Nova lancha de 50 pés com flybridge será o grande lançamento da Coral no Rio Boat Show

Por: Redação -
30/03/2023

Com mais de 30 anos de mercado, o estaleiro carioca Lanchas Coral estará presente no Rio Boat Show 2023. Um dos lançamentos será a embarcação Coral 50 Fly, que tem como diferencial a proa aberta, com uma passagem lateral.

Além disso, o modelo terá um design inovador e será equipada com dois motores Yanmar 8LV370 de rabeta. No evento, que acontece entre os dias 29 de abril e 07 de maio, a empresa vai expor ao público parte da sua linha de modelos tanto na água quanto em vagas secas.

 

 

Confira as lanchas Coral no Rio Boat Show 2023

A Coral 50 Fly que será lançada pelas Lanchas Coral no Rio Boat Show 2023 tem 15,24 metros de comprimento e boca de 4,05 metros. Por isso, ela pode acomodar 14 passageiros de dia, enquanto o pernoite é para até 12 pessoas. A Coral 50 Fly pode ter até quatro quartos, sendo um deles uma suíte.

 

Estarão em exposição cinco modelos do estaleiro. Segundo Leonardo Chiavazzoli, as embarcações de até 30 pés estarão na área seca do evento, enquanto outros dois modelos estarão disponíveis para visitação na água.

A lancha Coral 32 Cabinada também estará no Rio Boat Show 2023. Um dos diferenciais do modelo é ter a possibilidade de caminhar ao redor do motor. Ela oferece também proa fechada e targa em fibra de vidro. Por fim, há duas camas de casal e um banheiro.

Lancha Coral 32 Cabinada/ Divulgação

Seu motor de popa tem potência mínima de 230 hp, podendo chegar até em 500 hp. Ao longo dos seus 9,8 metros, a embarcação pode levar até 13 pessoas. Mas, o pernoite é para até quatro delas.

Lancha Coral 32 Cabinada/ Divulgação

Outro modelo presente no estande da Lanchas Coral no Rio Boat Show 2023 será a Coral 22. Com proa aberta e motor de popa, a embarcação pode acomodar até nove pessoas.

Lancha Coral 22/ Divulgação

O Rio Boat Show ainda terá a Coral 36 Aberta e HT. A versão aberta pode ser equipada com motor centro-rabeta ou popa. A plataforma de popa tem espaço gourmet. Com conforto, 14 pessoas navegam e outras quatro desfrutam do pernoite em duas confortáveis camas de casal.

Lancha Coral 36 Aberta/ Divulgação

Por fim, o estaleiro contará com a Lancha Coral 36 HT. De proa fechada e design atual, o modelo oferece plataforma de popa submersível, espaço gourmet completo, duas camas de casal e banheiro. Acomoda 14 pessoas durante o dia, enquanto o pernoite é para até seis passageiros.

Lancha Coral 36 HT/ Divulgação

24º Rio Boat Show

O Rio Boat Show vai ancorar na Marina da Glória entre os dias 29 de abril e 7 de maio. Lá, o grande público poderá ver de perto os principais lançamentos e destaques do mercado náutico, inclusive com barcos na água e teste drive de embarcações.

 

Lanchas, iates, veleiros, catamarãs, jets, infláveis, motores e os mais diversos equipamentos e acessórios do mundo náutico estarão reunidos em um só lugar. Do mesmo modo, os visitantes vão encontrar diversas atrações durante os nove dias de evento.

 

O público do Rio Boat Show 2023 também terá a chance de conhecer o melhor do mundo do luxo no Espaço dos Desejos. Além disso, haverá o tradicional Desfile de Barcos, onde as embarcações ganharão novamente os holofotes junto com um show de luzes, música e até mestre de cerimônia.

Anote aí!

RIO BOAT SHOW 2023
Quando: De 29 de abril a 7 de maio, das 13h às 22h (todos os dias do evento)
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, S/N, Glória)
Mais informações: rioboatshow.com.br

 

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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