Scheidt é bronze em Nassau
Foi um dia de superação para Robert Scheidt e Maguila. O skipper e o proeiro — únicos representantes do Brasil na rodada final da Star Sailors League, em Nassau, nas Bahamas — bem que tentaram, mas não conseguiram o primeiro lugar na finalíssima. Em uma disputa acirrada, envolvendo apenas quatro barcos, a dupla brasileira ficou na terceira colocação, faturando a medalha de bronze. A vitória coube a Mark Mendelblatt e Brian Fatih, dos Estados Unidos, enquanto os franceses Xavier Rohart e Pierre-Alexis Ponsot asseguraram o vice-campeonato.
As três regatas de hoje (equivalentes às quartas de final, semifinal e final) foram disputadas em formato eliminatório. Embora 10 duplas estivessem classificadas para esta fase, somente oito barcos disputaram a primeira regata. Cinco deles seguiram adiante, juntando-se aos segundos colocados na fase classificatória (Mark Mendelblatt e Brian Fatih), enquanto os três últimos foram eliminados. Com uma performance impecável, Robert Scheidt e Maguila aproveitaram bem os ventos de 12 nós e cruzaram a linha final na frente.
Na segunda regata, já com a participação dos americanos, os brasileiros também correram na frente, porém, chegando em segundo lugar em meio a seis veleiros. Era o suficiente, no entanto, para figurar na finalíssima, ao lado dos primeiros colocados na fase classificatória, Diego Negri e Sergio Lambertenghi, da Itália. Dessa forma, com outros três veleiros eliminados, apenas quatro ficaram na raia para a disputa da terceira (e derradeira) regata: Itália, França, EUA e Brasil.
Passados dez minutos do início da regata, com ventos oscilando entre os 13 e os 14 nós, não dava para saber quem estava na frente. A raia era vasta para tão poucos barcos, que se espalhavam em busca das melhores rajadas. Scheidt e Maguila montaram a primeira boia em primeiro lugar. Porém, perto da terceira boia, os americanos se aproximaram da dupla brasileira e, ali, assumiram a liderança em caráter definitivo.
“Acho que o momento decisivo da regata foi a montagem da boia de baixo (a segunda), que a gente escolheu pelo lado da direita, enquanto eles (americanos) montaram pela esquerda. Lá, eles e os franceses, que os seguiram, acabaram encontrando outra rondada de vento e, com isso, a gente perdeu duas posições depois”, analisou Robert Scheidt, que, apesar da frustração, comemorou o resultado. “É uma dupla nova — eu estou velejando com o Henry (Boening, o Maguila) há pouquíssimo tempo — e a gente está contente com o resultado aqui”, complementou.
Nos próximos dias, Robert Scheidt retorna ao Brasil, onde vai treinar ao lado de Maguila, no Rio de Janeiro, visando a participação, no fim de janeiro, na Miami World Cup, na categoria 49er — que, aliás, poderá ser a futura classe do nosso campeão. Mas, segundo ele, ainda não há nada definido: “Vamos ver se a gente vai conseguir os apoios necessários para isso virar uma campanha. Por enquanto, estamos só velejando”, frisou Scheidt.
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