Iate igual ao de Cristiano Ronaldo será atração do Rio Boat Show 2023

Fabricado no Brasil, Azimut Grande 27 Metri estará na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, de 29 de abril a 7 de maio

28/03/2023

Uma estrela do mundo náutico foi escalada para entrar em campo na Baía de Guanabara. O Azimut Grande 27 Metri, modelo igual ao iate do Cristiano Ronaldo, será destaque no Rio Boat Show 2023.

 

A embarcação já teve ao menos 12 unidades vendidas no Brasil — algumas delas ainda em fase de produção.

O barco luxuoso de 88 pés será exposto pela Azimut Yachts no evento, que acontece de 29 de abril a 7 de maio, na Marina da Glória. Um Azimut Grande 27 Metri, como o iate do Cristiano Ronaldo, está avaliado em mais de R$ 55 milhões.

Iate do Cristiano Ronaldo é estrela dos barcos de luxo

O Azimut Grande 27 Metri tem 88 pés de comprimento. Ele faz parte da linha Grande Collection da empresa, que tem como um de seus atrativos uma suíte máster na proa do convés principal, na versão para dez passageiros.

Como o iate do Cristiano Ronaldo, o barco conta com uma configuração inédita, que possibilita cinco amplas suítes e grandes áreas de convivência. Isso aliado ao conforto e excelência do design italiano.

Os cômodos espaçosos e bem iluminados também são destaques da embarcação da Azimut que estará no Rio Boat Show.

O iate do Cristiano Ronaldo conta com amplas áreas exteriores, que incluem lounge na proa, jacuzzi e bar ao ar livre no flybridge, além de um beach club e espaço gourmet na popa. O iate do Cristiano Ronaldo oferece pernoite para até dez passageiros mais quatro tripulantes aproveitarem todas as mordomias do barco luxuoso.

 

 

Além disso, a popa guarda uma garagem para um bote de apoio do tipo hidrojato, com 4,80 m. O beach club, de 7,5 m², é ideal para aproveitar o passeio pertinho do mar e acessar os brinquedos náuticos.

O Azimut Grande 27 Metri detém ainda uma superestrutura de fibra de carbono, que contempla todo o casario acima do convés principal. O uso desse material nobre na construção resultou em uma série de confortos a bordo, como a instalação de grandes janelas de vidro, que não aumentam o peso e ainda melhoram a estabilidade da embarcação.

Uma das maiores fabricantes de barcos de luxo do mundo, a Azimut Yachts tem em Itajaí (SC) o único parque fabril fora da Itália. Inclusive, o modelo escolhido pelo jogador português para seus passeios em família é fabricado em solo brasileiro desde 2020.

24º Rio Boat Show

O Rio Boat Show vai ancorar na Marina da Glória entre os dias 29 de abril e 7 de maio. Lá, o grande público poderá ver de perto os principais lançamentos e destaques do mercado náutico, inclusive com barcos na água e teste drive de embarcações.

 

Lanchas, iates, veleiros, catamarãs, jets, infláveis, motores e os mais diversos equipamentos e acessórios do mundo náutico estarão reunidos em um só lugar. Do mesmo modo, os visitantes vão encontrar diversas atrações durante os nove dias de evento.

 

O público do Rio Boat Show 2023 também terá a chance de acompanhar o tradicional Desfile de Barcos, com os modelos de destaque do evento. Navegando pela Baía de Guanabara, as embarcações ganham novamente os holofotes junto com um show de luzes, música e até mestre de cerimônia.

 

Para o visitante ter a melhor experiência no evento, o Rio Boat Show terá um novo horário neste ano: das 13h às 22h, todos os dias.

 

Anote aí!

RIO BOAT SHOW 2023
Quando: De 29 de abril a 7 de maio, das 13h às 22h (todos os dias do evento)
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, S/N, Glória)
Mais informações: rioboatshow.com.br

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

    Formando novas gerações: Mubadala Brazil SailGP Team treina jovens mulheres para o futuro da vela

    Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!

    Pirelli 44 Ducati Edition: nova lancha de alta performance tem DNA de MotoGP

    Projeto lançado em Cannes promete casco esportivo, 1.500 hp de potência e fabricação limitada a 26 unidades

    NX Boats e Suassuna Fernandes conectam os universos náutico e imobiliário através da Pininfarina

    Colaboração estratégica reúne engenharia, design, condições comerciais exclusivas e experiências para clientes das duas marcas, e inclui uma edição especial da NX 44 Fly nas cores do Suassuna Design by Pininfarina

    Real 45 Luxury surpreende nas vendas e já tem encomendas até setembro de 2027

    Lançada no São Paulo Boat Show 2026, lancha da Real Powerboats registra alta procura e tem toda a produção vendida até o próximo ano