Expedição de canoa havaiana aporta em Arraial do Cabo e chegará ao destino final nesta sexta


A 4ª edição da Expedição Anamauê seguiu viagem nesta quinta-feira saindo da praia de Manguinhos, em Búzios (RJ), e aportando em Arraial do Cabo (RJ) após 40km de viagem.
Nesta sexta-feira, 15, a tripulação sairá de madrugada com previsão de chegada ao destino final, na praia de Jurujuba, em Niterói (RJ), do Centro de Estudos do Mar – CEM, no período da tarde, depois das 14h, com previsão dos últimos 120km de remada/velejada.
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Os velejadores/remadores do Rio de Janeiro e do Espírito Santo saíram no dia 24 de dezembro, na véspera de Natal, de Arraial d’Ajuda, no sul da Bahia, e vão finalizar o trajeto após 650 milhas náuticas navegadas (mais de 1 000 km), na maior expedição de canoa havaiana do Brasil e em trajeto inédito.
“A remada desta quinta foi sem vela, 40 km, apenas remamos para chegarmos nesse paraíso que é Arraial do Cabo aproximadamente cinco horas. Agora vamos com tudo pra esse último dia que será extremamente duro. Vamos acordar meia-noite para sair em torno das 2 da madrugada. Vimos que o mar estará em subida, mas nem tanto, ondulação de sul, ondas de um metro e meio. Nossa intenção é chegar em Niterói (RJ), caso dê algo errado, temos a opção de aportar em Saquarema (RJ) para concluirmos a expedição no sábado, mas a ideia é não precisar fazer isso. Viramos a última ponta hoje, agora é só uma reta, mas sabemos que o mar é diferente a cada dia”, disse o niteroiense Douglas Moura, líder da tripulação.
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Dos 21 dias de expedição até aqui, eles navegaram e remaram em treze deles. O primeiro destino foi a praia de Corumbau, no município de Prado (BA), depois desembarcaram na praia do Prado (BA). Condições ruins impediram que a tripulação saísse no dia 26. No dia 27, foram para Nova Viçosa navegando e remando por 80 km. Na segunda-feira, tiveram que abortar a chegada na divisa com o Espírito Santo por uma tempestade e desembarcaram na praia de Mucuri, a Costa Dourada. O último trajeto antes da virada do ano foi até Regência, o maior deles com 100 km, onde aportaram na base da Canoa Polinésia Pataxó, comandada por Ranin Thomé, um dos líderes da 4ª Expedição Anamauê.
No dia 2 rumaram para a capital do ES, Vitória. No dia 3, partiram em trajeto mais curto para Anchieta (ES) e, no dia 4, foram para o extremo sul do estado, em Marataízes (ES) até cruzarem a divisa com o RJ na terça-feira da semana passada, onde foram obrigados a ficarem três dias esperando as condições do mar melhorarem. No final de semana, saíram da praia de Grussaí, em Barra de São João (RJ), e levaram mais de 12h no mar até aportarem em Macaé (RJ), cruzando o temido Cabo de São Thomé, na região de Campos (RJ). No dia seguinte, mais um dia duro para alcançarem Búzios (RJ), com ventos de 30 nós, algumas avarias no barco e muita disposição até uma reta final com surfe por cerca de vinte minutos. Condições ruins do mar fizeram a tripulação ficar alguns dias por Búzios até partirem nesta quinta com destino a Arraial do Cabo.
O trajeto é inédito percorrendo o litoral sul da Bahia, todo o litoral do Espírito Santo, Norte, Região dos Lagos no Rio de Janeiro. Os tripulantes estão dias inteiros no mar sem o auxílio de equipamentos eletrônicos, apenas bússola e carta náutica.
A expedição está sendo feita por intermédio de uma canoa havaiana V6 adaptada com duas velas que ficou pronta em parceria com a CORE VA´A. A aventura pode ser acompanhada pelo aplicativo SPOT e também pelo instagram da equipe @anamauevaa. Os atletas estão levando seus mantimentos e equipamentos de dormir para quando não tiverem abrigo poderem dormir nas praias mais remotas pelo litoral.
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