Uma das atrações do Espaço dos Desejos, o Kopter SH09 é o maior helicóptero monoturbina do mundo


Decolar sem ter de pagar uma fortuna para operar. Este é o principal apelo de venda do Kopter SH09, helicóptero de nove lugares (incluindo o piloto) exposto no Espaço dos Desejos, dedicado aos cobiçados lançamentos do mercado de luxo, no São Paulo Boat Show 2019. “Esse helicóptero tem um conceito inteiramente novo. Entre outros diferenciais, atende normas que nenhum outro do mundo é capaz de atender, com exceção dos militares, como os ensaios anti-crash”, conta José Pires, da Gualter Helicópteros, empresa especializada na venda de aeronaves, escolhida pela suíça Kopter Group para trazer a marca para o mercado brasileiro, como representante e distribuidora. “Isso significa que sua célula se mantém intacta mesmo com a destruição de todo o helicóptero, como num pouso duro, por exemplo. É o mesmo conceito dos carros da Fórmula 1”, explica Pires.


O SH09 é o maior helicóptero monoturbina do mundo. O motor é o Honeywell HTS900, escolhido por ser mais leve (apenas 153 kg) e ter uma potência de decolagem de 1 020 shp (cavalos-força do eixo). “Por ser muito leve e potente, ele é capaz de levar seu próprio peso, que é de 1420 kg. Isso significa decolar com 3000 kg”, garante o diretor da Gualter Helicópteros. Isso faz do SH09 um helicóptero multimissão, indicado não apena para uso executivo como para atividades policiais, de resgate, escolta de carga, etc. Seu custo operacional, segundo o seu revendedor, é três vezes menor que o de uma aeronave de tamanho equivalente. São US$ 400 por hora de voo. Além disso, o nível de ruído do Kopter SH09 — que no Brasil custa o equivalente a US$ 4 milhões — é um dos mais baixos: 75 decibéis (db), contra 83 db a 90 db da maioria dos helicópteros que circula no Brasil.


Como já é tradição no São Paulo Boat Show, o Espaço dos Desejos vem para coroar o evento com produtos dos sonhos, e em 2019 não poderia ser diferente. Em um ambiente de requinte e glamour, são expostos os mais cobiçados lançamentos do mercado de luxo, como automóveis, helicópteros, joias, roupas finas, óculos, eletrônicos de última geração e serviços personalizados, que mostram que elegância e inovação navegam juntos com os barcos de ponta do mundo náutico.
Fotos: Matheus Fugazza
O maior salão náutico indoor da América Latina chega em sua 22ª edição em 2019, reunindo os principais lançamentos e destaques do setor em um só lugar. São iates, lanchas, veleiros, jets, motores, equipamentos, acessórios e muito mais para o público acompanhar até a terça-feira, 24 de setembro, no São Paulo Expo.
Como já é tradição, o Espaço dos Desejos traz os lançamentos dos produtos mais cobiçados do mercado de luxo, de relógio a helicóptero. No pavilhão Destinos Náuticos, os visitantes poderão conhecer lugares paradisíacos e participar de um bate papo com velejadores sobre suas viagens incríveis. Por mais um ano, o PADI Dive Festival acontecerá simultaneamente ao São Paulo Boat Show, apresentando produtos, serviços, palestras e atrações voltadas para o mergulho. O São Paulo Boat Show traz, ainda, a mostra Tesouros Náuticos, com cerca de 20 barcos clássicos, entre lanchas e veleiros, para o público conhecer e se encantar. O São Paulo Boat Show 2019 tem organização Boat Show Eventos, patrocínio Bradesco Private Bank, co patrocínio Metalu Brasil, e com apoio da Revista Náutica e da Acobar.
São Paulo Boat Show 2019
Data: De 19 a 24 de setembro
Local: São Paulo Expo
Horários: 19/9, das 15h às 22h
Dias de semana, das 13h às 22h
Fim de semana, das 12h às 22h
24/9, das 13h às 21h
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Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
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Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
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Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!






