Bianca Colepicolo dá 10 dicas para desenvolver o turismo náutico nos municípios
Coordenadora de turismo do Fórum Náutico Paulista abordou o assunto durante o 9º Congresso Internacional Náutica


Turismo pra que? De tanto ouvir essa pergunta, Bianca Colepicolo — coordenadora de turismo do Fórum Náutico Paulista e chefe da Divisão de Patrimônio Histórico, Turístico e Cultural de São Sebastião (SP) — decidiu fazer alguma coisa. Afinal, ela sempre acreditou que o turismo pode ser uma fonte de distribuição de renda, valorização da natureza e da cultura.
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Penso assim: se o turismo, representando só 6% do PIB, já gera 6 milhões de empregos no Brasil, imagina se for profissionalizado e crescer mais– Colepicolo, durante o 9º Congresso Internacional Náutica
Assim nasceu a cartilha Turismo pra que? Como o Turismo Gera Renda e Emprego para Você, na qual, de forma didática, ela oferece respostas àquela pergunta, pois mais absurda que possa parecer.


Como tudo o que é bom pode ser melhorado, da semente inicial nasceu o Oficina de Aprendizagem, Desafios e um Passo a Passo para o Investimento no Turismo Náutico, um vídeo no qual dá dicas (uma verdadeira aula) aos prefeitos e secretários de turismo de cidades com potencial para o desenvolvimento dessa atividade.
“As pessoas não entendem que virá dinheiro para cidade, que vai gerar empregos, que irá melhorar a vida de todo mundo. Está faltando comunicação; está faltando a gente explicar didaticamente o grande potencial do turismo”, conta Bianca, explicando a produção do vídeo/cartilha.
São dicas simples e práticas, como essas:
1
Para a prefeitura saber o tamanho da economia que essa atividade gera, e conseguir recursos para investir nessa atividade, é muito importante que, antes de tudo, os empreendedores turísticos façam o Cadastrur, que é o cadastro no Ministério do Turismo;
2
De onde vêm os recursos para investir em infraestrutura, qualificação e promoção? Podem vir direto do caixa da prefeitura; de empréstimos de um programa como o Desenvolve São Paulo ou do BNDES; de programas estaduais ou federais; de emendas parlamentares; da iniciativa privada; e de parcerias público-privadas;


3
Quem tem um grande lote à beira d’água pode picotar essa área em vários pequenos lotes e vendê-los. Outra alternativa é projetar um empreendimento náutico. O que é mais rápido? Resposta: é o empreendimento imobiliário. Qual vai obter a licença mais rápido? O empreendimento imobiliário!
Por isso, poucos empreendedores se sentem motivados em tocar um empreendimento náutico. A solução para uma cidade que tenha uma área pública com acesso à água e potencial para instalação de uma estrutura náutica é abrir uma parceria público-privada, deixando que outras pessoas invistam na área do município. Essa área vai gerar emprego e renda para o município. O que era custo para a cidade vira uma fonte de renda.
4
Eu preciso fazer um projeto para a minha cidade, ressaltando o seu potencial náutico. Por onde começo? Em primeiro lugar, faça um inventário, no qual levanta os recursos naturais e a estrutura existentes; oferece um mapeamento desses recursos e analisa seu potencial e os gargalos para explorá-los.
5
Segundo passo: faça um planejamento estratégico, no qual estabelece metas para o turismo náutico e define o público-alvo, que podem ser os turistas locais, regionais, nacionais ou internacionais. Em seguida, crie um plano de ação visando melhorar a estrutura disponível, invista em uma campanha de marketing, capacite a mão de obra e organize eventos náuticos.
6
Faça um levantamento dos produtos e das experiências náuticas disponíveis no município. As prefeituras não vão comprar barcos, mas pode desenvolver rotas que promovam contato com a natureza, a serem exploradas pelos empreendedores; além disso, pode incentivar a prática de atividades náuticas, promover competições (como uma regata) e integrar o turismo náutico com experiências culturais e gastronômicas, como visitas a vilas de pescadores, por exemplo.
7
Além de capacitar mão de obra e criar parecerias público-privadas, promova o engajamento da comunidade local; incluir a população em atividades turísticas é uma forma de gerar renda e preservar os recursos naturais.
8
Invista na criação de uma marca, de uma identidade visual e narrativa forte de turismo náutico; em promova o marketing digital, com a criação de conteúdo nas redes sociais e nos sites de turismo, e formação de parcerias com influenciadores.
9
Participe de feiras e eventos, promovendo a cidade como destino turístico, tanto no Brasil como no exterior.
10
Monitoramento de resultados. Monitores indicadores como fluxo de turistas, investimentos e geração de empregos; estabeleça canais para o recebimento de feedback de turistas e operadores; atualize o plano estratégico com base em novas demandas e tendências do mercado náutico.
A cartilha foi lançada pela Fórum Náutico Paulista, para auxiliar municípios que desejam desenvolver o segmento náutico. Fundado em 2013 por pessoas ligadas ao setor de barcos de lazer, o Fórum Náutico Paulista representa a indústria náutica de esporte, lazer e turismo junto ao governo estadual.
Seus integrantes, cuja participação é voluntária e não remunerada, compõem câmaras temáticas, e reúnem-se regularmente para discutir e propor medidas para o segmento — desse esforço, nasceram, por exemplo, os projetos Rampa Pública, para implantação em municípios banhados por rio ou mar, de forma a impulsionar o turismo náutico.
O Congresso Internacional Náutica teve patrocínio da Metalu (maior fabricante de píers de alumínio no mundo) e antecedeu a abertura ao público do São Paulo Boat Show, evento que contou com mais de 170 barcos em exposição, 50 lançamentos gerais, além de uma série de produtos e serviços.
São Paulo Boat Show 2024
Consagrado como o maior evento náutico da América Latina, o salão que acontece desde 1998 reuniu, neste ano, mais de 170 barcos, disponíveis para o público conhecer e comprar. Nesta 27ª edição, os visitantes ainda puderam participar do sorteio de uma lancha Focker 188 Joy, equipada com motor Yamaha.


