Sea-Doo apresenta novidades para linha 2024, que estará no São Paulo Boat Show
Novo modelo de jet, atualização de linhas Sea-Doo e pontoons no Brasil estão entre destaques


A canadense BRP anunciou, na última segunda-feira (21), o lançamento mundial da linha 2024 da Sea-Doo. Entre as novidades apresentadas estão a próxima geração da linha Sea-Doo Spark, os novos jets de performance Sea-Doo RXP-X/RXT-X, GTR-X e a linha de pontoons Sea-Doo Switch.
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Os lançamentos têm previsão de chegar ao Brasil a partir de meados de outubro deste ano, na rede de concessionárias BRP. Contudo, os visitantes do São Paulo Boat Show 2023 poderão ver em primeira mão várias das novidades da linha 2024 da Sea-Doo, no estande da BRP.
“Nosso compromisso incansável com a inovação, o refinamento contínuo e a criação de experiências líderes do setor têm nos guiado para oferecer a linha mais abrangente de motos aquáticas e pontoons do setor”, disse James Heintz, diretor de estratégia global de produtos da Sea-Doo & Marine Grupo da BRP.
Conheça as novidades da linha 2024 da Sea-Doo
GTR-X
A principal novidade da Sea-Doo para 2024 é o lançamento do jet GTR-X. Com motor Rotax 1630 300 hp ACE superalimentado, ele marca, segundo a Sea-Doo, o renascimento das embarcações acessíveis de alto desempenho.
Considerando valores em dólar, o modelo tem um dos menores custos por hp da indústria. Para a marca, o GTR-X é ideal tanto para quem busca adrenalina quanto para famílias que procuram uma combinação de desempenho, versatilidade e preço acessível.


Um sistema de trim estendido (VTS), controle de lançamento e turbina polida ajudam a atingir um tempo de 0-60 mph de cerca de 4 segundos. O guidão de perfil baixo, o assento de competição exclusivo Ergolock de 2 partes e os apoios angulados para os pés e casco GTR oferecem um manuseio estável e previsível.
Sea-Doo Spark e Spark Trixx
A próxima geração do Sea-Doo Spark representa a evolução de um modelo já consagrado da marca. Destaque para o acesso facilitado ao motor, que agora é feito por baixo do banco — que, inclusive, ganhou novo desenho e ficou maior e mais confortável.
O Spark também ganha um novo design exterior, apresentando linhas mais suaves ao redor, o que facilita o reembarque lateral e traseiro. O sistema de freio e reverso inteligente (iBR) da Sea-Doo agora vem de série em todos os modelos Spark, proporcionando melhor controle e manobrabilidade.


O Spark Trixx tem um novo modo de condução Trixx Mode, que ajuda a executar mais manobras, enquanto o assento individual freestyle os apoios integrados para os pés e o novo reversor permitem o movimento de um lado para o outro e da frente para trás, facilitando a pilotagem em pé e novas manobras de estilo livre.
A marca incorporou mais pontos de fixação LinQ Lite aos modelos. Os pilotos agora têm até 6 locais possíveis para adicionar acessórios, como suportes para câmeras de ação para capturar experiências, além de um novo compartimento na parte dianteira da embarcação, como um “porta-trecos”, que traz acima um novo sistema de acoplamento de som no Spark.
Sea-Doo RXP-X e RXT-X
Os jets top de linha Sea-Doo RXP-X e RXT-X ficaram mais rápidos com a introdução de uma nova motorização. Segundo a marca, o motor agora entrega a maior potência do mercado e a aceleração mais rápida (Rotax 1630 ACE supercharged de 325 hp), além de ter mais fácil manutenção e componentes mais leves.


Um dos destaques da nova motorização é que agora ela entrega mais torque em média rotação, fazendo com que a embarcação tenha uma potência mais forte, mesmo sem toda aceleração do RPM.
O RXP-X entrega aceleração de 0-60 mph abaixo de 3,4 segundos, com boa relação entre peso/potência, para um desempenho superior em curvas. O modelo também traz o amortecedor hidráulico de direção e capô em fibra de carbono.


Desenvolvido para maior desempenho na navegação em mar aberto, o Sea-Doo RXT-X, com o mesmo motor Rotax de 325 hp, chega configurado para aceleração, estabilidade e controle no mar. Traz também os recursos de desempenho X, incluindo aletas X, turbina polida, VTS estendido e controle de lançamento.
Pontoons Sea-Doo Switch
A família de pontoons Sea-Doo Switch tem movimentado o mercado desde seu lançamento na América do Norte, em 2021. A linha tem como diferencial a plataforma adaptável, que permite alterar a configuração do convés de forma fácil e rápida, e finalmente chegará ao Brasil.


Serão três modelos disponíveis por aqui: Switch Sport 18 pés (para entusiastas de esportes aquáticos), o Switch Cruise 21 pés (para navegação de cruzeiro e dias de diversão em família) e a novidade 2024, o Switch Cruise Limited.
Com 21 pés e potência de 230 hp, o Switch Cruise Limited aprimora a experiência de cruzeiro com novas tecnologias, conforto e elementos de design. A nova versão vem equipada com uma tela de 10,25” com sistema de som JL premium e GPS Garmin de 7 polegadas. A embarcação tem ainda cadeira de capitão com ergonomia ajustável, um assento adicional, plataforma de mergulho completa e luzes no piso próximo aos assentos.
Linha de pontoons Manitou
Para além dos lançamentos que devem chegar ao Brasil, a Sea-Doo terá novidades para a linha de pontoons Manitou, que utiliza a estrutura de um pontoon tradicional aliada à modularidade dos modelos Switch. Essas embarcações agora terão dois motores, com potência de 150 hp a 300 hp.


Os barcos Manitou não têm motor hidrojato — utilizam rabeta e hélices tradicionais. Além disso, os pontoons contarão com joystick de manobra, já instalados de série. Vale ressaltar que a linha Manitou ainda não tem previsão de estreia no Brasil.
São Paulo Boat Show 2023
O maior e mais importante evento náutico da América Latina está chegando! Após o sucesso histórico do São Paulo Boat Show do ano passado, a 26ª edição será ainda maior e melhor, reunindo os principais players do mercado náutico e quem ama o mundo da navegação em um só lugar.
Com mais de 100 embarcações expostas — de todos os modelos, preços e tamanhos — o São Paulo Boat Show 2023 contará com os principais lançamentos do setor náutico para 2023 e 2024, incluindo jets, motores, equipamentos, brinquedos náuticos, acessórios e serviços para barcos.
Um sorteio no São Paulo Boat Show ainda vai premiar um sortudo ou sortuda com uma lancha. O evento também receberá as novidades de grandes marcas de luxo no Espaço dos Desejos e vai apresentar atrações de turismo náutico de destinos incríveis pelo Brasil.
Anote aí!
Quando: De 21 a 26 de setembro de 2023
Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km – Vila Água Funda, São Paulo – SP, 04329-900)
Horário: Dia 21 das 15h às 22h e de 22 a 26 de setembro das 13h às 22h (no último dia, o evento encerrará às 21h)
Mais informações: no site do evento
Ingressos: site oficial de vendas
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Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
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Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
[caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"]

Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
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