Aloha Náutica destaca premiado Excess 13 e linha Trawler no Rio Boat Show 2025

Por: Redação -
30/04/2025

A Aloha Náutica aproveitou o Rio Boat Show 2025 para reforçar sua atuação como representante dos veleiros Beneteau e Excess no Brasil, trazendo novidades empolgantes. Este ano, a empresa exibe dois barcos já conhecidos do público — o veleiro Beneteau Oceanis 46.1 e o catamarã Excess 14 —, e revela os destaques que promete trazer para a próxima edição do evento: os renomados trawlers e o recém-premiado Excess 13.

À NÁUTICA, um dos fundadores da Aloha Náutica, Chico Fragoso, destacou a retomada da linha Trawler da Beneteau no país: “já trouxemos vários trawlers para o Brasil no passado e, agora, com a linha totalmente renovada, estamos estruturados para reintroduzir esses modelos por aqui.”

Paulo (Popó) Avena, Cecília Avena, Chico Fragoso e Luciana Vianna. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

Os trawlers são embarcações a motor conhecidas por sua autonomia, conforto e eficiência — ideais para quem valoriza uma navegação estável e econômica. Segundo Chico, não são nem lanchas e nem veleiros, “são barcos muito procurados por quem já tem experiência no mar”.

Cecília Avena e Luciana Vianna, as mulheres à frente da Aloha Náutica. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

Responsável técnico pela linha, Armando Fragoso apresentou os modelos disponíveis da linha Swift Trawler, que variam dos 35 aos 62 pés. Ele também destacou o lançamento mais recente da marca, o Swift Trawler 54, apresentado neste ano no Miami Boat Show.

 

O representante afirma que os barcos passam a sensação de serem maiores, ainda que sejam os menores da marca. Além disso, os trawlers buscam entregar performance aliada à conforto e segurança.

Catamarã Excess 14. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
Interior do catamarã Excess 14. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

A Aloha também aproveitou o evento para anunciar o lançamento do Excess 13, que promete ser uma das atrações do Rio Boat Show 2026. O modelo, eleito Catamarã do Ano 2025 no La Grande Motte Boat Show, chegará ao Brasil já com sua primeira unidade vendida.

Excess 13, futuro lançamento da Aloha, anunciado no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

Como diferenciais do futuro lançamento, Chico enfatiza o desenho do cockpit e melhorias no desempenho. Ele acredita que a embarcação tem tudo para “agradar muito quem busca prazer ao velejar”.

 

Com mais de 500 unidades da linha Excess vendidas no mundo, a Aloha se consolida entre as marcas procuradas por velejadores brasileiros. Para Chico, mais do que vender barcos, o papel da Aloha Náutica é apresentar novas formas de viver o mar.

Cockpit do veleiro Beneteau Oceanis 46.1. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
Interior do veleiro Beneteau Oceanis 46.1. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

O espaço da marca no salão, que chegou a receber um prêmio internacional como melhor estande no Rio Boat Show 2024, é desenhado Cecília Avena, uma das sócias da Aloha, e está de portas abertas para quem quiser conferir em detalhes as novidades da representante da marca francesa.


Rio Boat Show 2025

Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show atraca na Marina da Glória e movimenta as águas entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário da Baía de Guanabara, sob os olhares do Cristo Redentor.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 apresenta uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. O evento reúne mais de 100 embarcações expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.

 

Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento conta com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.

 

Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

 

Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2025

Quando: De 26 de abril a 4 de maio
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)
Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04; e 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
Ingressos: site oficial de vendas

 

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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