Responsabilidade sobre a felicidade

Por: Redação -
15/09/2015

Ultimamente tenho notado uma grande tendência de se procurar culpados para as coisas que acabam não dando certo em nossas vidas. Deve haver alguma coisa errada quando as pessoas não percebem que precisam parar de culpar os outros e, por fim, assumir a responsabilidade pelo seu próprio bem-estar. Em geral, as pessoas têm a tendência de culpar qualquer tipo de coisa, como suas origens, sua falta de estudo e oportunidade, o governo, o tempo, e um dos objetos mais comum são aquelas pessoas que estão em nossa volta. Mas culpar não funciona. Bem, até pode, se isso justificar não fazer nada para ajudar a si mesmo, enquanto se experimenta a amarga satisfação de sentir-se refém dos acontecimentos. Fazer-se de oprimido, inicialmente, pode ser útil para analisar uma situação, identificando os possíveis fatores que causaram o problema, mas isso é diferente de ficar preso no jogo da culpa.

Assumir a responsabilidade significa uma mudança de perspectiva. Se você, por exemplo, sente-se insatisfeito, ou mesmo infeliz, no seu trabalho ou no seu casamento, não seria possível considerar uma mudança de curso ou outro desafio em sua vida em vez de apenas culpar o seu chefe ou seu parceiro pela sua infelicidade?  A auto piedade funciona, também, ao contrário, quando você se sente excessivamente responsável pelo bem-estar dos outros e acaba modificando o seu comportamento para fazer esta pessoa feliz e aceita todo o tipo de desaforo pelo bem-estar do outro.

Não existe dúvida que nos últimos meses a pressão sobre o indivíduo e a sociedade, e aqui incluo as empresas em geral, está acima do nível aceitável para se achar a felicidade, mas a atitude de esperar que a solução venha do mesmo lado que está gerando a insatisfação é, no mínimo, oportunista. Empresas que não tiveram a oportunidade de se ajustar, quando foi possível, não devem reclamar dos fatos e sentir-se vítimas dos acontecimentos junto a seus funcionários, clientes e fornecedores.

Mesmo que fique acordado que o objetivo final dos seres humanos é alcançar a felicidade, definitivamente não é o papel do governo fazer isto por nenhum de nós. Existe, no fundo, algo assustador quando se espera que as pessoas devam incentivar as autoridades a tentar buscar alternativas para serem felizes. Este tipo de paternalismo benigno tem um péssimo hábito de se transformar em autoritarismo maligno.  Os governos devem se preocupar com as estruturas sociais e não individuais. O papel do estado é prover as condições que permitam indivíduos e empresas de procurarem a noção de felicidade que cada um bem escolher contanto que ela não prejudique o desejo de procura do outro.  A obrigação do estado é permitir o direito dos cidadãos de buscar a felicidade. Não é o seu negócio se certificar que eles a encontrem.

Jorge Nasseh é especialista em construção e composites e costuma viajar os quarto cantos do mundo em busca de novidades no meio náutico.

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