Tradicionalmente, o evento revela os principais lançamentos do ano, com estaleiros nacionais e internacionais apresentando barcos e jets de todos os modelos, preços e tamanhos. O público ainda confere motores, equipamentos, acessórios, brinquedos aquáticos, decoração e produtos de luxo — como resorts e helicópteros — expostos no Espaço dos Desejos.
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O São Paulo Boat Show 2026 foi a estreia oficial da Tank Boats. O estaleiro levou para o salão seu primeiro modelo, a T36, uma lancha de 36 pés que combina conforto e desempenho.
É um barco que traz muitas referências internacionais, principalmente no acabamento, que é extremamente fino e difícil de encontrar em embarcações nacionais. Também temos muita tecnologia embarcada, com uma interface própria da Tank Boats - destacou Fábio Bisolatto, fundador da Tank Boats[caption id="attachment_210486" align="alignnone" width="920"]




Barco conta com ‘caixa-preta’
De acordo com Victor Tadano, um dos sócios da Tank Boats, a empresa desenvolveu uma interface própria para centralizar informações que normalmente ficam espalhadas entre diferentes equipamentos e telas da embarcação. A T36 exposta possui sete telas, mas a proposta do sistema é permitir que as informações consideradas essenciais sejam acompanhadas de maneira centralizada. [caption id="attachment_210484" align="alignnone" width="920"]

Temos muita tecnologia e muitas telas no barco, mas não adianta ter sete telas e não conseguir acompanhar todas. Por isso, é importante ter, em pelo menos uma delas, as informações essenciais da embarcação. Não é apenas uma tela: é um sistema que armazena os dados, como uma espécie de caixa-preta que trouxemos para dentro do barco para ajudar no gerenciamento - afirmou Tadano[caption id="attachment_210483" align="alignnone" width="920"]


Manual de instruções
Fábio Bisolatto e Victor Tadano explicaram que o proprietário receberá, junto com a embarcação, um manual de instruções, projeto elétrico e projeto hidráulico, além das especificações e códigos dos componentes utilizados. Segundo eles, os itens empregados durante a fabricação são rastreados para facilitar futuras manutenções e substituições. A empresa também afirma possuir um documento de ensaios de 51 páginas, com os testes realizados durante a fabricação e a entrega da embarcação. [caption id="attachment_210480" align="alignnone" width="920"]



Fundo de investimentos
O estaleiro foi aberto em abril de 2026. Os sócios afirmam que a marca conta com o respaldo de um fundo de investimento e que os recursos previstos permitem sustentar a operação pelos próximos três anos durante a ampliação da linha de produtos, independentemente das vendas. [caption id="attachment_210478" align="alignnone" width="920"]

Estreia no São Paulo Boat Show
O São Paulo Boat Show foi palco da estreia oficial da Tank Boats diante do público, e a empresa montou um estande de aproximadamente 370 m² para apresentar a marca. Para Inara, a recepção superou as expectativas e a Tank Boats já havia fechado vendas antes mesmo da metade do evento. [caption id="attachment_210481" align="alignnone" width="920"]

Próximos lançamentos
Os executivos revelaram que a engenharia da Tank Boats já trabalha em dois novos lançamentos, embora não tenham divulgado modelos, tamanhos ou datas específicas. A intenção é ampliar a linha nos próximos anos e consolidar a empresa no segmento de center consoles.São Paulo Boat Show 2026
O maior salão náutico da América Latina leva seus visitantes para uma verdadeira imersão no universo das águas. Mais de 170 embarcações, passando por botes, lanchas e jets, tomam conta do pavilhão do São Paulo Expo e podem ser vistas de perto. [caption id="attachment_207151" align="alignnone" width="920"]





