Seu barco

Por: Redação -
11/05/2016
yacht blue lagoon stone in thailand kho phangan bay abstract of a water south china sea

O anodo é um dos menores (e mais básicos) componentes de qualquer barco. Mas, sem ele, a corrosão das partes metálicas que ficam em contato com a água (motores, por exemplo) seria capaz de arruinar qualquer embarcação em pouquíssimo tempo. Para evitar que isso aconteça, ele — o anodo — é corroído, poupando assim componentes bem mais caros e sofisticados. Esta é a função do anodo: corroer no lugar dos outros. Ou seja, ele existe para ser sacrificado, feito um boi de piranha náutico. Daí o seu nome oficial: anodo de sacrifício. Basicamente, um anodo não passa de um bloquinho sólido de metal, que, quando grudado a qualquer parte metálica submersa do barco, cumpre o papel de ser destruído no lugar dele. Isso acontece graças a um fenômeno chamado eletrólise, ou a corrente elétrica gerada pela união de dois metais submersos (o do anodo com outro qualquer, do barco), que irá corroer aquele de maior eletronegatividade — no caso, o anodo. Mas, para que isso aconteça, existem outras particularidades
que devem ser respeitadas, como mostramos nos dez tópicos abaixo.

1 – O melhor material para o anodo é o zinco ou liga de zinco com magnésio e alumínio, para uso no mar. Já nos barcos que ficam em água doce a melhor matéria-prima é a liga de magnésio.

2 – O anodo não deve ser pintado em hipótese alguma, porque isso tira completamente a sua capacidade de ser corroído.

3 – Também pelo mesmo motivo, o anodo não deve ser aplicado em partes pintadas. É preciso assegurar o contato dele diretamente com um metal.

4 – Os melhores locais para a instalação do anodo são os de pouca resistência à água, como dentro do escapamento do motor ou na base dos motores de popa.

5 – Qualquer anodo deve ser substituído por outro quando a corrosão atingir 50% do seu tamanho. Porque, a partir daí, ele corroerá ainda mais rapidamente.

6 – Não dá para calcular exatamente a vida útil de um anodo, porque isso depende do tempo que ele permanecer na água — ou seja, quanto mais tempo submerso, mais rápido será o seu processo de
corrosão. Por isso, ele deve ser verificado a cada seis meses e trocado, em média, a cada um ano completo.

7 – Todas as vezes que o seu barco estiver fora d’água, aproveite para ver o estado do anodo e passar uma escova ou palha de aço nele, a fim de eliminar a camada superficial já deteriorada.

8 – Em todas as revisões do motor, não esqueça de exigir que seja trocado o anodo. Ou, no mínimo, que ele seja limpo.

9 – O ideal é que o anodo seja aparafusado ou soldado em alguma parte metálica da propulsão, ou seja, eixo, leme, rabeta, flap ou hélice.

10 – Usar mais anodos do que o indicado pode surtir efeito contrário. Muitos metais farão com que a massa dos anodos fique “mais dura” e isso atrapalhará a sua corrosão. Que, afinal, é o objetivo desta curiosa (mas fundamental) pecinha de metal.

Foto: Fotolia

Assine a revista NÁUTICA: www.shoppingnautica.com.br

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Fountaine Pajot leva catamarã de 16 metros ao Rio Boat Show 2024

    Aura 51 é o maior catamarã a vela sem flybridge do estaleiro francês e estará no evento náutico de 28 de abril a 5 de maio

    No NÁUTICA Talks, Elio Crapun palestra sobre revolução dos hidrofólios nas embarcações

    Velejador abordará detalhes sobre realidade e avanços de barcos que navegam sobre fólios durante o Rio Boat Show 2024

    Casarini Boats levará mistura de bote com jet ao Rio Boat Show 2024

    Embarcação inovadora será um dos destaques do evento que acontece de 28 de abril a 5 de maio, na Marina da Glória

    No NÁUTICA Talks, Paula Vianna mergulha nos desafios da fotografia subaquática

    Vencedora de concursos internacionais, fotógrafa é presença confirmada no Rio Boat Show 2024

    Série de NÁUTICA com família a bordo de barco centenário já tem data de estreia

    Com 10 episódios, “A Europa como você nunca viu” acompanhará um casal, uma criança e um cachorro pelos canais dos Países Baixos