Barcos da Volvo Ocean Race já estão a caminho do Brasil

Por: Redação -
19/03/2018

Os barcos já estão disputando a etapa considerada mais complicada da Volvo Ocean Race. A sétima perna entre Auckland, na Nova Zelândia, e Itajaí (SC), no Brasil, tem ao todo 7 600 milhas náuticas e deve ser concluída até 6 de abril.

Milhares de fãs se despediram dos tripulantes das sete equipes na baía de Auckland. Mais de 500 mil pessoas passaram pelo Race Village no Viaduct Basin, na chamada Cidade das Velas.

Líder do campeonato, o espanhol MAPFRE largou melhor e liderou uma volta ao redor do Porto de Waitematā e depois para o Golfo de Hauraki, com o Dongfeng, Team Brunel e Turn the Tide on Plastic por perto a perseguir o barco espanhol. O Brasil é representado também pela campeã olímpica Martine Grael, a bordo do team AkzoNobel.

As dificuldades vão aumentar a cada milha! Ventos fortes, gelo dos mares do sul, ondas gigantes e muito mais dão o tom nessa perna, que vale pontuação dobrada. A passagem pelo mítico Cabo Horn dá um ponto extra ao que rondar primeiro.

”Acho que para todo grande velejador, o Cabo Horn é um grande mito. Fazer esta regata e não passar pelo Cabo Horn com certeza não teria o mesmo gosto. Então, esta perna será muito difícil, por causa das grandes ondas, do sistema de pressão, acho que a natureza tem essa habilidade de nos colocar em um lugar bem pequeno, quando estamos velejando. E acho que será muito bom quando chegarmos no Brasil e aproveitar o calor dos brasileiros”, disse Martine Grael.

Nos primeiros dias, os barcos precisam enfrentam os ventos fortes da Península de Coromandel e depois o Cabo Leste da Nova Zelândia, antes de virar para sul em busca dos sistemas de baixa pressão.

“Estamos em uma das etapas mais difíceis da prova”, disse Peter Burling, do Brunel, um herói na Nova Zelândia por trazido para casa a America’s Cup no passado verão e ter vencido a olimpíada de 2016.

“O maior desafio é a resistência, ter que manter um ritmo muito alto em condições muito difíceis … é muito difícil para nós kiwis sair de casa, mas estamos muito empenhados em começar a etapa”.

A Zona Inicial de Exclusão de Gelo permitirá que as equipes vão para sul até os 59 graus de latitude, bem nos “Furious Fifties”, onde o vento e as ondas circundam o planeta sem obstáculos por terra, permitindo atingem dimensões muito grandes.

Além disso, os barcos vão passar pelo Ponto Nemo, ponto mais remoto do planeta.

“É uma parte do mundo em que por vezes temos que nos esquecer da prova “, comentou o skipper do Dongfeng Race Team, Charles Caudrelier. “É um lugar especial, navegar no Sul – onde o mar é maior, o vento é mais forte, temos que estar muito atentos”.

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Abenau abre inscrições para curso de formação de instrutores náuticos

    Segunda edição do curso terá aulas online e etapa presencial em Bragança Paulista, em São Paulo

    Mercado náutico em alta: São Paulo Boat Show 2026 teve mais de 800 embarcações vendidas

    Confira os números da 29ª edição do maior salão náutico da América Latina e saiba o que os principais estaleiros do país acharam do evento

    Novo catamarã de luxo de Lionel Messi poderá ser alugado; conheça o modelo

    Sunreef 88 Ultima vai integrar frota de charter de alto padrão nas Ilhas Baleares, no Caribe e em Bahamas

    Marinha promove segunda edição da Aramuss com foco em sistemas marítimos não tripulados

    Evento será realizado em Salvador e reunirá demonstrações operacionais, debates estratégicos, universidades e empresas de tecnologia

    Confirmada no Salvador Boat Show, Ventura terá barcos de 25 a 37 pés e veículos off-road

    Condições facilitadas de pagamento serão destaque da marca no evento