Na Ilha


A Copa Suzuki Jimny, 14ª edição do Circuito Ilhabela de Vela Oceânica, se aproxima dos momentos finais. Os campeões da temporada serão definidos na quarta e decisiva etapa, marcada para os finais de semana de 29 e 30 de novembro e 6 e 7 de dezembro. Com sede no Yacht Club de Ilhabela (YCI), a competição reúne embarcações das classes ORC, HPE, IRC, C30 e RGS. A regata mais esperada da temporada, “Volta à Ilha – Sir Peter Blake”, em homenagem ao velejador neozelandês que participou da primeira edição, está prevista para o dia 29 de novembro.
“É uma regata muito bonita pelo cenário que o contorno da ilha proporciona aos velejadores. Temos de aproveitar porque só temos duas oportunidades por ano de correr provas mais longas no litoral norte: Alcatrazes, na Ilhabela Sailing Week, e a Peter Blake, na Copa Suzuki Jimny. Com certeza vai atrair muitos barcos”, espera Carlos Eduardo Souza e Silva, o Kalu, diretor de Vela do YCI e comandante do Orson, segundo colocado na classe IRC, três pontos atrás do Rudá (Mário Martinez).
“O pessoal de Santos e de Ubatuba deve comparecer em peso. Costuma ser a etapa mais forte do ano”, prevê Kalu. “Precisamos velejar bem e nos preparar para defender em 2015 o título sul-americano de ORC conquistado pelo Orson neste ano, somando-se o Circuito Punta del Este de Oceano e a Ilhabela Sailing Week”. Além da Regata Volta à Ilha – Peter Blake, a festa de encerramento, marcada para 6 de dezembro na Pousada Armação dos Ventos BL3, motiva a confraternização dos velejadores na Capital Nacional da Vela. Serão duas premiações distintas. Uma exclusiva para a quarta etapa e outra para os melhores do circuito anual em cada classe.
A última etapa promete emoção na maioria das classes inscritas. Na competitiva C30, a liderança é do CA Technologies (Marcelo Massa), campeão em 2013 como Loyal. A tripulação comandada por Marcelo tem 12 pontos perdidos, seguida de perto pelo Caballo Loco (Mauro Dottori), com 18. Na HPE, o Ginga (Breno Chvaicer), também atual campeão lidera com folga de 20 pontos sobre o segundo colocado, 15 a 35 contra o Fit To Fly (Eduardo Mangabeira).
Nas disputas da RGS predomina o equilíbrio. Na A, o BL3 Urca (Pedro Rodrigues) soma 12 pontos perdidos contra 17 do Montecristo (Julio Cechetto). Na RGS B a diferença é um pouco maior. O Asbar II (Sergio Klepacz) tem oito pontos enquanto o Kanibal (Martin Bonato) possui 18. Na C, o Zeppa (Diego Zaragoza) aparece na primeira colocação, com Rainha (Leonardo Pacheco) em segundo, 18 a 23 pontos perdidos. Na Cruiser, apenas três pontos separam o líder BL3 Wind Nautica (Clauberto Andrade) do Jambock (Marco Aleixo).
Resultados acumulados após três etapas, considerando-se os descartes:
C30
1º – CA Technologies (Marcelo Massa) – 12 pontos perdidos
2º – Caballo Loco (Mauro Dottori) – 18 pp
3º – Caiçara Porsche (Marcos de Oliveira Cesar) – 26 pp
HPE
1º – Ginga (Breno Chvaicer) – 15 pp
2º – Fit to Fly (Eduardo Mangabeira) – 35 pp
3º – Suzuki Bond Girl (Rique Wanderley) – 39 pp
RGS A
1º – BL3 Urca (Pedro Rodrigues) – 12 pp
2º – Montecristo (Julio Cechetto) – 17 pp
3º – Fram (Felipe Aidar) – 20 pp
RGS B
1º – Asbar II (Sergio Klepacz) – 8 pp
2º – Kanibal (Martin Bonato) – 18 pp
3º – Helios (Marcos Gama Lobo) – 20 pp
RGS C
1º – Zeppa (Diego Zaragoza) – 18 pp
2º – Rainha (Leonardo Pacheco) – 23 pp
3º – Sextante (Thomas Shaw) – 28 pp
RGS Cruiser
1º – BL3 Wind Náutica (Clauberto Andrade) – 8 pp
2º – Jambock (Marco Aleixo) – 11 pp
3º – Cocoon (Luiz Caggiano) – 20 pp
IRC
1º – Rudá (Mario Martinez) – 4 pp
2º – Orson (Carlos E. S. Silva) – 7 pp
3º – Mussulo III (José Guilherme Caldas) – 12 pp
Foto: Marcos Méndez/SailStation
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