Eles estão voltando!

Por: Redação -
18/03/2015

Com atraso de 67 horas para evitar o impacto do ciclone Pam, a Volvo Ocean Race seguiu viagem para o Brasil, mais precisamente Itajaí, em Santa Catarina. A quinta etapa da Volta ao Mundo largou, nesta terça-feira (17), de Auckland, na Nova Zelândia. As seis equipes vão ter pela frente a perna mais longa do evento – 6 776 milhas náuticas ou 12 550 quilômetros – e dificuldades como o frio dos mares do Sul, ondas gigantes e o temido Cabo Horn. Entre os tripulantes, um brasileiro: André ‘Bochecha’ Fonseca é o timoneiro do Mapfre, barco de bandeira espanhola na regata.

“Todos os velejadores querem disputar essa etapa, pois passa pelos mares do Sul e pelo Cabo Horn. É uma marca importante na carreira do atleta. Adoramos pegar ondas grandes…Passamos frio e fome, mas nos divertimos”, disse o catarinense Bochecha.

“Estou ansioso para chegar ao Brasil. Faz tempo que não vou pra casa. Vou chegar logo no meu país e no meu estado. Itajaí é pertinho de Florianópolis, onde moro. Estou louco por um churrasco”, brincou André ‘Bochecha’ Fonseca.

A regata também tem uma quase brasileira. Carolijn Brouwer corre no Team SCA, barco só de mulheres na aventura. A atleta holandesa morou mais de uma década no Brasil. “É sempre uma etapa com muita tensão e nervos. Os pontos de gelo — ice gates — estarão bem mais ao Sul. Vamos pegar frio e muito vento. Nosso objetivo é chegar em Itajaí com o barco inteiro”, disse a velejadora, que participou da edição 2001-02.

E a regata não será nem um pouco fácil do ponto de vista dos velejadores. Além do frio e das ondas, eles devem enfrentar de 25 a 35 nós de vento, o que equivale de 46 a 65 km/h até dobrar o Cabo Horn.

A previsão é que a etapa demore cerca de três semanas para ser concluída. A tendência é que o líder cruze a linha de chegada em Itajaí no dia 7 de abril. O percurso leva os barcos perto de Point Nemo, famoso na obra de Julio Verne. É o lugar mais remoto da terra, que fica no Pacífico Sul.

A regata até Itajaí marca a volta para o Atlântico e a contagem regressiva para o fim da Volvo Ocean Race. Mas, antes de relaxar, eles terão o Cabo Horn no Oceano Antártico, que fica na ponta da América do Sul. Desde o século 17, o local é um marco para todos os velejadores. Para se ter uma ideia, mais pessoas chegaram ao cume do Everest do que contornaram o Cabo Horn. As ondas podem atingir 30 metros – 100 pés, o que é quase o mesmo tamanho do mastro do barco Volvo Ocean 65.

Foto: Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race

 

Curta a revista Náutica no Facebook e fique por dentro de tudo que acontece no mundo náutico.

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Morre Charlie Dalin: velejador foi campeão e recordista da Vendée Globe enquanto enfrentava um câncer

    Diagnosticado em 2023, o francês manteve o tratamento em sigilo e fez história em uma das regatas mais difíceis do mundo

    Cristiano Ronaldo, Messi e Vinicius Júnior: os luxos náuticos das estrelas da Copa do Mundo 2026

    Principais jogadores da competição têm fortes ligações com o universo náutico; lista tem nomes como Haaland, Mbappé e Vinicius Júnior

    “Brinquedo de luxo”? Marca chinesa lança “barco voador” para uso pessoal

    Conhecida pelos patinetes elétricos, NAVEE apresenta o WaveFly 5X, veículo que parece voar sobre a água

    Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

    Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

    Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

    Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!