Projeto de biosfera flutuante foi criado para ser seguro e autossuficiente

Por: Redação -
14/08/2019

Uma empresa russa desenvolveu uma biosfera flutuante que mais parece uma parece nave alienígena. O projeto promete proteger seus tripulantes caso haja catástrofes climáticas – como aquecimento global e elevação dos oceanos – e até terremotos devastadores. Batizada como Ark Hotel, a estrutura tem um formato de “concha” e é produzida com material pré-fabricado resistente, podendo ser construída rapidamente.

De acordo com os idealizadores, o Ark Hotel é uma biosfera flutuante gigante concebida para ser um abrigo seguro e autossuficiente. O projeto utiliza painéis solares e um sistema de coleta de água da chuva para fornecer energia e água aos habitantes.

Um ambiente, semelhante a uma estufa, fornece uma vegetação viva para ajudar na qualidade do ar e permite o cultivo de alimentos. Adaptado para sobrevivência tanto em terra como em água, a estrutura é toda transparente para reduzir o uso de iluminação não natural.

Com uma área construída de 14 900 m², o Ark Hotel possui cinco andares, sendo três reservados para as acomodações. O projetista promete instalações confortáveis, luminosas e arejadas. Em um dos andares foi instalado um restaurante, uma academia e um SPA. Em um mezanino ficaram as salas de reunião.

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Segundo Alexander Remizov, idealizador do projeto, em caso de terremotos o peso da embarcação é redistribuído através de um sistema próprio e no caso de tsunamis, seu porão tem uma estrutura em camadas, tornando o hotel uma verdadeira concha fechada.

“Para a arquitetura há duas grandes preocupações: a primeira é a segurança e precaução contra condições ambientais extremas e mudanças climáticas. A segunda é a proteção do ambiente natural das atividades humanas”, diz.

“The Ark Hotel é uma tentativa de responder aos desafios do nosso tempo. A provisão é feita para um sistema de suporte de vida independente. Todas as plantas são escolhidas de acordo com a compatibilidade, iluminação e eficiência da produção de oxigênio, e com o objetivo de criar um espaço atrativo e confortável”, continua.

Ele lembra que a “arca” não emite gases, usa fontes limpas de energia, produz zero desperdício, mas trata-se de um projeto, nada foi construído.

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