Amyr Klink visita Boat Show, na raia olímpica da USP, onde começou a remar

21/11/2020

São Paulo Boat Show AO VIVO: inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações: bit.ly/2xECsLE

A exemplo dos velhos marujos, o navegador Amyr Klink é um grande contador de histórias. Tão bom que se transformou num grande best-sellers, com mais 1 milhão de exemplares vendidos e pelo menos cinco livros alçados ao topo da lista dos mais vendidos, como “Cem dias entre céu e mar”, “Paratii entre dois polos”, “As janelas do Paratii”, “Mar sem fim” e “Linha d’água”, publicados em seis idiomas.

Pudera, histórias não lhe faltam. Ele já escalou a cordilheira dos Andes, foi de moto até a Patagônia, atravessou o Atlântico Sul num barco a remo, e acabou se transformando no mais ousado navegante brasileiro, com sucessivas viagens à Antártida e voltas ao mundo sozinho num veleiro.

Nesta sexta-feira, conferindo as atrações do São Paulo Boat Show 2020, o navegador visitou o estúdio flutuante de Náutica, montado na raia olímpica da USP, e concedeu uma entrevista descontraída à apresentadora Millena Machado, que comanda as transmissões ao vivo no canal oficial de NÁUTICA no YouTube. E, é claro, aproveitou para contar mais uma ótima história.

“Foi aqui, na raia olímpica da USP, que eu comecei a remar”, lembrou Amyr, que descobriu o prazer de remar durante os cinco anos que estudou economia na FEA-USP, no final dos anos 1970, e decidiu entrar para a equipe do Espéria, uma dos clubes que tinham garagem na raia da USP.

“Foi aqui também que me preparei para atravessar o oceano Atlântico”, disse ele, referindo-se à jornada de 7 mil quilômetros em solitário a bordo de um pequeno barco, o I.A.T, entre a Namíbia, no sudoeste da África, e a Bahia, num tempo em que ainda não existia GPS ou telefonia celular — até hoje, a única travessia a remo do Atlântico Sul.

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“Chegava para treinar às 4h e pouco da manhã, no escuro, e às 7h partia para os compromissos, a faculdade, o trabalho. Em seis anos, foram mais de 3 mil horas, ou 50 mil quilômetros remando, mais do que uma volta ao mundo”, contou Amyr. E acrescentou, rindo: “Aos domingos, depois do treino, a gente tirava a roupa e vinha nadar pelado aqui”.

Mais do que um esporte, ele considera o remo como uma grande escola. “Uma escola de disciplina, de companheirismo. Quem vence no remo não é quem tem mais força, nem quem tem mais talento. O remo é um esporte em que quem vence é o melhor conjunto, o sincronismo, o entrosamento. E isso a gente só alcança treinando muito”, defendeu Amyr.

“Para mim, foi uma iniciação muito bonita”, disse o navegador, que até então, apesar de apaixonado pelo mar, não tinha lá muita experiência como velejador. Em compensação, a partir daí, navegaria com sucesso por todas as latitudes possíveis.

Hoje, o barco I.A.T faz parte do acervo do Museu Nacional do Mar — Embarcações Brasileiras, localizado em São Francisco do Sul, Santa Catarina. O museu é um dos mais visitados da região sul do país e foi idealizado também pelo próprio navegador.

Quando à escolha da raia olímpica como palco para o São Paulo Boat Show, Amyr é só elegios: “Foi uma ideia genial. A raia tem certa ociosidade, e é um espaço incrível. São 2.200 metros de água. Eu vi um monte de capivaras por aí. E olha que show esse veleirinho passando por nós. Espero que essa iniciativa estimule outros eventos para virem para cá e que a própria feira náutica volte a ser realizada nesse que é um náutico ambiente por excelência”.

São Paulo Boat Show 2020

Quando? De 19 a 24 de novembro
Dias de semana das 15h às 22h
Finais de semana das 13h às 22h
Onde? Raia Olímpica Universidade de São Paulo
Mais informações: www.saopauloboatshow.com.br

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