Participe do sorteio do inflável Mini T, da Torpedo Marine, no Rio Boat Show 2022


Que tal concorrer a um inflável Mini T, da Torpedo Marine? Para isso, basta visitar o Rio Boat Show 2022, até 10 de abril, na Marina da Glória. O modelo da linha lazer abre a gama de embarcações, podendo ser utilizado como apoio de barcos maiores e em águas abrigadas.
O inflável, confeccionado com o tecido francês Hypalon Orca, tem capacidade para cinco pessoas em seus 3,30 metros de comprimento e 1,70 metros de largura (boca). Pode ser equipado com motorização de popa de 40 a 50 hp de potência.
Conta com paiol reforçado com cunho de amarração italiano na proa, piso em EVA, e pode receber USB, rádio e GPS de acordo com as necessidades do usuário, que também pode incluir targa para puxar esqui. Um modelo completo também está sendo exibido durante o salão náutico carioca.
No mercado desde 2016, a Torpedo Marine, fabricante de embarcações infláveis tipo RIB e Yacht Tenders (um tipo de barco aberto, vazio e leve, projetado para ser estacionado dentro de barcos maiores e servir de apoio durante os cruzeiros) desenhados na Itália e produzidos no Brasil, conta com modelos pensados para diferentes consumidores e usos.
COMO CONCORRER?
É muito simples. Na entrada do salão náutico, os visitantes do Rio Boat Show 2022 ganham um cupom (um por pessoa), que deve ser preenchido e depositado em uma urna, no mesmo local.
Todas os cupons (com os dados devidamente preenchidos) serão enviados para o local de apuração e depositados em uma grande urna. No sorteio, os cupons serão retirados manual e aleatoriamente. Mesmo sorteados, os cupons só serão considerados ganhadores se estiverem preenchidos corretamente, atendendo aos requisitos da promoção.
O sorteio será realizado no próprio Rio Boat Show no último dia da exposição (10/04/2022), às 20 horas, com livre acesso ao público e transmissão ao vivo pelas redes sociais da Revista NÁUTICA e do Boat Show. Siga o nosso perfil e fique ligado, para saber se você está entre os sortudos.
CERTIFICADO DE AUTORIZAÇÃO SECAP/ME Nº 06.018313/2022 e consulte o regulamento completo em: www.rioboatshow.com.br
A 23ª edição do maior salão náutico outdoor da América Latina acontece até 10 de abril, na Marina da Glória, reunindo os principais lançamentos e destaques do mercado em um só lugar, com barcos na água e a bela Baía de Guanabara como cenário, além de diversas atrações. Serão nove dias de muita interação entre clientes, fabricantes, distribuidores e revendedores do setor. Você já pode garantir seu ingresso aqui!
Anote aí!
Rio Boat Show 2022
Quando? De 3 a 10 de abril
Onde? Marina da Glória
Horário? Dias da semana – 15h às 22h
Sábado e domingo – 12h às 22h
Encerramento – 12h às 21h
Mais informações: www.rioboatshow.com.br
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Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
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Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
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Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.



