São Paulo Boat Show onde você estiver: salão náutico terá transmissão ao vivo no YouTube

16/09/2025

A 28ª edição do maior salão náutico da América Latina atracará no São Paulo Expo em breve, de 18 a 23 de setembro. Imperdível, o evento vai reunir as principais novidades do mercado náutico na capital paulista. E para que você não perca nenhum detalhe do São Paulo Boat Show 2025, o Canal NÁUTICA no YouTube fará transmissões ao vivo dos grandes destaques diariamente, a partir das 20h.

À frente da programação estará Pedro Dias, o Pedrinho, diretamente do epicentro da náutica brasileira durante os seis dias.

 

É com ele que os amantes da náutica vão embarcar em uma verdadeira imersão nesse universo, com direito a entrevistas exclusivas, curiosidades, bate-papos descontraídos com grandes nomes do setor e até spoilers das novidades que ainda nem ganharam os holofotes.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Pegue a sua pipoca, se acomode confortavelmente e se prepare, porque o São Paulo Boat Show 2025 está recheado de surpresas. Serão mais de 170 embarcações expostas e, dentre elas, grandes lançamentos das principais marcas do mercado.

 

Além dos barcos, mais de 50 marcas levarão ao público tudo o que uma embarcação pode precisar entre equipamentos, acessórios e serviços. Produtos inovadores também tomam conta do salão, com direito a pranchas motorizadas, veículos off-road, uma “Kombi Boat” e até o projeto de um barco voador.

Kombi Boat marcará presença no São Paulo Boat Show. Foto: Procopio Luxury Vehicles / Divulgação

Neste ano, além dos produtos náuticos, o salão recebe mais um encontro do NÁUTICA Talks, que atracará em São Paulo depois de uma edição de sucesso em 2023 — e outras duas no Rio de Janeiro, em 2024 e 2025. O circuito de palestras promete seis dias seguidos de muitas histórias e dicas valiosas vindas de especialistas da área — e não para por aí!

Foto: Revista Náutica

Entre tantos barcos expostos, haverá uma estrela: a Pole Position, antiga lancha do ídolo das pistas Ayrton Senna, que estará no salão na configuração original da época do esportista.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Os objetos e serviços mais exclusivos e cobiçados do mercado de luxo, por sua vez, estarão no Espaço dos Desejos. A área premium tradicionalmente reúne marcas de alto padrão no salão náutico paulista.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

E para quem procura bons lugares para navegar, o evento também é a oportunidade para conhecer destaques do turismo náutico brasileiro, no espaço Destinos Náuticos.

Foto: Fibrafort / Divulgação

Quer mais? Só no maior salão náutico da América Latina você pode concorrer a uma lancha novinha e motorizada! Isso porque em uma parceria com a Fibrafort e a Yamaha, o São Paulo Boat Show vai sortear uma Focker 188 Joy equipada com um motor de popa F90.

Veja a cobertura ao vivo do São Paulo Boat Show 2025

Quinta-feira (18/09) — 1º dia

 

 

Sexta-feira (19/09) — 2º dia

 

 

Sábado (20/09) — 3º dia

 

 

Domingo (21/09) — 4º dia

 

 

Segunda-feira (22/09) — 5º dia

 

 

Terça-feira (23/09) — 6º dia

 

 

São Paulo Boat Show 2025

A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.

 

Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.

Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.

 

A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.

 

Anote aí!

SÃO PAULO BOAT SHOW 2025

Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025
Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP)
Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h.
Mais informações: no site do evento
Ingressos: site oficial de vendas

 

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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