Conheça a regata volta ao mundo em que os competidores fazem o próprio veleiro em casa

26/04/2020

Australiano cria regata volta ao mundo em que os competidores devem construir o próprio veleiro. E o melhor: dá para fazer no quintal de casa

Volta ao mundo, eu? Sim, você que tem espírito aventureiro. E participando de uma regata com velejadores pouco experientes. Mais que isso: competindo a bordo de um pequeno veleiro construído com suas próprias mãos!

Pode parecer insano, mas essa é a proposta do australiano Don McIntyre, que está organizando uma circum-navegação com barcos de 5,8 metros de madeira compensada da Classe Mini 5.80: a Mini Globo Race 2024, que será disputada em seis etapas e um total de 26 400 milhas, com largada em um porto europeu ainda a ser definido rumo a oeste (com passagem pelo Canal do Panamá).

A proposta é essa mesmo: construa um veleiro com suas próprias mãos e participe de uma regata mundial. Para isso, McIntyre lançou o One Design ClassMini 5.80, um kit com instruções de como dar forma ao barco, direcionado a velejadores de qualquer idade e diferentes níveis de experiência, que sonham fazer uma travessia oceânica. Para obter os planos de construção, tudo o que você precisa fazer é pagar € 300, além do valor da compra da matéria-prima.

“Em apenas alguns meses trabalhando em uma garagem ou jardim, o veleiro pode estar pronto para navegar”, afirma o velejador australiano. “O mastro pode ser dividido em duas partes, e não é difícil remover e colocar a quilha e o leme”, garante.

A primeira unidade da nova classe está atualmente em construção na Polônia e deve estar pronta para navegar no final de junho. Na descrição de seus criadores, o Mini 5.80 será um monotipo “divertido, acessível e seguro”. Seu pequeno porte permite que seja transportado em um reboque com um carro da família.

Antes dessa circum-navegação, McIntyre, de 64 anos, promoveu de regatas vintage como a Golden Globe Race 2018. Em 2006, ao lado da mulher, Margie, ele recebeu uma medalha de ouro como “Os Aventureiros do Ano” da Australian Geographic Society — o que diz muito sobre ele. Para saber mais, acesse www.classglobe580.com.

Ficha técnica

Comprimento: 5,80 m

Boca: 2,27 m

Calado: 1,40 m

Deslocamento: 700 kg

Lastro de quilha: 220 kg

Vela mestra: 12,5 m² – 9,9 m² – 7,2 m² – 4,4 m²

Gennaker: 23m²

A rota da Mini Globe Race 2024

1ª etapa: largada num porto da Europa ainda não definido rumo às Ilhas Canárias, onde haverá uma escala de quatro dias, antes de a flotilha seguir para um porto do Caribe (com parada de sete dias) e dali para o Panamá. Distância percorrida: 4 700 milhas.

2ª etapa: do Panamá para as Ilhas Marquesas, onde os competidores fazem uma escala de sete dias antes de seguir rumo ao Taiti.  Distância: 4 660 milhas.

3ª etapa: do Taiti a Tonga. Distância: 1 400 milhas.

4ª etapa: do Tonga para Kupang, capital da província indonésia de East Nusa Tenggara. Distância: 3 800 milhas.

5ª etapa: de Kupang às Ilhas Maurício, com escala de sete dias antes de seguir para a Cidade do Cabo. Distância: 6 200 milhas.

6ª etapa: Cidade do Cabo a Cabo Verde, com escala de sete dias antes da perna final rumo à linha de chegada, na Europa. Distância: 5700 milhas.

Gostou desse artigo? Clique aqui para assinar o nosso serviço de envio de notícias por WhatsApp e receba mais conteúdos.

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Joinville (SC) inaugura novo píer flutuante e potencializa estruturas para turismo náutico

    Lançado neste domingo (2), no bairro Espinheiros, atracadouro conta com estruturas flutuantes para receber embarcações de até 100 pés de comprimento

    Morre Carlo Borlenghi, fotógrafo que ajudou a contar a história da vela mundial

    Italiano acompanhou a America’s Cup desde 1983 e construiu um dos acervos mais importantes da fotografia náutica internacional

    Apoio à vela: Schaefer Yachts renova parceria com Bruno Fontes e patrocina instituto que treina novos atletas

    Contratos foram firmados ao final de julho. Estaleiro de luxo começou a apostar na vela em 2023, com o primeiro patrocínio ao velejador olímpico

    Saiba como avistar baleias no Farol da Barra, em Salvador, a partir de R$ 10

    Ponto Fixo de Observação do Projeto Baleia Jubarte fica no Museu Náutico da Bahia, ponto privilegiado de onde cerca de 1,4 mil baleias foram vistas em 2025

    Mude transforma orlas brasileiras em polos gratuitos de esporte e bem-estar

    Com projetos em cidades como Rio de Janeiro, Fortaleza e Florianópolis, iniciativa leva aulas, academias ao ar livre e experiências gratuitas para espaços públicos à beira-mar