Yamaha oferece descontos e benefícios exclusivos durante o Boat Show de Itajaí

Marca apresenta quatro modelos de moto aquática no evento, além de cinco motores. Confira!

03/07/2026
Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica

O Marina Itajaí Boat Show acontece até domingo. Por lá, além dos mais de 60 barcos em exposição, o visitante encontra um amplo leque de marcas de equipamentos, serviços e acessórios, a exemplo da Yamaha. Durante o evento, a marca promete descontos e benefícios exclusivos em produtos selecionados de seu estande, que conta com quatro modelos de jets e cinco motores.

Marcelo Borck, consultor de negócios da região Sul da Yamaha, destacou à NÁUTICA dois produtos para ficar de olho: o WaveRunner FX Cruiser SVHO e o motor XTO450. Segundo ele, a moto aquática em destaque é a mais luxuosa de toda a categoria da marca japonesa.

Marcelo Borck, consultor de negócios da região Sul da Yamaha. Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica

O conforto, a motorização e a economia são os três grandes diferenciais desse jet– afirmou Borck

De acordo com a Yamaha, o FX Cruiser SVHO é um jet de alto desempenho que combina esportividade e conforto para até três pessoas. O modelo é equipado com o motor 1.8 litro Super Vortex High Output (SVHO) de quatro cilindros e 1.812 cc com supercharger, projetado para entregar aceleração forte e alto torque.

FX Cruiser SVHO. Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica

São 3,58 metros de comprimento, capacidade para 70 litros de combustível e 168,3 litros de armazenamento, além de recursos como tela touchscreen Connext de 7 polegadas, sistema de áudio integrado, tecnologia para manobras mais precisas e acabamento premium.

 

O motor F450 XTO, por sua vez, foi apontado por Marcelo como ideal para a região Sul do país, uma vez que Itajaí concentra estaleiros com barcos grandes que necessitam de motores maiores.

Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica

Conforme destaca a Yamaha, o equipamento foi desenvolvido para embarcações que exigem força, autonomia e precisão. A marca ressalta um bloco V8 aspirado de 5,6 litros (5.559 cc) com injeção direta de combustível, capaz de entregar 450 hp entre 5.000 e 6.000 rpm, além de um alto torque para acelerar embarcações pesadas com eficiência.

 

O modelo conta ainda com direção elétrica integrada (Digital Electric Steering), sistema de comando digital, compatibilidade com o Helm Master EX e o sistema Phase Angle Control Charging, que fornece até 96 amperes líquidos em baixa rotação para alimentar equipamentos de bordo.

Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica

Além dos produtos destacados pelo consultor, a Yamaha apresenta no evento os WaveRunners VX Cruiser HO, FX Cruiser HO e o SuperJet; os motores F150LET, F200QETL2, F200NST2, F300GET2; e o simulador Helm Master. A empresa oferece também benefícios exclusivos, como garantias estendidas de até 3 anos nos jets e descontos especiais em linhas selecionadas de motores.

 

Com informações de Nicole Leslie, enviada especial ao Marina Itajaí Boat Show 2026.

Marina Itajaí Boat Show 2026

De 2 a 5 de julho, as águas da Baía Afonso Wippel, em Santa Catarina, recebem a 4ª edição do Marina Itajaí Boat Show. O evento reúne embarcações, motores, acessórios e equipamentos náuticos, além de empreendimentos e outras marcas que conversam com quem vive o lifestyle náutico.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Os ingressos para a 4ª edição do maior salão náutico do Sul do país ainda estão à venda e disponíveis pelo Sympla e leitores da NÁUTICA têm 30% off do ingresso único (entrada inteira): basta inserir o código promocional NAUTICA30 antes de finalizar a compra.

 

O Marina Itajaí Boat Show 2026 tem o apoio institucional da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (SDEI) da Prefeitura de Itajaí. A parceria tem como objetivo fortalecer a economia azul, incentivar a inovação, atrair investimentos, fomentar o turismo de negócios e promover Itajaí como um dos principais polos da indústria náutica brasileira, ampliando as oportunidades de desenvolvimento econômico para o município.

Anote aí!

Quando: de 2 a 5 de julho de 2026;

Horário: quinta e sexta-feira, das 14h às 21h; sábado e domingo, das 11h às 21h; no último dia (5) o evento se encerra às 20h;

Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100 – Centro, Itajaí – SC, 88301-445);

Mais informações: site do evento;

Ingressos: site oficial de vendas.

 

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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