Marinha investirá US$ 1,8 bi em quatro novas corvetas


O projeto das novas corvetas da Marinha Classe Tamandaré vai receber um investimento de US$ 1,8 bilhões. O projeto prevê a construção de quatro corvetas de 2,7 mil toneladas com ampla carga digital, sistemas e armamento de última geração. Cada unidade vai sair por US$ 450 milhões. A longo prazo, as encomendas podem chegar a 12 unidades.
Mais ampla, a V-35 Tamandaré terá espaço para receber os tubos de lançamento dos mísseis antinavio Mansup, brasileiros, da mesma classe dos Exocet MM-40/3, e os casulos de disparo vertical dos Sea Ceptor, antiaéreos, comprados da MBDA europeia. O desenho crítico das linhas do casco reduz a visibilidade nas telas do radar, dando à embarcação uma certa condição “stealth”, de furtividade. A bordo haverá acomodações para 136 pessoas – tripulantes, mergulhadores, fuzileiros, mais pilotos e mecânicos do helicóptero orgânico, provavelmente configurado para o combate antissubmarino.
Segundo a Marinha, o projeto será conduzido por empresas estrangeiras consorciadas com estaleiros nacionais em regime de ampla transferência de tecnologia. Ao longo dos próximos meses, até o fim do ano, a Marinha cumprirá uma agenda de consultas técnicas aos estaleiros interessados no projeto, daqui e do exterior. O processo licitatório será encerrado em 2018. O início da construção está previsto para 2019 e as entregas serão feita no período de 2022 a 2025 – na cadência de um navio por ano.
Em 2010, como resultado da economia estável e da decisão do governo de reequipar as Forças Armadas, a Marinha apresentou o projeto ProSuper, destinado a renovar o conjunto de suas embarcações de superfície, compreendendo 11 navios, com investimentos estimados em US$ 6 bilhões.
O inventário abrangia, então, cinco fragatas de 6 mil toneladas, quatro navios-patrulha oceânicos, de 1,8 mil toneladas, e um navio de apoio, de 22 mil toneladas. Correndo por fora, poderia entrar na lista um gigante de múltiplo emprego, de 32 mil toneladas, capaz de transportar tropas, blindados, lançadores de foguetes, lanchas de desembarque e muitos helicópteros. Porém, faltou dinheiro, e o programa não avançou.
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