Guardiãs do Mar: liderado por mulheres, projeto de combate a poluição plástica é retomado
Iniciativa retorna com ações em São Paulo e em Pernambuco. Saiba como ajudar!


Quem acompanha o noticiário ambiental, sabe: o momento nunca foi tão crítico para os oceanos — e toda ajuda é válida. Pensando nisso, o projeto Guardiãs do Mar, iniciativa liderada por mulheres que atua na proteção dos mares contra os resíduos, anunciou sua retomada no primeiro semestre de 2026 com uma nova etapa de ações focadas em sustentabilidade, economia circular e educação ambiental.
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O projeto, que integra arte e impacto social, acontecerá, a princípio, em dois estados brasileiros: São Paulo, com pontos de coleta na cidade homônima e em Santos, e Pernambuco. Essa etapa busca mobilizar para conscientização, coleta e transformação de plásticos com práticas criativas de reuso.


Na cidade de São Paulo, o Centro Universitário Belas Artes será um ponto de coleta cujo objetivo é alcançar volume expressivo de plástico reciclável. Para isso, o projeto busca mobilizar estudantes, famílias, professores, catadores e cooperativas do entorno, além do público em geral.
A iniciativa também será estendida a escolas públicas, comunidades e instituições parceiras na cidade de Santos, no litoral paulista, e no estado de Pernambuco, a fim de ampliar o alcance e o impacto social do projeto.
Um fim para o plástico
As Guardiãs do Mar não apenas colhem os plásticos que podem poluir as águas, como dão a eles um novo propósito. Dessa forma, após a etapa de mobilização e coleta, o programa destinará parte do PET coletado para a Reciclagem Industrial — que transforma resíduos de grande escala em novas matérias-primas ou produtos, com auxílio de um maquinário específico e processos químicos.


Em paralelo, o material restante será a matéria-prima para uma oficina prática promovida pelas Guardiãs do Mar, que culminará na transformação dos plásticos coletados em uma obra de arte e em um instrumento musical — para, acima de tudo, reforçar os princípios de economia circular e a valorização criativa dos resíduos.
Toda a jornada será documentada por registros fotográficos e audiovisuais, que resultará em um documentário sobre o impacto ambiental, educacional e cultural gerado pela iniciativa. Patricia Almeida, fundadora do Guardiãs do Mar, explica que o programa nasceu da urgência de “repensar a nossa relação integrada com os oceanos”, explicitando, por exemplo, a situação de Santos, que enfrenta altos índices de contaminação por resíduos plásticos.


O lixo não respeita fronteiras – ele é distribuído globalmente pelas correntes marítimas. Nosso propósito é transformar informação em atitude e resíduos em educação, arte e impacto positivo– afirmou Patricia
Com apoio institucional da Belas Artes e patrocínio da Indorama, o projeto é retomado na hora certa. Afinal, sempre há tempo para mudar o futuro por meio de boas práticas onde cultura, educação, reciclagem e meio ambiente caminham juntos.
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