Volvo Penta revelará sua nova solução IMO III para iates no Cannes Yachting Festival
Os novos regulamentos de emissões IMO III, introduzidos para iates, são um passo à frente em direção a uma maior sustentabilidade. A Volvo Penta reage a essa legislação criando a solução IMO Tier III que promete confiabilidade, economia e compactação. Este sistema fará a transição para a conformidade com o IMO III em uma navegação suave, tanto para o Volvo Penta IPS quanto para as instalações de eixo interno tradicionais.
Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações
Desde janeiro de 2021, a legislação IMO III NO x que já se aplica a embarcações comerciais foi estendida às embarcações marítimas de lazer acima de 24 metros de comprimento de linha de carga, que navegam em águas norte-americanas, bem como nos mares do Norte e Báltico. Essa legislação é centrada na redução de emissões. Para estar em conformidade, esses modelos agora precisam ser equipados com um sistema de pós-tratamento de Redução Catalítica Seletiva (SCR). Para apoiar seus clientes de iates, a Volvo Penta trabalhou em uma solução otimizada para reduzir as emissões e aumentar a eficiência do combustível. Esta nova solução – o D13 IPS1200-1350 e as instalações do eixo – baseia-se na experiência da oferta comercial IMO III da Volvo Penta.
Com base na tecnologia do Grupo Volvo amplamente testada, a solução já se provou em condições marítimas adversas, tendo passado por mais de 65 mil horas de testes no mar. O sistema é construído para lidar com combustível com alto teor de enxofre (até 1000 ppm) e lidar com alta contrapressão, mantendo a eficiência do motor e dirigibilidade.
Compacta e flexível
A solução IMO Tier III da Volvo Penta é compacta, tornando a transição para a conformidade IMO III simples, tanto para o Volvo Penta IPS quanto para as instalações de eixo interno tradicionais. O design compacto significa que os iates existentes com motor Volvo Penta IPS serão capazes de se adaptar ao sistema sem alterações na casa de máquinas. Além disso, graças à saída flexível e modular com patente pendente, o sistema SCR pode ser instalado tanto na posição vertical quanto na horizontal, tornando-se uma solução ainda mais versátil.
Leia também
» Volvo Penta expande unidade de tração de popa DPI Aquamatic para gama mais ampla de embarcações
» Volvo Penta participa de projeto que visa mapear todo o fundo do oceano até 2030
» App Easy Connect, da Volvo Penta, ganha atualizações para aprimorar experiência de navegação
Sistema totalmente integrado A
Volvo Penta fornece um sistema totalmente integrado que é projetado, desenvolvido e fabricado por uma empresa. Portanto, os clientes podem esperar o mesmo suporte profissional de pós-venda otimizado pelo qual a Volvo Penta é conhecida.
Sem necessidade de manutenção
O sistema Volvo Penta SCR não requer manutenção, pois tem a mesma vida útil do motor ao qual está acoplado.
Eficiência de combustível igual ou superior A
Volvo Penta conseguiu cumprir as metas da IMO III e, ao mesmo tempo, reduzir o consumo de combustível. Apesar do SCR adicionar contrapressão no escapamento, a potência do motor permanece inalterada – ideal para iates de lazer.
Alternar entre a conformidade EPA III e IMO III
A solução Volvo Penta IMO III foi projetada para permitir ao usuário alternar entre a conformidade EPA III e IMO III – prometendo flexibilidade ao usar o barco em regiões com diferentes legislações de emissão.
“Ganhamos muita experiência durante os anos de projeto de sistemas de pós-tratamento dentro do Grupo Volvo e para nossas ofertas industriais e comerciais marítimas ”, disse Björn Rönnvall, Gerente de Produto, Lazer Marítimo da Volvo Penta. “Isso nos permitiu ajustar a solução – estendendo sua vida útil, mantendo e ainda melhorando seu consumo de combustível e entregando tudo isso e muito mais em um pacote compacto e flexível. Em última análise, queremos tornar essa transição o mais simples possível para nossos clientes de iates marítimos – apoiando-os e ao meio ambiente marinho que todos amamos. ”
Esta solução será lançada durante o próximo Cannes Yachting Festival 2021, no estande da Volvo Penta: jetée sud 175. A nova solução estará disponível para encomenda em janeiro de 2022.
Não perca nada! Clique aqui para receber notícias do mundo náutico no seu WhatsApp
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Maior evento náutico da Bahia movimenta a Baía de Todos-os-Santos dos dias 5 a 8 de novembro; Saiba o que esperar do salão
Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
[caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"]

Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
[caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"]

Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
Projeto lançado em Cannes promete casco esportivo, 1.500 hp de potência e fabricação limitada a 26 unidades
Colaboração estratégica reúne engenharia, design, condições comerciais exclusivas e experiências para clientes das duas marcas, e inclui uma edição especial da NX 44 Fly nas cores do Suassuna Design by Pininfarina




