Montreal Powersports expõe linha 2026 da BRP no Marina Itajaí Boat Show

04/07/2026

A Montreal Powersports aproveita a 4ª edição do Marina Itajaí Boat Show para apresentar produtos da linha 2026 da BRP, reunindo boas opções para quem busca desempenho tanto na água quanto em terra. Entre os destaques estão o jet Sea-Doo Explorer Pro 230 e o quadriciclo Can-Am Outlander Max XT 700, além de outros modelos.

O consultor de vendas Marcos John conversou com a NÁUTICA e explicou o motivo pelo qual o Sea-Doo Explorer Pro 230 é o grande destaque entre os jets. Segundo ele, o modelo, desenvolvido para viagens de longa distância, chega equipado com acessórios específicos para expedições, com autonomia aproximada de cinco horas de navegação com um tanque de combustível, permitindo percursos como Itajaí–Florianópolis sem necessidade de reabastecimento.

 

A marca também expõe o Sea-Doo 325, voltado à alta performance, e os modelos GTI 130 e GTI 170, estes, opções de entrada com preços mais acessíveis.

 

No segmento off-road, o destaque é o Can-Am Outlander Max XT 700. Apesar do nome, o modelo utiliza motor de 650 cilindradas e sai de fábrica equipado com guincho, para-choques e direção elétrica, características que o tornam indicado tanto para trilhas quanto para uso em condomínios e propriedades rurais.

 

Chama atenção também o Can-Am Defender New Limited, veículo utilitário equipado com ar-condicionado, vidros elétricos e caçamba. Segundo a empresa, o modelo atende tanto quem busca um veículo para lazer quanto para atividades profissionais no campo.

 

De acordo com Marcos John, todos os produtos expostos pertencem à linha 2026 e estão disponíveis para pronta entrega na unidade da Montreal Powersports em Balneário Camboriú.

 

Durante o evento, a empresa também promete condições especiais de compra. Os modelos podem ser adquiridos com 40% de entrada e saldo parcelado em até 18 vezes sem juros no cartão de crédito. Já os pagamentos à vista contam com descontos negociados individualmente durante o salão.

 

Com informações de Nicole Leslie, enviada especial ao Marina Itajaí Boat Show 2026.

Marina Itajaí Boat Show 2026

De 2 a 5 de julho, as águas da Baía Afonso Wippel, em Santa Catarina, recebem a 4ª edição do Marina Itajaí Boat Show. O evento reúne embarcações, motores, acessórios e equipamentos náuticos, além de empreendimentos e outras marcas que conversam com quem vive o lifestyle náutico.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Os ingressos para a 4ª edição do maior salão náutico do Sul do país ainda estão à venda e disponíveis pelo Sympla e leitores da NÁUTICA têm 30% off do ingresso único (entrada inteira): basta inserir o código promocional NAUTICA30 antes de finalizar a compra.

 

O Marina Itajaí Boat Show 2026 tem o apoio institucional da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (SDEI) da Prefeitura de Itajaí. A parceria tem como objetivo fortalecer a economia azul, incentivar a inovação, atrair investimentos, fomentar o turismo de negócios e promover Itajaí como um dos principais polos da indústria náutica brasileira, ampliando as oportunidades de desenvolvimento econômico para o município.

Anote aí!

Quando: de 2 a 5 de julho de 2026;

Horário: quinta e sexta-feira, das 14h às 21h; sábado e domingo, das 11h às 21h; no último dia (5) o evento se encerra às 20h;

Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100 – Centro, Itajaí – SC, 88301-445);

Mais informações: site do evento;

Ingressos: site oficial de vendas.

 

Náutica Responde

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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