Sonho adiado
Primeiro foi a falta de ventos; depois, o cronograma apertado para acomodar todas as regatas previstas para hoje na Baía de Guanabara. Com isso, a tensa espera pelo início da Medal Race da Laser, com a presença do multimedalhista olímpico Robert Scheidt e de outros nove velejadores, ganhou um capítulo inesperado. E, se a natureza colaborar, o desfecho será amanhã. A organização, no entanto, não definiu ainda um horário para a regata final.
Dono de dois ouros, duas pratas e um bronze, Scheidt é o quinto colocado na classificação geral, empatado com o britânico Nick Thompson (ambos somam 87 pontos), e tem chance apenas de agarrar o bronze. Esse resultado, porém, já será suficiente para fazer do velejador paulista o maior medalhista olímpico brasileiro (Torben Grael também é dono de cinco medalhas).
Mas, para que isso aconteça, além de fazer um excelente trabalho na raia e da colaboração da natureza, Robert Scheidt precisará ficar de olho em dois concorrentes à sua frente. São eles o francês Jean Baptiste Bernaz, que soma um ponto a menos (86, lembrando que, nessa comeptição, quem tem menos pontos fica mais bem colocado), e o neozelandês Sam Meech, que está com 77 pontos. Na Medal Race, a pontuação é em dobro.
As velejadoras da Laser Radial chegaram a ir para a água, com expectativa de largada às 16h15 (para se ter ideia, essa Medal Race seria a primeira do dia, com início às 13h05), mas a prova também foi cancelada e remarcada para amanhã. A prova, contudo, não terá a presença da bandeira brasileira na raia, uma vez que Fernanda Decnop ficou na 24ª posição geral e a Medal Race reúne somente as dez melhores da classe.
Foto: Divulgação
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