Estreante na Refeno, Orion conquista Fita Azul e derruba recorde de 2007
O Orion Racing Brasil fez história logo em sua primeira participação na Regata Internacional Recife–Fernando de Noronha, a Refeno. Com o MOD70 Orion, o comandante Sérgio Avellar e sua tripulação conquistaram a Fita Azul da 37ª edição e estabeleceram um novo recorde para a travessia.
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A embarcação cruzou a linha de chegada no Mirante do Boldró, em Fernando de Noronha, com o tempo de 14h18min56s. O resultado supera uma marca que permanecia intacta desde 2007, quando o Adrenalina Pura completou o percurso em 14h34min54s.
Recorde que durava 19 anos
A conquista do Orion encerra um dos recordes mais emblemáticos da Refeno. Por 19 anos, o melhor tempo da travessia pertenceu ao Adrenalina Pura, catamarã pernambucano que é o maior vencedor da história da regata, com 10 Fitas Azuis.
A Fita Azul é entregue ao primeiro barco a completar o percurso entre o Recife e Fernando de Noronha, independentemente da classe. Por isso, a disputa costuma reunir as embarcações mais rápidas da regata e é uma das mais acompanhadas da competição.
Trimarã de alta performance
Recém-chegado a Pernambuco, o Orion desembarcou no estado trazendo uma das embarcações de alta performance mais impressionantes da vela oceânica. O MOD70 é um trimarã construído em fibra de carbono, desenvolvido especialmente para velocidade e grandes travessias em mar aberto.
O modelo faz parte de uma série exclusiva de apenas sete embarcações construídas no mundo. Com três cascos, estrutura extremamente leve e grande área vélica, o MOD70 foi concebido para atingir altas velocidades em travessias oceânicas.
Tecnologia, aerodinâmica e desempenho colocaram o Orion em uma categoria diferente dos veleiros convencionais e aumentaram a expectativa em torno de sua estreia na tradicional regata entre o Recife e Fernando de Noronha.
Tripulação reúne gerações
Além do comandante Sérgio Avellar, estiveram a bordo Cláudio Teixeira, Guilherme Siqueira Araújo, João Pedro Monteiro, Júlio Avellar, Marcus Duarte e Tiago Monteiro.
A tripulação reúne duas gerações de velejadores, com pais e filhos compartilhando a paixão pelo mar, pela vela e pela navegação oceânica.
Vela e inclusão
O Orion não chegou à Refeno apenas em busca de velocidade e resultados. A embarcação também leva consigo o projeto Velejando pelo Autismo, iniciativa que usa a vela como instrumento de inclusão e conscientização.
A proposta aproxima pessoas com autismo e suas famílias do universo náutico, ampliando o alcance social da embarcação para além das competições.
Com a vitória na Fita Azul e o novo recorde da travessia Recife–Fernando de Noronha, a estreia do Orion na Refeno já entra para a história. O trimarã superou uma marca que resistia desde 2007 e abriu um novo capítulo na principal regata oceânica da América Latina.
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