“Temos muito reconhecimento no Sul”, afirma Allan Cechelero, da Triton, no Marina Itajaí Boat Show
A fim de mostrar aos amante do mundo náutico seus modelos consagrados, a Triton Yachts está presente com duas embarcações no Marina Itajaí Boat Show. Para o estaleiro comandado por José Maria e Allan Cechelero este é um evento especial, pois marca o retorno da empresa às águas do grande polo náutico brasileiro.
Desfile de moda será uma das atrações do Marina Itajaí Boat Show
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“Contamos com mais de duas mil embarcações em águas internacionais e nacionais. Mais de 50% delas se encontram no Sul do país e isso se deve ao grande reconhecimento que a empresa tem por ter começado nossa fabricação no Paraná”, explica Cechelero, diretor de marketing da Triton Yachts.


Segundo ele, o evento realizado na região ajuda a empresa a consolidar mais sua imagem com o público sulista. O diretor identifica que este mercado não apenas gosta muito do mundo náutico, como também prioriza embarcações com cabines e modelos com hard-top.
Cechelero ainda pontua que todo o Sul brasileiro têm paisagens de tirar o fôlego, o que estimula a navegação pela região.
Os planos futuros do estaleiro incluem dois lançamentos para o São Paulo Boat Show, em setembro próximo. Um deles é a 410 HT — com modelos já vendidos e que estão em navegação– e a Flyer 34 T-Top. Esta última ainda é um projeto exclusivo e em desenvolvimento. Ela será uma opção entre os modelos de 30 e 38 pés.
Eu diria que o evento já funcionou e a tendência é crescer e melhorar ainda mais. O Boat Show tem competência e soluções boas e o Marina Itajaí Boat Show promete – Allan Cechelero, da Triton Yachts
O maior modelo da empresa catarinense no Marina Itajaí Boat Show é a Triton Flyer 38 HT. O barco tem capacidade diurna para até 14 passageiros, área de popa ampla e área gourmet completa. Outra inovação é seu open deck lateral.


Por fim, o estaleiro também expõe a Triton 37 HT. De hard top com acionamento elétrico, seu cockpit pode ser equipado com uma porta e assim garante mais conforto aos seus 12 passageiros. Ela pode ser equipada com até dois motores de 250 hp ou dois de 350 hp movidos a gasolina ou a diesel.


Marina Itajaí Boat Show 2023
O Marina Itajaí Boat Show 2023 reúne lazer e negócios à beira-mar, com as principais novidades em barcos, produtos, acessórios e serviços para embarcações. Além disso, há opções de entretenimento para toda a família, com todo o charme e estilo que a atmosfera náutica proporciona.
Neste ano, o evento tem pela primeira vez a chancela Boat Show — responsável há 25 anos pelos maiores salões do setor. Escolhida como berço do evento, a cidade de Itajaí tem um histórico na produção de barcos e hoje é considerada um importante polo da indústria náutica do país, abrigando diversos estaleiros.
Anote aí!
Quando: De 6 a 9 de julho de 2023
Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC)
Horário: Das 14h às 21h em dias de semana e das 11h às 21h aos finais de semana. No último dia, o evento encerra às 20h.
Mais informações: no site do evento
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Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
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Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
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Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!




