Ilha de Elba

Por: Redação -
15/07/2015

A ilha de Elba – por onde Napoleão passou, reinou e se exilou durante um breve período –, raramente tem o seu nome associado à região da Toscana, à qual pertence. No entanto, de todo o Parque Nacional do Arquipélago Toscano, ela é a maior, com 224 quilômetros quadrados. Esta discreta ilha, que costuma passar despercebida até mesmo aos olhos de viajantes calejados, é delineada por uma costa bordada de praias de areia, baías abrigadas, marinas charmosas e um mar translúcido. Localizada a meros 10 quilômetros do continente e facilmente acessível graças a um eficiente sistema de ferries, tornou-se um dos destinos favoritos dos europeus durante o verão, e acolhe nesta época cerca de 1 milhão de turistas.

Felizmente, graças ao clima ameno – nunca passa dos 28º C, mesmo no auge do calor e raramente desce a menos de 9º C durante os meses de inverno –, é possível aproveitar todas as atrações e a beleza de Elba o ano inteiro, sem se acotovelar com as multidões que invadem a ilha em julho e agosto. Até outubro, a temperatura fica em torno de 23ºC, o que ainda permite deliciosos mergulhos. Aliás, falando em mar, o snorkel é uma das atividades mais procuradas pelos turistas, pois a transparência da água e a riqueza da vida marinha são verdadeiros chamarizes. Evite apenas os meses de novembro a fevereiro, quando Elba fica praticamente deserta, e a maioria dos estabelecimentos hoteleiros e muitos restaurantes fecham as suas portas.

A diversidade de Elba surpreende: pitorescos vilarejos encravados no meio das rochas, outros à beira do mar e em todos eles vestígios de séculos de civilizações mescladas. Tem atividades para todos os gostos, desde o dolce farniente na beira da praia, degustando um gelato ou explorando os portos e vilarejos, até cênicas caminhadas em trilhas que serpenteiam através da região montanhosa. Aliás, falando em altura, é do pico mais alto da ilha, o Monte Capanne, com 1019 metros, que o “Corso” conseguia mirar de longe a sua terra natal nos dias em que o céu estava completamente despojado.

Se por um lado Elba peca pela falta de uma sofisticada rede hoteleira (as estrelas ficam mesmo por conta do firmamento), por outro é compensado pela gastronomia, que preenche os requisitos para agradar paladares mais exigentes. Boas safras de vinhos regionais e produtos da terra são oferecidos em enotecas e nos melhores restaurantes e, convenhamos, já que o turista fica o dia inteirinho passeando, é o sol que passa a ser o item mais luxuoso durante a sua estadia – e ainda vem de graça!

Inspire-se com algumas fotos:

A jornalista e fotógrafa carioca Antonella Kann é uma travel expert em viagens que combinam atividades esportivas com quesitos de luxo 

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