Robert Scheidt encerra participação histórica nos Jogos Olímpicos do Japão

Por: Redação -
02/08/2021

Sete Olimpíadas. Sete vezes em top dez. Cinco medalhas. Dois ouros. Duas pratas. Um bronze. Quarenta e oito anos. Robert Scheidt encerra sua participação nos Jogos de Tóquio/2020 como recordista de participações entre os brasileiros no maior evento esportivo do mundo. Desde a estreia dourada, em 1996, até hoje, são 25 anos dedicados à competição olímpica.

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Scheidt encerrou sua participação na Olimpíada do Japão na madrugada deste domingo (1) na 8ª colocação da classificação geral na classe Laser, com 104 pontos perdidos. Único quarentão na competição, ele é 23 anos mais velho que o australiano Matt Wearn, de 25 anos, que acumulou 53 pontos perdidos. O croata Tonci Stipanovic (82pp) ficou com a prata e o norueguês Hermann Tomasgaard (85pp) levou bronze.

Robert levou seu barco para a raia montada em Enoshima com chances matemáticas de chegar ao sexto pódio. A medal race começou com 12 nós de vento, mas a velocidade foi caindo até os 9 nós. Como precisava de uma combinação de resultados, o brasileiro adotou uma tática mais arriscada, mas cruzou a linha de chegada em 9° lugar. A vitória na prova foi do francês Jean Baptiste Barnez.

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“Estou me sentindo um pouco frustrado. Queria ter velejado bem melhor na medal race. Gostaria de ter finalizado com uma medalha. Não deu e isso deixa uma sensação amarga. O esporte é assim. Se você não aproveita as chances que surgem, o resultado não vem. Mas saio de Japão de alma lavada, com a certeza de que fiz tudo o que podia em termos de preparação e dei o meu melhor aqui em Enoshima. É um orgulho representar me País mais uma vez nessa trajetória tão longa”, disse o maior medalhista olímpico do Brasil, com cinco pódios.

Com o encerramento do sétimo ciclo olímpico, Scheidt fez um breve balanço de sua participação no Japão e se despede do Laser em grandes competições. “Tive um início de competição bastante bom e cheguei a estar em terceiro lugar. Porém, cometi alguns erros não forçados nas últimas regatas e isso complicou minha pontuação. É uma longa carreira olímpica e tenho memórias lindas dos feitos conquistados, muitas emoções. Mas é um barco muito físico e não dá para pensar em mais uma Olimpíada nesse barco. Minha história do Laser olímpico termina aqui. Mas vou seguir velejando, porque é isso que eu amo fazer”, completou Scheidt.

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