Semana de Vela

Por: Redação -
18/06/2014

O planejamento de comandantes e tripulações para assegurar vaga na maior competição de oceano da América Latina, tem feito com que as inscrições antecipadas surpreendam a organização da 41ª Ilhabela Sailing Week. A um mês da abertura oficial, em 19 de julho, a flotilha já ultrapassa uma centena de embarcações, incluindo-se todas as classes. Neste ano as regatas estão marcadas para logo depois da Copa e seguem até 26 de julho. As inscrições seguem com desconto até 27 de junho no site oficial da competição ilhabelasw.com.br.

Entre os 108 veleiros, a maioria dos campeões de 2013 garantiu presença para lutar pela defesa do título como, o Crioula (S40), CA Technologies (C30), Ginga (HPE), Mandinga, Quiricomba, Jambock e Rainha (RGS), Absoluto, Rocket Power e Angela Star VI (ORC) e Ruda (IRC). Além do Quiricomba, o Grêmio de Vela da Escola Naval terá outros cinco barcos representando a Marinha do Brasil: Dourado, Brekelé, Bijupirá, Albatroz e Atik, na classe HPE.

A veloz classe S40 promete duelos equilibrados com a presença do bicampeão olímpico Torben Grael, com o Magia V Energisa, e o retorno de Eduardo Souza Ramos, maior vencedor da competição com nove títulos, no comando do Pajero Mitsubishi. Eduardo e tripulação acabam de conquistar o vice-campeonato mundial de TP 52 na ilha mediterrânea de Sardenha. A tripulação sul-africana do WindPower é mais uma atração da S40. O veleiro Mussulo III, de bandeira angolana e que disputou a Cape2 Rio deste ano, é o destaque internacional da classe IRC.

“As inscrições estão acima da média. Em edições anteriores não havia tantas confirmações nesse período que antecede o campeonato. É interessante ver que muitos barcos são novos, participam pela primeira vez”, observa o presidente da Comissão de Regatas Carlos Sodré. Entre as novidades citadas por Cuca, estão o Mini Transat Jacaré, o Clássico Itaciba II, o argentino Intento; além de Rosinha, Escapada, Arretado, Drakon, Terroso e Allure.

Cuca lembra que uma das principais metas é preservar o nível técnico que a organização vem aprimorando ao longo de 40 anos. “Com tantos barcos na água, manteremos a distribuição das classes em duas raias. Uma área restrita para Star e HPE, e outra, onde competirão os barcos de maior calado”. A Ilhabela Sailing Week tem a organização do Yacht Club de Ilhabela e os patrocínios de Mitsubishi e Banco do Brasil. Mais de mil velejadores estarão distribuídos entre S40, ORC, IRC, C30, HPE-25, RGS, RGS Cruiser, Clássicos e Star, sendo que as regatas de ORC e Star também serão válidas pelos Campeonatos Sul-americanos de ambas as classes.

As inscrições feitas até 27 deste mês receberão desconto, saem por R$ 330 por tripulante, com redução de 5% para afiliados da ABVO e mais 25% para barcos que ficarem em outros clubes ou que utilizarem as próprias amarras. Exceção às classes HPE, S40, C30 e Star, será permitida a inclusão gratuita de um tripulante-mirim com até 15 anos.

Foto: Marcos Méndez/SailStation

 

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    Recém-chegada ao mercado, a Tank Boats foi inaugurada em abril, e escolheu o evento para o lançamento de sua embarcação primogênita, do tipo center console, com referências internacionais.
    É um barco que traz muitas referências internacionais, principalmente no acabamento, que é extremamente fino e difícil de encontrar em embarcações nacionais. Também temos muita tecnologia embarcada, com uma interface própria da Tank Boats - destacou Fábio Bisolatto, fundador da Tank Boats
    [caption id="attachment_210486" align="alignnone" width="920"] Fábio Bisolatto. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption] Segundo Inara Bisolatto, gerente de marketing da marca, a T36 pode ser configurada tanto para pescadores quanto para quem busca passeios, lazer e uso familiar.   A lancha  tem casco construído por infusão a vácuo, motorização de popa e uma cabine considerada pelo estaleiro uma das maiores da categoria. Na unidade exposta no salão, a motorização é composta por três motores Mercury de 425 hp, totalizando 1.275 hp. [caption id="attachment_210485" align="alignnone" width="920"] Motores da T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption]

    Barco conta com ‘caixa-preta’

    De acordo com Victor Tadano, um dos sócios da Tank Boats, a empresa desenvolveu uma interface própria para centralizar informações que normalmente ficam espalhadas entre diferentes equipamentos e telas da embarcação.   A T36 exposta possui sete telas, mas a proposta do sistema é permitir que as informações consideradas essenciais sejam acompanhadas de maneira centralizada. [caption id="attachment_210484" align="alignnone" width="920"] Center console da T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption] O executivo ainda destacou que o software armazena dados sobre o funcionamento da embarcação e acompanha parâmetros dos sistemas ao longo do tempo. Assim, a partir desses registros, é possível identificar desvios em relação ao padrão de funcionamento e indicar possíveis problemas.   Alterações de rotação, temperatura ou consumo do motor podem gerar alertas antes que uma falha efetivamente aconteça.
    Temos muita tecnologia e muitas telas no barco, mas não adianta ter sete telas e não conseguir acompanhar todas. Por isso, é importante ter, em pelo menos uma delas, as informações essenciais da embarcação. Não é apenas uma tela: é um sistema que armazena os dados, como uma espécie de caixa-preta que trouxemos para dentro do barco para ajudar no gerenciamento - afirmou Tadano
    [caption id="attachment_210483" align="alignnone" width="920"] T 36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption]

    Manual de instruções

    Fábio Bisolatto e Victor Tadano explicaram que o proprietário receberá, junto com a embarcação, um manual de instruções, projeto elétrico e projeto hidráulico, além das especificações e códigos dos componentes utilizados.   Segundo eles, os itens empregados durante a fabricação são rastreados para facilitar futuras manutenções e substituições.   A empresa também afirma possuir um documento de ensaios de 51 páginas, com os testes realizados durante a fabricação e a entrega da embarcação. [caption id="attachment_210480" align="alignnone" width="920"] T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_210479" align="alignnone" width="920"] Canine da T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption]

    Fundo de investimentos

    O estaleiro foi aberto em abril de 2026. Os sócios afirmam que a marca conta com o respaldo de um fundo de investimento e que os recursos previstos permitem sustentar a operação pelos próximos três anos durante a ampliação da linha de produtos, independentemente das vendas. [caption id="attachment_210478" align="alignnone" width="920"] Center console da T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption]

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