FS 290 Concept com pintura diferenciada é um dos destaques do Boat Show

06/11/2021

O estaleiro catarinense FS Yachts está participando de mais uma edição do São Paulo Boat Show, desta vez, com sua lancha de 29 pés, a FS 290 Concept, em uma versão com pintura especial na cor azul grafite e com para-brisas preto, muito requisitada para os barcos de exportação para Dinamarca, Suíça, Argentina, Sérvia, Austrália, Nova Zelandia, Portugal, Uruguai, Abu Dhabi, Colômbia, sendo apresentada também para o mercado brasileiro. O acabamento especial foi apresentado pela primeira vez na versão T-Edition na comemoração de mil unidades comercializadas da lancha de 23 pés da marca e caiu no gosto dos clientes.

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Com linhas modernas, formas geométricas vivas e acabamento esmerado, o modelo conta com o tradicional solário de proa (com ajustes de até 45º) com acesso pelo centro do para-brisa, rebatível. No cockpit, o banco do piloto é giratório, com trava durante a navegação, permitindo ampliar a área de convivência quando o barco estiver parado. A bombordo, há uma espreguiçadeira, seguida do sofá de popa. E por todo canto encontram-se porta-copos e caixas de som, além de saídas 12 volts/usb para recarregar a bateria do celular.

Destaque também para a plataforma de popa, com 2,38 m x 1,26 m, e para o sempre bem-vindo espaço gourmet, o queridinho entre os brasileiros para aproveitar ainda melhor o tempo a bordo.

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A cabine da FS 290 Concept tem cozinha bem equipada — com pia, armários com gaveteiros e nichos para geladeira e micro-ondas —, um sofá em “U” conversível em cama de casal, painel para fixação de tv e dvd, armários laterais e um banheiro com vaso elétrico, pia com torneira, ducha para banho, lixeira e janela com abertura para a entrada de ar. O detalhe aqui é que o estaleiro optou por não instalar a tradicional cama de maia-nau, reforçando a vocação daycruiser do barco. O acesso à cabine, com pernoite de duas pessoas, é feito por meio de uma escada de inox. A motorização vai de 220 hp (diesel) a 350 hp (gasolina), popa ou centro-rabeta. Preço a partir de R$ 429 600 com condições especiais durante o Boat Show.

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O estaleiro está com cinco lanchas apresentadas no salão náutico paulista: as FS 360 Allure, 290 Concept e Wide, 265 Element e 230 Scappare. No maior modelo da linha, a 36 pés, a FS está apresentando uma novidade no Boat Show, uma plataforma submergível que está chamando atenção de quem passa pelo estande.

A 24ª edição do São Paulo Boat Show acontece de 4 a 9 de novembro, no São Paulo Expo, reunindo os principais lançamentos e destaques do setor. Na ocasião, o público poderá conferir as novidades e tendências em veleiros, iates, lanchas, motores, equipamentos, acessórios e serviços do mercado durante os seis dias de exposição. Você pode garantir seu ingresso on-line aqui!

Anote aí!

SÃO PAULO BOAT SHOW 2021
Quando? De 4 a 9 de novembro
Onde? São Paulo Expo
Horário? Abertura – 15h às 22h
Dias da semana – 13h às 22h
Sábado e domingo – 12h às 22h
Encerramento – 13h às 21h
Mais informações: [email protected]

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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