Marinha do Brasil vende porta-aviões por R$ 10,5 milhões para virar sucata


O porta-aviões São Paulo, maior navio de guerra da história da Marinha Brasileira – com 32,8 mil toneladas e 265 metros de comprimento — que estava ancorado no Rio de Janeiro desde 2017, quando o governo desistiu de modernizar a embarcação e optou por vendê-la, foi leiloado por R$ 10 550 000, de acordo com informações do Auto Esporte.
A comercialização só foi efetivada na semana passada, com o aceite de um lance feito em um leilão virtual. Como é de praxe nessas negociações, o cliente é responsável pelo transporte da embarcação (que não é mais capaz de se deslocar por meios próprios) e deve, obrigatoriamente, desmanchar o navio, eventualmente lucrando com sua sucata.
Esse desmonte também deve, obrigatoriamente, ser feito em empresas credenciadas pela União Europeia e que atendam às rigorosas normas de coleta e reciclagem de resíduos tóxicos. Essa é uma exigência da França, país que construiu o porta-aviões em 1960 e o vendeu para o Brasil na virada do século com uma série de condições contratuais.
O porta-aviões era base de uma esquadrilha de aviões-caça McDonnell Douglas A-4, rebatizados pela Marinha de AF-1. Atualmente as aeronaves, ainda que adaptadas para pousar e decolar de navios, ficam baseadas em uma base aérea.
Mudar o nome, aliás, foi a tática da Forças Armadas para não ficar sem um porta-aviões na frota. No fim de 2020 a Marinha rebatizou o Porta-helicópteros Multipropósito Atlântico para “Navio aeródromo”. A troca foi justificada com o o argumento que a embarcação, fabricada em 1995 e comprada da Inglaterra em 2018, é capaz de receber aeronaves de asa fixa e pouso e decolagem vertical.
O detalhe é que há somente um aparelho capaz de atender a esses requisitos e pousar no Atlântico, o Boeing V-22 Osprey, um híbrido de helicóptero e avião que não está nos planos futuros da Marinha. O Lockheed F-35 é capaz de decolar na vertical, mas só levando pouco combustível e armamentos. Os fuzileiros norte-americanos operam o avião usando navios com rampas de decolagem, algo que o Atlântico não tem.


Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Durante a abertura do evento, Toninho Colucci destacou a importância da vela para o turismo, a formação de jovens e o cuidado ambiental no arquipélago
Grupo Guaravita, com atuação em São Sebastião, Ilhabela e Caraguatatuba, usa atividades ligadas ao mar para estimular autonomia, disciplina e interesse por profissões náuticas
Cerimônia reuniu autoridades e representantes da vela brasileira neste sábado (25), marcando o início oficial do evento de regatas
Complexo pet chinês localizado em Xangai oferece diversas atrações caninas, como navegar em caiaques com seus tutores
Iniciativa que busca aproximar crianças da vela reúne cerca de 200 participantes de 16 escolas durante a SIVI





