nós estar na liderança.  Nós fazemos as escolhas de percurso e os que estão atrás podem ver se elas funcionam ou não. Os modelos climáticos não contabilizam os efeitos reais, de modo que esse é um ponto vulnerável para nós”.

Como sempre, a transição para o hemisfério sul oferece oportunidades para alguns e ameaça para os outros.

Depois de perder a liderança, a equipe do SHK / Scallywag, que está mais para o oeste, sofre pra ganhar milhas.

O barco de Hong Kong caiu do segundo para o quinto lugar e viu o líder AkzoNobel abrir mais de 50 milhas náuticas.

O comandante do Scallywag, David Witt, espera mudanças. “Será interessante ver se alguém coloca sua proa para cima ou para baixo para tentar mudar sua posição”.

O objetivo, como sempre, é ser o primeiro a sofrer os efeitos dos Doldrums e também ser o primeiro a sair de lá rumo aos ventos alísios.

Na prática, os velejadores sentem os efeitos de navegar perto dos hemisférios. Calor e muito vento dão o tom.

“É muito horrível aqui. Muito difícil de dormir. A temperatura da água é de quase 30 graus, por isso é bastante quente por dentro”, contou o velejador do  Team Brunel, Kyle Langford. “É difícil ficar normal. E, além disso, o barco está sendo jogado em 30 nós de vento. É muito desconfortável.

“Lá fora é melhor, mas não muito. O pior é a água salgada, que queima os olhos. Todos estamos usando óculos de esqui. Mas o bom é que estamos fazendo milhas rapidamente. São condições difíceis, mas rápidas.

A previsão mais próxima de chegada ao porto de Auckland indica 25 de fevereiro.

O MAPFRE lidera a classificação geral com Dongfeng Race Team em segundo lugar. O AkzoNobel de Martine Grael é o sexto na tabela.

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Abenau abre inscrições para curso de formação de instrutores náuticos

    Segunda edição do curso terá aulas online e etapa presencial em Bragança Paulista, em São Paulo

    Mercado náutico em alta: São Paulo Boat Show 2026 teve mais de 800 embarcações vendidas

    Confira os números da 29ª edição do maior salão náutico da América Latina e saiba o que os principais estaleiros do país acharam do evento

    Novo catamarã de luxo de Lionel Messi poderá ser alugado; conheça o modelo

    Sunreef 88 Ultima vai integrar frota de charter de alto padrão nas Ilhas Baleares, no Caribe e em Bahamas

    Marinha promove segunda edição da Aramuss com foco em sistemas marítimos não tripulados

    Evento será realizado em Salvador e reunirá demonstrações operacionais, debates estratégicos, universidades e empresas de tecnologia

    Confirmada no Salvador Boat Show, Ventura terá barcos de 25 a 37 pés e veículos off-road

    Condições facilitadas de pagamento serão destaque da marca no evento