Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

10/06/2026
Foto: Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) / Divulgação

A poluição que assola os principais rios de São Paulo é um assunto sempre atual. A boa notícia é que, nesta quarta-feira (10), a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), vinculada à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), anunciou que imagens de satélite de alta resolução aliadas à inteligência artificial (IA) serão utilizadas no monitoramento das águas dos rios Tietê e Pinheiros.

O anúncio foi feito durante um evento alusivo ao Dia Mundial do Meio Ambiente e faz parte de um pacote de novas medidas no contexto do Programa IntegraTietê. Segundo a Cetesb, a tecnologia permite monitorar simultaneamente cerca de 1.000 quilômetros do Rio Tietê, partindo de Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo, até a foz do rio em Itapura, além do Rio Pinheiros e os reservatórios de Barra Bonita, Bariri, Ibitinga, Promissão, Nova Avanhandava e Três Irmãos.

Imagem de arquivo mostra o rio Tietê coberto por plantas aquáticas na cidade de Barra Bonita / Foto: Prefeitura de Barra Bonita / Divulgação

Na prática, os satélites monitoram a qualidade da água ao identificar, pela luz absorvida, variações na concentração de matéria orgânica associada à poluição, especialmente por esgoto e pela proliferação de algas. Com apoio da IA, os dados são cruzados com informações da rede de monitoramento da Cetesb e exibidos em mapas geoespaciais, que classificam os níveis de poluição entre baixo, regular, alto e muito alto.

Foto: Monitora Tietê / Divulgação

Quando são detectadas alterações significativas, alertas são emitidos para orientar inspeções em campo, que podem incluir o uso de drones. É justamente esse monitoramento que a população poderá acompanhar através de uma versão simplificada do painel, já disponível pelo aplicativo da Cetesb ou pelo site oficial.


Vale ressaltar que a nova tecnologia não substitui a rede de monitoramento da Cetesb, mas amplia sua capacidade de análise, que atualmente soma mais de 550 pontos de monitoramento em rios e reservatórios em todo o estado.

Essa ferramenta fortalece a fiscalização, melhora a gestão do território e permite identificar alterações ambientais com mais rapidez e precisão– afirmou o diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo

Os novos recursos integram um programa de modernização da fiscalização ambiental que recebeu mais de R$ 43 milhões em investimentos desde 2023. Nesse período, a Cetesb registrou mais de 19,4 mil infrações e aplicou cerca de 7 mil multas — que tiveram regras de aplicação atualizadas depois de duas décadas.

 

Agora, casos mais graves podem ultrapassar R$ 10 milhões, sendo que irregularidades que antes geravam apenas advertência, passaram a gerar multa imediata. Também foram ampliadas as penalidades para empreendimentos que operam sem licença ambiental.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Virginia Fonseca aproveita Sardenha a bordo de megaiate; confira os detalhes

    Barco alugado pela influenciadora possui 62 metros de comprimento e aluguel semanal de R$ 2,8 milhões

    Novo polo industrial da Ross Mariner em SC vira protagonista da linha de produção do estaleiro

    Alguns meses após a inauguração da fábrica em Palhoça (SC), todas as lanchas de 20 a 34 pés da marca são fabricadas em território catarinense. Saiba mais!

    Biólogo fã de futebol batiza caracol marinho com nome de Vozinha

    Espécie inédita encontrada no Caribe recebeu homenagem ao goleiro de Cabo Verde, destaque da Copa do Mundo

    Barcos com turistas formam concentração para ver onça-pintada no Pantanal; assista

    Registro impressionante foi feito pelo guia de turismo Redouane Lachgar às margens do rio Cuiabá, em Porto Jofre

    Gasolina com 32% de etanol: entenda os riscos para o setor náutico

    Mistura obrigatória de etanol na gasolina sobe de 30% para 32%, enquanto especialistas alertam para riscos técnicos e de segurança no uso do combustível em embarcações