Time completo: Kawasaki apresenta 11 jet skis e condições especiais no Boat Show de Itajaí
Marca traz uma variedade de motos aquáticas, que vão desde modelos de entrada até o topo de linha; termina neste domingo (5)


Nada mais e nada menos que a linha completa de jet skis da Kawasaki Miyazaki estão presentes no Marina Itajaí Boat Show 2026. São 11 modelos expostos no salão náutico catarinense, abrangendo desde motos aquáticas de entrada até o topo da linha. Não à toa, Killian Riva, revendedor da marca no evento, definiu o estande em poucas palavras: “com tudo o que há de melhor”.
Começou! Cerimônia de abertura marca início da 4ª edição do Marina Itajaí Boat Show
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Cada vez com mais força no cenário brasileiro, a empresa aposta num mar de opções para atrair os fanáticos em adrenalina. Tanto é que modelos como a 160, tido como um jet-ski de entrada e bem básico — mesmo que tenha o essencial para uma boa navegação — , e a Ultra 310LX , topo de linha e com tecnologia de ponta, são um dos atrativos em Itajaí.


Inclusive, é justamente o maior jet ski exposto que está no centro das atenções do estande, sendo o grande destaque da marca no evento. De acordo com Riva, este se diferencia por trazer tecnologias inéditas ou superiores ao padrão do mercado náutico.




Ele destaca alguns diferenciais, como o som de alta qualidade, luzes DRL, câmera de ré (para auxílio em regatas e esportes), além de um casco fabricado integralmente em fibra, que promete evitar quebras e rachaduras. Isso tudo, claro, sem abrir mão da potência característica da Ultra.




Confira todos os modelos disponíveis da Kawasaki em Itajaí
- Ultra 310LX
- Ultra 310LXS
- Ultra 310X
- Ultra 160LXS
- Ultra 160 Angler
- STX 160LX
- STX 160LXS
- STX 160R
- STX 160X
- ST 160X
- ST 160
E para quem quiser comprar?
Riva destacou que, durante o evento, a marca oferece facilidades de pagamento, como a possibilidade de dar 50% de entrada e parcelar o restante no cartão de crédito para diversas linhas de jet skis. Inclusive, para este fim de semana (4 e 5 de julho), estão previstas condições “bem diferentes” de desconto.
Além disso, a Kawasaki oferece flexibilidade na entrega, dispondo de todos os modelos para pronta entrega. O cliente pode escolher entre retirar o produto na matriz em Florianópolis ou combinar o transporte conforme sua conveniência e capacidade de locomoção.
Com informações de Nicole Leslie, enviada especial ao Marina Itajaí Boat Show 2026.
Marina Itajaí Boat Show 2026
De 2 a 5 de julho, as águas da Baía Afonso Wippel, em Santa Catarina, recebem a 4ª edição do Marina Itajaí Boat Show. O evento reúne embarcações, motores, acessórios e equipamentos náuticos, além de empreendimentos e outras marcas que conversam com quem vive o lifestyle náutico.


Os ingressos para a 4ª edição do maior salão náutico do Sul do país ainda estão à venda e disponíveis pelo Sympla e leitores da NÁUTICA têm 30% off do ingresso único (entrada inteira): basta inserir o código promocional NAUTICA30 antes de finalizar a compra.
O Marina Itajaí Boat Show 2026 tem o apoio institucional da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (SDEI) da Prefeitura de Itajaí. A parceria tem como objetivo fortalecer a economia azul, incentivar a inovação, atrair investimentos, fomentar o turismo de negócios e promover Itajaí como um dos principais polos da indústria náutica brasileira, ampliando as oportunidades de desenvolvimento econômico para o município.
Anote aí!
Quando: de 2 a 5 de julho de 2026;
Horário: quinta e sexta-feira, das 14h às 21h; sábado e domingo, das 11h às 21h; no último dia (5) o evento se encerra às 20h;
Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100 – Centro, Itajaí – SC, 88301-445);
Mais informações: site do evento;
Ingressos: site oficial de vendas.
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Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
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Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
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Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
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