Satcom Direct Brasil é escolha da Intermarine para internet banda larga via satélite

Especialista em soluções de conectividade anuncia parceria durante participação no 25º São Paulo Boat Show

Por: Redação -
26/09/2022

A Intermarine, fabricante de iates de luxo do Brasil, selecionou a Satcom Direct, especialista em soluções de conectividade, como seu provedor de serviços de internet banda larga via satélite preferido. O acordo, que foi anunciado no São Paulo Boat Show deste ano, dá a todos os clientes da Intermarine acesso a um pacote privilegiado de benefícios de hardware, conectividade e serviços de valor agregado para aprimorar e fortalecer comunicações e conectividade confiáveis ​​no mar.

 

O serviço exclusivo SD Brasil inclui antena de satélite, SD Marine Rack e o SD Marine Router, com conectividade via Intelsat Flex Maritime. O roteador montado em rack de baixo perfil é baseado na conceituada família de roteadores SD, que atualmente está voando em mais de 2.500 aeronaves executivas. O roteador gerencia a conectividade a bordo combinado ao SD Marine Rack, para fornecer uma solução modular padronizada para alojar com segurança o entretenimento marítimo e a eletrônica de comunicação.

 

O SD Marine Rack permite flexibilidade para a Intermarine instalar equipamentos eletrônicos complementares, suporta demandas de energia variável e permite que o sistema seja dimensionado conforme necessário. Os produtos são disponíveis de série ou disponíveis como solução de pós-venda por meio do serviço de pós-venda Intermarine 360.

24M, maior barco exposto no São Paulo Boat Show, com antenas SD Brasil. “Este acordo resolve as crescentes frustrações que muitos proprietários de barcos experimentam ao tentar encontrar e adquirir tecnologia confiável de conectividade à Internet para seus iates. Os clientes geralmente precisam procurar no mercado fornecedores confiáveis ​​que possam fornecer o serviço e atender às suas necessidades contínuas. Os clientes exigiam uma solução simplificada para acesso à internet banda larga no mar e com este acordo estamos atendendo a essa demanda”, afirma Ewerton Libanio, Diretor Geral da Satcom Direct Brasil. O novo relacionamento reúne duas marcas que entendem os requisitos específicos dos usuários VVIP, afirma a SD Brasil.

 

As opções de conectividade seguras, confiáveis ​​e consistentes suportam comunicações de segurança, produtividade e lazer para fornecer comunicações de voz e dados, bem como streaming de vídeo. O interesse dos clientes na solução prática já é alto com demandas no São Paulo Boat Show, solicitando demonstrações no estande da SD Brasil no maior salão naútico da América Latina.

 

Pela primeira vez em propriedade de vários ativos, a Satcom Direct Brazil também está oferecendo o benefício de uma experiência de conectividade perfeita para clientes brasileiros em transição entre jatos particulares e iates, segundo a empresa.

 

O ecossistema avançado de hardware e software atende aos requisitos da Organização Marítima Internacional e permite pacotes personalizados flexíveis, atualizações simplificadas e faturamento consolidado para proprietários que já assinam soluções de aviação SD.

 

Os serviços de valor agregado apresentam uma gama robusta de produtos de segurança cibernética SD, treinamento personalizado de entrada em serviço para tripulação e proprietários, além de suporte ao cliente 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por semana, garante a marca.

 

Com um único ponto de contato para todos os serviços de aeronaves e iates, o objetivo da SD e da Intermarine é revolucionar a experiência de conectividade para proprietários, operadores e corretores que gerenciam um portfólio de ativos valiosos.

 

A Satcom Direct Brasil apresentará o poder dos serviços SD Yacht Connect no setor Shopping Náutico no São Paulo Boat Show, até 28 de setembro.

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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