Equipe gaúcha do Caramiranga é fita-azul na regata Recife-Noronha
Deu, mais uma vez, o Camiranga. A embarcação do Rio Grande do Sul conquistou, neste domingo (25), o Troféu Fita Azul da 28ª edição da Regata Recife/Fernando de Noronha. O veleiro cruzou a boia de chegada, na praia do Boldró, no Arquipélago, com o tempo de 19h56min40, quebrando o recorde entre os barcos monocasco da regata, que já era seu desde 2015, quando completou a travessia entre Recife/Noronha, 545 quilômetros, com o tempo de 20h26min37.
“Foi uma boa regata, a tripulação velejou forte sempre buscando melhorar nosso tempo. Fizemos manobras boas e o barco sempre esteve trabalhando perto do seu máximo”, comemorou o comandante do Camiranga, Samuel Albrecht.
O desempenho da embarcação pertencente ao Veleiros do Sul/RS, vem chamando atenção nos últimos três anos. Em 2014, o barco, um Soto 65, com 20 metros de cumprimento, completou a travessia em 22h40min43. No ano seguinte, baixou o tempo em duas horas, fechando em 20h26min37. Agora, em 2016, diminuiu para 19h56min40.
Agora, após a premiação em Fernando de Noronha, o Camiranga retorna para o Rio de Janeiro onde disputará no final de outubro a regata Santos/Rio.”Desde o início nosso objetivo era melhorar o tempo. As condições da regata não foram as melhores para se fazer um tempo ideal. A cada ano que passa a gente vai aprendendo a velejar um pouco mais com o barco. Essa regata mostrou que a gente teve uma pequena evolução em relação aos últimos dois anos”, complementou Samuel Albrecht.
A boa notícia para Pernambuco foi a chegada, em segundo lugar, da embarcação Jahú 2, do comandante Luis Moriel. O barco realizou a travessia das 292 milhas náuticas em 24h52min13. O veleiro conseguiu diminuir seu tempo em relação a sua primeira participação na Refeno, em 2014, em quase dez horas.
O Jahú 2, catamarã Manelis de 40 pés, com 12 metros de cumprimento que compete na classe Mocra, contou com oito tripulantes. “Viemos com o intuito de chegar a Ilha. Não tínhamos e não viemos com a intenção de ganhar do Camiranga. Para o Jahú 2 foi uma conquista muito grande ter terminado a Refeno 2016 na segunda colocação geral com o tempo na casa das 24 horas”, comemorou Moriel.
Em 2014, na primeira participação do Jahú 2, a embarcação concluiu o trejeto entre Recife e Fernando de Noronha em 35h22min36. “Baixamos o nosso tempo em mais de dez horas. Isso é uma grande conquista”, lembrou o comandante.
“A conquista superou nossas expectativas. A regata foi muito boa, ventos constantes, entre 15 e 18 nós, mar relativamente tranquilo, ondas pequenas e para o barco isso favoreceu muito. Conseguimos ganhar altura para chegar a Noronha andando bem. A tripulação está de parabéns. Todos amigos e família”, finalizou Moriel.
Ao todo, 52 embarcações participaram da edição 2016 da Regata. Após a partida, duas apresentaram problemas e não completaram a prova. O Avoador 2, de Pernambuco, quebrou o leme e voltou para o Recife. A Travessia, da Paraíba, teve problemas no mastro e foi para o Rio Grande do Norte. A Refeno 2016 reuniu 389 tripulantes de 11 estados do Brasil e três países — Argentina, França e EUA.
Foto Divulgação
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