A bordo da Schaefer 510 GT, família brasileira faz travessia de mais 250 milhas no sul da Flórida

23/04/2021

Aconteceu neste início de primavera nos Estados Unidos. Aproveitando a entrada da nova estação, o brasileiro Rafael, há alguns anos radicado no país com a família, decidiu curtir uma semana de férias fazendo uma travessia entre Miami e Naples, um elegante balneário banhado pelo Golfo do México, na costa sudoeste da Flórida.

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Para isso, embarcou em uma Schaefer 510 GT novinha, que acabara de comprar pelas mãos de Samuel Brito, responsável pela Schaefer Yachts nos EUA, e — ao lado da mulher, da filha, do cachorro e até do gato da família —, apontou a proa para as águas quentes da Baía da Flórida.

O objetivo? Cruzar as ilhas de um arquipélago paradisíaco chamado Flórida Keys, roteiro que muita gente sempre sonhou em fazer, com muitas paragens cinematográficas pelo caminho.

“Isso é o melhor desta vida: sair com a família, esperando a época certa para zarpar com cuidado e segurança”, resume Rafael, definindo a filosofia predominante entre os cruzeiristas de verdade.

Saindo em uma segunda-feira por volta das 4h da tarde, depois de receber o sinal verde dos meteorologistas, primeiro ele navegou até Elliott Key, uma ilha isolada que conquistou logo ao primeiro olhar: “Que lugar fantástico! Aproveitamos para pernoitar ali mesmo, dentro do barco, ao lado de alguns veleiros“, recorda Rafael.

Depois, pela manhã, feliz da vida, sem pressa alguma, ele seguiu até a região de Key Largo, escolhendo uma pequena ilha para ancorar, curtindo o prazer de almoçar a bordo de uma lancha que qualifica como show. “A partir dali, nós deixamos a baía e nos afastamos um pouco da costa com o objetivo explícito de dar um mergulho”, conta Rafael, que, mais uma vez, ficou empolgado com a escolha.

“O mar é escandalosamente azul, e a visibilidade da água durante o mergulho era de 20 pés, cerca de seis metros, com a gente vendo o fundo”.

A seguir, de volta à baia, ele seguiu navegando calma e lentamente, dentro da proposta de pular de ilha em ilha, coisa que a região permite facilmente, porque uma fica ao lado da outra, ele ancorou em Islamorada, uma das Flórida Keys (junto com Key West, Big Pine Kkey, Marathon, Duck Key, Layton, Tavernier, Key Largo e North Key Largo), ilhas que se perfilam ao longo do Estreito da Flórida, dividindo o Oceano Atlântico, a este, do Golfo do México, a oeste.

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“É uma região também muito bonita, chamada Everglades, com muitos mangues costeiros e uma abundante vida selvagem. Muitos pássaros, peixes e jacarés. É preciso tomar muito cuidado, pois a profundidade não é grande. E estar o tempo todo de olho no GPS. Nosso limite era de 4,3 pés”, diz o capitão da Schaefer 510, que dividiu o comando do barco com um marinheiro que conhece bem o lugar.

Em Islamorada, a ancoragem foi em frente a uma marina, próximo a um parque, sem nenhuma preocupação com a segurança. “Nossos pernoites foram 100% no barco, e para isso nunca ancoramos em marina alguma”, garante ele. A (doce) rotina era sempre a mesma.

“O pôr do sol era sempre celebrado na companhia de um bom champanhe. Depois, mergulhávamos à noite, na hora da ancoragem, e de manhã novamente, antes de tomar aquele café gostoso e encarar a próxima jornada”, detalha Rafael.

Próxima para: Marathon, 45 milhas adiante. Nesse trecho da viagem, ele optou por deixar a baía novamente e seguir pela parte externa. “Foi a melhor parte do passeio. Pegamos uma água caribenha absurdamente linda, de um azul cristal que eu só tinha visto em fotografia, com os golfinhos passando ao lado do barco”, descreve Rafael, que aproveita as condições de navegação para falar do desempenho da Schafer 510. “Andamos a 30 nós, em pleno mar, com uma 51 pés. O barco é bom mesmo!”

Em Marathon, que fica no centro das Keys, a família aproveitou almoçou num restaurante bem tradicional, que segundo Rafael lembra o Ribeirão da Ilha, em Florianópolis, em que praticamente se chega embarcado. “A minha lancha então chamou muita atenção, porque na região quase não existe esse tipo de barco. São mais veleiros.

Então a Schaefer 510 deu um show”, afirma o comandante, que aproveitou para desembarcar com a família e conhecer a cidade. Entre outras atrações, essa ilha tem escavações arqueológicas que mostram hábitos de visitantes nos últimos sete séculos — entre eles piratas como Jean Lafitte e Henry Morgan —, além de uma ponte linda, que liga Marathon a Key West, cenário de vários filmes americanos.

De volta à Baía da Flórida, no fim de tarde, Rafael diz que contemplou o pôr do sol mais lindo que já viu até hoje, cheio de tons e subtons de laranja vermelho e roxo refletindo na água. “Parecia uma pintura em movimento. Uma coisa linda!”, diz. Ocasião perfeita para um mergulho, seguido de uma festa regada a champanhe a bordo.

“Até a minha filha, que tem apenas cinco anos de idade, caiu na água, de snorkel, com o gatinho e o cachorrinho assistindo, desde a aquela plataforma da lancha, que se abre do lado. Um momento inesquecível”, estima.

A última (e maior) perna, de quase 100 milhas, foi entre Marathon e Naples, distância vencida em cerca de 4h15m, com o piloto o tempo no comando externo, no flybridge. “Tocamos o barco entre 22 nós e 24 nós, um desempenho empolgante.

De repente, você vê que tudo aquilo que tinha idealizado você conseguiu concretizar”, diz Rafael, sem esconder a emoção e o entusiasmo pelo barco, que geralmente sai de fábrica com uma suíte e dois camarotes, mas que no seu caso — fazendo valer a possibilidade de customização — teve um dos quartos transformado em uma sala de lazer para a sua filha.

 

Além disso, um dos banheiros deu vez a uma grande cozinha, porque, para ele, a Schaefer 510 não é apenas um barco, mas uma casa de praia. Ao desembarcar, Rafael resumiu de modo preciso, conciso e rápido o que foi essa travessia de 257 milhas a bordo de sua lancha de 51 pés: “Foi uma viagem fantástica!”.

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