Vapor Benjamim Guimarães tem parte submersa durante operação de retirada do Rio São Francisco

Por: Redação -
18/11/2020

Siga nosso TWITTER e veja a série Dicas Náuticas diariamente.

Parte do vapor Benjamim Guimarães ficou submersa durante uma operação de retirada em Pirapora (MG). A embarcação estava sendo içada do Rio São Francisco para passar por um processo de restauração. Segundo a prefeitura, a empresa responsável pela restauração, Indústria Naval Catarinense, disse que o processo de retirada do vapor é um dos mais complexos.

No sábado, foram utilizadas boias tipo rolete para iniciar o trabalho. Em um certo momento, houve uma inclinação muito íngreme da proa que provocou o afundamento da popa do barco. “Por causa disso, o convés foi tomado pela água, resultando em um peso ainda maior e a paralisação do processo. Outra dificuldade é o terreno arenoso nas margens do rio, o que impede o tracionamento das pesadas máquinas utilizadas”, disse a prefeitura em nota.

De acordo com o diretor da empresa, Josuan Morais, o nível do rio está baixo e, com isso, a rampa de acesso ficou mais íngreme. Ainda segundo o diretor, não houve dano material no vapor Benjamim e toda essa parte afetada já estava inclusa no programa de recuperação.

Leia também

» Exclusivo: brasileiro Manoel Chaves, da MCP Yachts, irá à Justiça por direitos sobre hidrofólios dos veleiros da America’s Cup 2021

» 70ª Regata Santos-Rio tem recorde de barcos e grandes nomes da vela

» Equipe feminina quebra recorde em tradicional regata offshore na Irlanda. Confira

De acordo com o Iepha, o barco foi construído em 1913, pelo estaleiro James Rees & Sons, nos Estados Unidos. Após navegar pelo Rio Amazonas, foi transferido para o São Francisco a partir de 1920. O Benjamim Guimarães foi tombado em 1985. Por anos, a embarcação foi utilizada para transportar passageiros e mercadorias de Pirapora a Juazeiro (BA), sendo o único em funcionamento. Em muitos passeios, havia a participação da orquestra de Pirapora.

O vapor Benjamim tem capacidade para transportar até 140 pessoas, somando passageiros e tripulantes, e tem permissão para navegar em rio, lago e correnteza que não tenham ondas ou ventos fortes.

Gostou desse artigo? Clique aqui para receber o nosso serviço de envio de notícias por WhatsApp e leia mais conteúdos.

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Assim como hotéis, lanchas entram na era do "day use"; entenda

    Na hotelaria, o modelo permite aproveitar a estrutura durante o dia sem hospedagem. No setor náutico, a lógica impulsiona embarcações voltadas ao uso por algumas horas

    Parceria de vida: Lars Grael e Clínio de Freitas relembram 40 anos de competição na antiga União Soviética

    Dupla com forte histórico de competições e regatas nutre relação de amizade mais intensa ainda. Conheça!

    Dono de estaleiro abre mão de R$ 2 bilhões e doa parte da empresa à caridade

    Decisão veio de Eddie Smith Jr., dono da Grady-White Boats, para manter a cultura da empresa viva mesmo fora do seu controle

    O lado escuro do oceano: jaqueta é encontrada a 3 mil metros de profundidade

    Peça foi retirada da água a cerca de 1,7 mil km da costa brasileira durante uma expedição do navio de pesquisa Schmidt Ocean Institute

    Joinville (SC) inaugura novo píer flutuante e potencializa estruturas para turismo náutico

    Lançado neste domingo (2), no bairro Espinheiros, atracadouro conta com estruturas flutuantes para receber embarcações de até 100 pés de comprimento