Previsões indicam uma temporada de furacões acima do normal em 2020


Não é apenas o coronavírus. A natureza também promete promover isolamento social. A dois meses do início da temporada de furacões — que costuma atingir o Caribe e o Oceano Atlântico Norte entre os meses de junho e novembro —, previsões já indicam que tempestades violentas vêm por aí.
Sim, essa poderá ser uma temporada bastante ativa, com atividade de ciclones tropicais acima da média. Entre as causas estão mudanças nos ventos e o aquecimento das águas. Palavra de quem estuda e entende do assunto.
Na última semana, nos Estados Unidos, em sua primeira previsão, a empresa AccuWeather divulgou que nesta temporada podemos ter furacões com atividade acima do normal, com a formação de 14 a 18 tempestades tropicais, contra uma média histórica de 12. Dessas, entre 7 e 9 se tornarão furacões, sendo 2 a 4 furacões de categoria intensa (níveis 3, 4 e 5).
Os meteorologistas chamam atenção, principalmente, para o Mar do Caribe e o Golfo do México, que já estão apresentando temperaturas da superfície do mar (TSM) bem acima do normal, e as altas TSM servem como combustível para a intensificação e desenvolvimento de tempestades tropicais.
Outro fator climático que poderá contribuir com um aumento da atividade de furacões é um possível evento de La Niña no segundo semestre de 2020, como preveem alguns modelos climáticos. Durante o fenômeno do La Niña, no Oceano Pacífico, normalmente temos um maior desenvolvimento de ciclones tropicais no Atlântico, uma vez que os ventos de oeste, que sopram em altos níveis sobre o Atlântico, ficam mais fracos que o normal, contribuindo para o desenvolvimento de tempestades.
A temporada de furacões vai de 1º de junho a 30 de novembro. Em 2019, tempestades tropicais causaram mais de US$ 11 bilhões em danos, com furacões devastadores como Dorian, Lorenzo e Humberto.
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